Dólar inicia em R$ 6,20 e vira para queda após intervenções do BC e declarações de Arthur Lira
Banco Central já havia injetado US$ 2,468 bilhões no mercado entre sexta e segunda-feira

O dólar à vista iniciou esta terça-feira (17) em forte alta, alcançando o valor nominal recorde de R$ 6,20 no mercado à vista. O movimento foi revertido após declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira, de que seriam votados ainda hoje a reforma tributária e o PLP 210, que compõe o pacote fiscal do governo federal.
Também durante a manhã, o Banco Central realizou um leilão extraordinário, vendendo US$ 1,272 bilhão a uma taxa de R$ 6,1005. Apesar da intervenção, a cotação chegou ao pico de R$ 6,2065 por volta de 12h16. No início da tarde, a autoridade monetária efetuou um novo leilão de US$ 2,015 bilhões, reduzindo o dólar para R$ 6,169 às 12h56.
Além das operações realizadas nesta terça-feira (17), o Banco Central já havia injetado US$ 2,468 bilhões no mercado entre sexta-feira (13) e segunda-feira (16). Ao longo das últimas cinco sessões, o total de dólares ofertados ultrapassa os US$ 12,7 bilhões, em uma tentativa de conter a volatilidade do câmbio.
Desconfiança no mercado
O mercado financeiro segue cauteloso com as medidas do governo, especialmente no que diz respeito ao pacote fiscal enviado ao Congresso. O plano prevê uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e R$ 375 bilhões até 2030. Contudo, analistas apontam que os cortes não atingem gastos estruturais, como os vinculados à Previdência, saúde e educação.
O aumento na procura por dólares em dezembro, período em que empresas multinacionais remetem recursos às matrizes, também contribuiu para a pressão cambial. Apesar das intervenções do Banco Central, o cenário de incertezas sobre a política fiscal brasileira limita os efeitos das operações.
Declarações de Arthur Lira
A virada no comportamento do dólar ocorreu também após Arthur Lira afirmar que a Câmara votaria ainda nesta terça-feira a reforma tributária e o PLP 210. A perspectiva de aprovação das medidas trouxe alívio momentâneo ao mercado, o que contribuiu para o recuo da moeda norte-americana.
Analistas também destacam que a resistência do governo em alterar despesas obrigatórias e promessas de campanha aumenta as dúvidas sobre a efetividade do pacote de ajuste fiscal. Especialistas alertam que as despesas obrigatórias tendem a crescer rapidamente, podendo anular o impacto do corte de gastos em pouco tempo.
Próximos passos para a reforma tributária
O texto da reforma tributária pode ser analisado ainda nesta semana pela Câmara dos Deputados. O mercado financeiro segue atento às mudanças que os parlamentares poderão fazer no projeto e ao roteiro para sua implementação.
A votação da reforma e do pacote fiscal são acompanhadas como fatores determinantes para a dinâmica do câmbio nos próximos dias. A expectativa é de que as decisões do Congresso tragam maior clareza sobre o equilíbrio das contas públicas.
Com isso, o Banco Central deve seguir atento ao mercado de câmbio, podendo realizar novas intervenções caso a volatilidade persista. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 6,12, marcando um recuo após atingir o recorde histórico.
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