Vixe! A estratégia de guerra de Brito e Elmar contra Lira. Bruno evita clima de ‘já ganhou’ de 2022. Geraldo ‘pega ar’ e se cala sobre mudança do Carnaval
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Chefe sem ser

Uma servidora que atua na Secretaria de Relações Institucionais do governo do estado passou a se autointitular chefe de gabinete da pasta, com direito até mesmo a postagens nas redes sociais. O secretário interino, Jonival Lucas, tem acumulado as duas funções, desde que foi designado para o posto pelo governador Jeronimo Rodrigues. No entanto, a tal servidora passou a ocupar a sala destinada à chefia da Serin, dando ordens como se nomeada fosse para o cargo. A notícia já chegou ao secretário e ao entorno do próprio governador.
Deputados à espreita

Informação chegada de Brasília, ontem, dava conta de que os deputados federais baianos estão “todos em cima do muro”, quando o assunto é eleição para a presidência Câmara Federal. Ninguém quer manifestar voto neste momento. Pelo que se fala por lá, o presidente Arthur Lira (PP) desistiu de lançar o deputado Elmar Nascimento, pois percebeu que não teria muita influência sobre ele. “Entre Elmar e (Antônio) Brito, ultimamente ele estava tendendo mais a Brito, mas o preferido sempre foi Hugo Mota, que ele só tirou da cartola agora para que não fosse ‘fritado’ antes”, disse um parlamentar baiano que acompanha de perto a disputa.
O grande articulador

O deputado baiano disse ainda que o grande articulador da eleição da Câmara dos Deputados é o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. E, nessa queda de braço, parece estar levando vantagem o líder do partido na Casa, o deputado Antônio Brito, que coordena a sigla e o bloco com 142 parlamentares. Nesta conta, entraria o apoio do PSD à candidatura de Davi Alcolumbre (União Brasil) para a presidência do Senado. Em contrapartida, o UB apoiaria a candidatura de Brito para a Câmara.
Estratégia de guerra

Na verdade, há quem diga que Elmar e Brito estariam tentando criar uma estratégia para enfrentar o atual presidente, após verem suas candidaturas praticamente preteridas. A informação é que eles estão fazendo reuniões com líderes de seus partidos para definir um plano de ação e enfraquecer a candidatura de Motta, hoje o preferido de Arthur Lira.
Prêmio de consolação

Segundo informação de outro deputado baiano, há, inclusive, uma discussão sobre a possibilidade de Elmar ser indicado a uma vaga no Tribunal de Contas da União como prêmio de consolação. A Câmara tem o direito de escolher dois nomes para o TCU a partir de 2026 e há manobras para que ministros antecipem suas aposentadorias, possibilitando a ascensão de Elmar. No entanto, a resistência do baiano em aceitar um acordo continua a gerar tensão nas negociações.
Sem clima de ‘já ganhou’

A maior preocupação do núcleo duro do prefeito Bruno Reis, candidato à reeleição pelo União Brasil, é evitar que o clima de ‘já ganhou’, impulsionado pelo resultado das últimas pesquisas eleitorais, contamine seus apoiadores e os desmobilize na busca por votos para a eleição que se avizinha.
Lembrando de 2022

Ainda ressabiados pelo resultado da última disputa ao governo do estado – na qual o então candidato ACM Neto (UB) propagava pelos quatro cantos que sairia vitorioso em relação a seu adversário Jerônimo Rodrigues (PT) -, os apoiadores do atual prefeito não querem ver repetido no pleito deste ano o clima de soberba nas próximas eleições municipais de 6 de outubro.
Longe do favoritismo

Quem acompanha de perto as andanças de Bruno Reis diz que ele passa longe do clima de ‘já ganhou’. O sentimento é que o prefeito está trabalhando nas ruas como se não fosse o candidato favorito. Conhecedor da política na capital baiana, Bruno tem o mapeamento da cidade, sabendo onde estão os votos e quem são as principais lideranças. Além da vitória nas urnas, ele quer mostrar que é capaz de vencer o candidato do governo, o que poderá ter impacto direto sobre a eleição estadual de 2026.
Bruno para o governo?

Quando o assunto é a eleição de 2026, alguns caciques do PT dizem que o ex-prefeito ACM Neto não mete medo na disputa pelo governo da Bahia. Hoje, quem deixa a articulação política da atual gestão estadual de orelha em pé é o prefeito Bruno Reis. Os petistas avaliam que uma chapa com Bruno governador é muito mais forte que Neto, que poderá disputar uma das vagas ao Senado. Resta saber se Bruno, uma vez reeleito prefeito, deixará realmente o comando da Thomé de Souza para disputar o governo. Ai, é muita informação! Só o tempo dirá.
Lá e cá

Diante da falta de apoio do governo do estado e do seu candidato Geraldo Júnior, do MDB, em Salvador, muitos postulantes a vereador do grupo estão “resolvendo as suas vidas” através da parceria com o prefeito Bruno Reis e o staff do Palácio Thomé de Souza. Faltam recursos, faltam obras, falta incentivo. A grita é geral.
Sem pontos positivos

O vice-governador da Bahia e candidato à Prefeitura de Salvador, Geraldo Jr. (MDB), voltou a criticar a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) durante uma hora da sabatina realizada na noite ontem pelo Portal M!, em parceria com outros cinco veículos de imprensa (Informe Baiano, Bahia.ba, Política Livre, Tribuna da Bahia e TV ALBA). Logo na primeira pergunta sobre a avaliação do ex-aliado, Geraldo teceu duras críticas, pontuando problemas na educação, transporte, saúde e até em segurança pública, e disse que “não há pontos positivos” na gestão.
Indefinição sobre o Carnaval

Coordenador do Carnaval pelo governo estadual nos últimos dois anos, o candidato do MDB disse que a festa deve “ser repensada” e defendeu a criação de um conselho para discutir os eventos populares da capital baiana. “Precisamos repensar os circuitos, trazer os empresários a uma discussão temática, precisamos pensar quem vive do Carnaval, naqueles ambulantes em situação desumana”, defendeu, na sabatina.
Novo circuito?

Ainda sobre o Carnaval, Geraldo foi questionado sobre o que pensa a respeito da criação de um novo circuito, na região da Boca do Rio. “Essa decisão não pode ser do prefeito ou da vice, tem que ser conversada. Me coloquei à disposição do atual prefeito para pensar os circuitos, a vida dos ambulantes, os blocos. O Carnaval sem cordas está tendo maior olhar dos grandes empresários. Precisamos conversar com quem entende, especialistas. Se necessário, conversar com outros estados, entretenimento, vamos fazer, vamos pensar juntos”.
Crise no transporte

O candidato Geraldo Jr. voltou a criticar o transporte público na capital baiana e, na sabatina, subiu o tom ao ser questionado sobre precárias condições dos ônibus que atendem a Região Metropolitana, que é de responsabilidade do governo estadual. O vice-governador novamente acusou o prefeito Bruno Reis de retirar linhas de ônibus de circulação. Bruno, inclusive, já rebateu inúmeras vezes o emedebista, ao afirmar que a retirada foi um pedido do próprio governo estadual.
Sistema quebrado

Na sabatina, Geraldo Jr. disse que o transporte público de Salvador precisa de integração. “O prefeito assumiu recentemente que eles quebraram o sistema rodoviário. O atual prefeito tirou 134 linhas de ônibus da nossa cidade. Falei ao prefeito quando ele disse que o governo recomendou essa retirada. Disse: prefeito, não faça confusão com a sociedade. O que o governo recomendou é que você tirasse as linhas concorrentes com o metrô”, disse ele, que prometeu trazer as linhas de volta.
‘Pegou ar’
Quando questionado sobre a retirada de linhas e a qualidade dos ônibus que atendem a RMS, que são de responsabilidade do governo estadual, o emedebista ‘pegou ar’ e quase não deixou o repórter finalizar a pergunta. Em resposta, preferiu voltar a criticar a gestão do agora ex-aliado e ressaltar que o soteropolitano paga a tarifa mais cara do Nordeste: “As pessoas pagam a tarifa mais cara do Nordeste. Vamos rever isso. Não dá para discutir o transporte sem pensar a Região Metropolitana, sem conversar com Simões Filho, Camaçari, Candeias”.
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