Capitão Alden acusa má gestão de Lula por aumento nos preços dos medicamentos
Para parlamentar, reajuste contínuo nos preços de itens essenciais é resultado de administração ‘despreparada’

O deputado federal baiano Capitão Alden (PL) criticou, nesta terça-feira (1º), o reajuste de até 5,06% nos preços dos medicamentos autorizado pelo governo federal que entrou em vigor desde esta segunda-feira (31). A decisão, tomada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo o vice-líder da bancada de oposição na Câmara do Deputados, essa alta faz parte de uma série de aumentos que têm pressionado ainda mais o bolso do consumidor, especialmente em um momento de inflação elevada e dificuldades econômicas para grande parte da população.
Crítica de Alden à gestão federal
De acordo com Alden, o aumento no preço dos medicamentos é um reflexo da má gestão do governo Lula. Para o parlamentar, o reajuste contínuo nos preços de itens essenciais, como os remédios, é resultado de uma administração “despreparada”, que “não consegue conter a inflação ou proteger a população”.
“O descondenado gosta tanto do pobre que quer ver todo mundo na pobreza”, bradou Alden contra o presidente Lula (PT).
Segundo ele, os brasileiros já enfrentam dificuldades para lidar com o alto custo de vida e o aumento no preço dos medicamentos agrava ainda mais esse cenário. “O brasileiro já não consegue se alimentar direito, daqui a pouco não vai ter o direito de ficar doente diante do preço dos medicamentos”.
Novo reajuste autorizado nos preços dos medicamentos
O governo federal autorizou um reajuste de até 5,06% nos preços dos medicamentos, que entrou em vigor nesta última segunda-feira (31). A decisão foi tomada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) e publicada no Diário Oficial da União (DOU). O aumento segue a variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente aos 12 meses encerrados em fevereiro deste ano.
O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, alerta que os consumidores precisam estar atentos. “Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer”, disse.
Como novos reajustes serão aplicados
Os reajustes serão aplicados conforme a classe terapêutica dos medicamentos, divididos em três níveis:
- Nível 1 terá o maior aumento de até 5,06%
- Nível 2 terá aumento de até 3,83%
- Nível 3 terá reajuste de até 2,60%
O teto de reajuste anual, previsto por lei, foi de 4,5% no ano passado. Com isso, fabricantes, distribuidores e lojistas devem seguir esses limites ao atualizar os preços de mercado.
Divulgação e fiscalização dos novos preços
Todas as empresas farmacêuticas precisam divulgar amplamente os novos preços dos medicamentos, conforme determina a resolução. A publicação deve ser feita em veículos de grande circulação e especializados no setor.
Além disso, o comércio varejista deve manter listas atualizadas dos preços, permitindo que consumidores e órgãos de defesa do consumidor tenham acesso à informação. O não cumprimento dessas regras pode resultar em penalidades e as empresas devem apresentar um Relatório de Comercialização à Cmed para validar o reajuste.
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