Vixe! Michelle ou Tarcísio? Bolsonaro dará as cartas na eleição. A ambição pelo Congresso. Lula, entre desgaste e aprovação. Jerônimo e a máquina. ACM Neto cai em campo.
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Bolsonaro é a incógnita
Apesar da baixa participação popular na última manifestação realizada pelos partidos de direita, em São Paulo, em favor da anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF), todas as atenções na oposição continuam voltadas para a possibilidade de o ex-presidente abrir mão da disputa pelo Palácio do Planalto, já que está inelegível e não pode mais recorrer dessa decisão.
O acordo nos bastidores prevê que Bolsonaro se mantenha na disputa até o final deste ano, quando deverá indicar um nome para sucedê-lo. No topo das apostas está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. No entanto, Bolsonaro ainda cogita a possibilidade de indicar um de seus filhos ou sua esposa, Michelle Bolsonaro.

Crédito: Antônio Cruz/Agência Brasil
Reúne apoios
O entendimento entre os partidos de centro e de direita no Brasil é que o governador de São Paulo já reúne o apoio dessas legendas, do setor econômico e de uma parcela importante da população — o que pode contribuir para que ele abra mão de uma reeleição considerada “confortável” ao governo paulista para encarar o desafio de desbancar o presidente Lula e o PT. A pressão para isso é gigante.
E, nesse contexto, segue firme o compromisso da direita de que os sete governadores do campo conservador — entre eles o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o de Minas Gerais, Romeu Zema — se unam em torno de Tarcísio, caso ele decida disputar o Palácio do Planalto.

Crédito: Werther Santana/Estadão
Fator Bolsonaro
O problema é que essa estratégia pró-Tarcísio esbarra na inconstância do capitão Bolsonaro. Por mais que diga o contrário, ele gostaria de ver um de seus filhos — ou até mesmo sua esposa — herdando seu espólio político. Segundo pessoas próximas, o temor é que, uma vez eleito, Tarcísio vire as costas e o lance na “cova dos leões”.
Isso acaba deixando o cenário na direita ainda turvo, devido à falta de clareza sobre qual estratégia será realmente colocada em prática pelo ex-presidente para a próxima eleição.

Michelle empolga
Nos últimos dias, inclusive, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a defender o nome de Michelle Bolsonaro. Em evento realizado no último sábado, ele afirmou que a ex-primeira-dama é a única, além do próprio Bolsonaro, que venceria Lula em um eventual segundo turno. Segundo Valdemar, caso Bolsonaro não seja candidato, caberá a ele próprio escolher quem o sucederá.

Crédito: Divulgação
De olho no Congresso
Enquanto persiste a dúvida sobre a estratégia de Bolsonaro para 2026, muita gente segue “em choque” com a declaração recente do ex-presidente de que pode “mudar o destino do Brasil”, caso seus aliados conquistem 50% da Câmara dos Deputados e do Senado na próxima eleição. A fala foi feita durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. “Se vocês me derem 50% da Câmara e do Senado, nós elegemos os presidentes das Casas, comandamos comissões, indicamos diretores de agências reguladoras e do Banco Central. Eu mudo o destino do Brasil”, disse Bolsonaro.

Crédito: Gabriel Silva/ Estadão Conteúdo
Ambição pelo poder
Inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente negou ter ambição pelo poder: “Nem eu preciso ser presidente de novo. Com Valdemar Costa Neto me mantendo como presidente de honra do PL, mudamos o Brasil por vocês”, disparou.
Durante o discurso recente, Bolsonaro também afirmou não temer ser preso ou morto. “Logicamente, não quero ser preso nem morto.” Ele reiterou que, mesmo fora das urnas, continua tendo influência política e pediu foco na eleição de aliados para o Congresso.

Crédito: Reprodução/YouTube/Partido Liberal
Desgaste na ponta
O entendimento entre os políticos ligados ao centrão e à direita é que o PT e o próprio presidente Lula estão muito desgastados. E o pior, agora acuados pelo Congresso Nacional. “O problema é que o governo não fez o dever de casa, ou seja, não fez as contas, e agora fica aumentando impostos para conter o rombo das contas públicas, inviabilizando o Brasil”, disse um deputado da base petista, ao reforçar que o desgaste do presidente já chegou à ponta, entre a população de baixa renda — tradicional alicerce dos governos do PT.

Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Lula competitivo
Já o deputado estadual Robinson Almeida tem uma avaliação positiva. “Lula chegará com força à eleição no próximo ano, apesar de enfrentar um cenário de oposição fragmentada. Ele tem resultados concretos: inflação controlada, geração recorde de empregos e a volta dos programas sociais. A direita está dividida e o presidente tem um ano inteiro para recuperar a imagem do governo. Ele será o nome mais competitivo e estará no segundo turno”, avaliou.

Divulgação/Assessoria
Sem desgastes
Robinson também defendeu o governo Jerônimo Rodrigues e rejeitou a ideia de desgaste interno. Segundo ele, o governador tem mantido uma rotina intensa e um ritmo constante de entregas em todas as regiões da Bahia. O deputado citou a criação de 170 escolas de tempo integral, a ampliação da rede hospitalar, investimentos em infraestrutura rodoviária e projetos em andamento, como o VLT do Subúrbio, a instalação da fábrica da BYD e a ponte Salvador-Itaparica — que ainda não saiu do papel.
“Nunca tivemos um governador com tanta disposição para trabalhar. Jerônimo visita todos os municípios e nunca vai de mãos vazias. É um governo estruturante, que vai aparecer ainda mais para a população no próximo ano”, afirmou.

Crédito: @robinson_almeida
Desafio nacional
O petista também comentou os gargalos na segurança pública, apontada como um dos temas mais espinhosos da gestão estadual. Robinson negou omissão por parte do governador e destacou investimentos contínuos, como a contratação de policiais e o uso de tecnologia. Para ele, o problema não é exclusivo da Bahia, e os números de homicídios vêm diminuindo ano após ano.
“A população sabe que segurança pública é um problema nacional. Não há omissão. Há investimento, atuação e enfrentamento constante ao crime”, pontuou.

Crédito: Equipe M!
A PF na cola
Tem muito político de cabelo em pé devido à operação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios de recursos por meio de fraudes em emendas e licitações. Com a investigação contra o deputado federal Júnior Mano, do PSB do Ceará, muitos temem que o alcance das investigações atinja parlamentares de outros estados, inclusive da Bahia.

Crédito: Mario Agra/Câmara dos Deputados
Emendas parlamentares
O gabinete do deputado na Câmara, assim como suas residências em Brasília e no Ceará, foram alvos de mandados de busca e apreensão. A operação investiga o uso ilícito de emendas parlamentares.
Além das buscas, o STF autorizou a abertura de uma investigação específica para apurar a participação de autoridades com foro privilegiado na destinação e execução irregular dessas emendas. Segundo a Polícia Federal, o grupo sob investigação teria direcionado verbas a prefeituras cearenses mediante contrapartidas financeiras ilícitas, influenciando diretamente processos licitatórios por meio de empresas ligadas ao esquema.

Crédito: Divulgação/PF
Em campo
Apoiadores do ex-prefeito de Salvador ACM Neto afirmam que ele entrou em campo para viabilizar sua candidatura ao governo do estado nas eleições de 2026. Segundo deputados próximos ao dirigente do União Brasil, a receptividade durante os festejos do São João e no desfile da Independência da Bahia encheu o pré-candidato de ânimo, contagiando positivamente a base.
Políticos que até pouco tempo estavam apenas observando o cenário passaram a requisitar a presença de ACM Neto em encontros com lideranças no interior. “Definitivamente, ele entrou em campo”, disse um aliado, sem conter a empolgação.

Crédito: Divulgação
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