Toffoli abre divergência e desfecho de julgamento sobre porte de maconha é adiado
Discussão irá definir a partir de qual quantidade de drogas uma pessoa é usuária ou traficante

O Supremo Tribunal Federal (STF) está a um voto de reconhecer que o porte de maconha para consumo próprio não é crime, debatendo também critérios objetivos para diferenciar usuários e traficantes. A Lei de Drogas não pune o porte com pena de prisão, levando cinco ministros a considerarem que esse não é um delito criminal, mas um ilícito administrativo. Votaram a favor da descriminalização os ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
Até o momento, prevalece posição de que a dependência é um problema de saúde pública e que os usuários não devem ser tratados como criminosos. A pena para os usuários deve permanecer a mesma prevista na legislação – advertência sobre os efeitos das drogas e participação em programas ou cursos educativos. Os ministros ainda vão decidir se mantém ou não a prestação de serviços comunitários.
O ministro Dias Toffoli foi o único a se manifestar nesta quinta-feira, (20), e abriu uma divergência parcial. O voto foi para manter a legislação como está, com a ressalva de que, na avaliação dele, ela já não criminaliza o usuário. O julgamento voltara a ser debatido na próxima terça-feira (25), com o possível voto dos ministros Carmen Lúcia e Luiz Fux.
A segunda etapa do julgamento gira em torno da quantidade de droga que deve ser usada como parâmetro para distinguir o consumidor do traficante. As propostas apresentadas até o momento vão de 25 a 60 gramas. Uma terceira corrente no STF defende a abertura de prazo para o Congresso e o Executivo estabelecerem um limite.
Esse é um ponto central porque, na avaliação dos ministros, vai ajudar a uniformizar sentenças e a evitar abordagens preconceituosas. Estudos citados no plenário mostram que negros são condenados como traficantes com quantidades menores do que brancos. O grau de escolaridade também gera distorções nas condenações – a tolerância é maior com os mais escolarizados.
Entretanto, o julgamento aprofundou a animosidade entre o STF e o Congresso, com reações da bancada evangélica. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), também chegou a se manifestar publicamente contra a interferência do Judiciário. Ele defende que a regulação das drogas cabe ao Legislativo e não deveria estar sendo discutida pelo Supremo.
Deputados e senadores debatem uma proposta de Rodrigo Pacheco para driblar o STF e incluir na Constituição a criminalização do porte de drogas, independente da quantidade. Uma comissão especial será criada para debater o texto.
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