Mais de 50 países buscam negociar tarifas com os EUA, afirmam conselheiros de Trump
Mais de 50 países buscam negociar tarifas com os EUA, enquanto Trump mantém sua postura sobre mudanças no comércio global.

Mais de 50 países afetados pelas novas tarifas do presidente Donald Trump entraram em contato com o governo dos Estados Unidos para iniciar negociações sobre os impostos de importação, disseram autoridades neste domingo (6). A expectativa é que as taxas mais altas sejam aplicadas a partir de quarta-feira, 9, o que marca o início de uma nova fase de incertezas econômicas globais.
Scott Bessent, secretário do Tesouro, destacou que práticas comerciais injustas não são questões que podem ser resolvidas rapidamente. “Precisamos ver o que os países oferecem e se isso é viável”, afirmou. Trump, que passou o fim de semana na Flórida, postou nas redes sociais que “venceremos”, pedindo paciência ao público.
Consultores minimizam impacto
Consultores e membros do governo continuaram defendendo as tarifas e minimizando o impacto sobre a economia global. Para Bessent, não há necessidade de uma recessão, e a intenção é construir uma base econômica de longo prazo para a prosperidade dos EUA. A ofensiva tarifária de Trump, anunciada em 2 de abril, atende a uma promessa de campanha e busca redefinir as regras do comércio internacional, sem a necessidade de autorização do Congresso.
No entanto, a medida tem gerado reações de diversos países. A China e outras nações já retaliaram com tarifas próprias, enquanto o principal assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, confirmou que mais de 50 países estão buscando soluções por meio da mesa de negociações.
Entre os afetados estão aliados dos EUA, como Israel e o Vietnã, que buscaram um entendimento sobre as novas tarifas. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também expressou discordância com a política de Trump, embora tenha garantido que tomaria todas as medidas necessárias para proteger a economia de seu país.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que não haverá adiamento das tarifas, que devem ser aplicadas nos próximos dias. No Congresso, a medida tem gerado divisões dentro do Partido Republicano, com alguns senadores preocupados com as consequências para os mercados.
A polêmica em torno das tarifas continua a crescer, enquanto os EUA buscam maneiras de resolver disputas comerciais com seus parceiros globais.
Redação
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