Vixe! A saída de Sérgio Brito do governo. O estremecimento entre Neto e Bruno. O movimento calculado de Nelson Leal; a força e a falha do Afropunk
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Saída esperada
A saída do secretário da Infraestrutura do estado, Sérgio Brito (PSD), já estava sendo aguardada dentro e fora do governo. Licenciado da função de deputado federal, ele anunciou ontem o desembarque da gestão Jerônimo Rodrigues, sob a justificativa que iria retornar a Brasília para organizar a questão das emendas parlamentares e começar a trabalhar pela própria reeleição. Em seu lugar, assume o Saulo Filinto Pontes, então superintendente da pasta, que acumulará as duas funções até dezembro, quando o governador deve anunciar a reforma do seu secretariado. A expectativa, inclusive, é que sejam trocados 14 auxiliares, que vão disputar a próxima eleição.

Crédito: Agência Câmara
Sem despacho
Ainda sobre a saída de Sérgio Brito, a informação que chegou ao Portal M! é que ele deixou a secretaria e não quis voltar. Poderia retornar e ficar até o final de dezembro, mas, pelo que se comenta no centro administrativo da Bahia, não quis, por se sentir desprestigiado pelo governador. “Sérgio está no governo desde o começo da gestão e nunca conseguiu sentar para despachar com Jerônimo”, disparou ontem um deputado do partido. A queixa de Sérgio Brito, pelo visto, tem encontrado eco no próprio governo, devido à falta de tempo do petista para despachar com os integrantes da equipe.

Crédito: Reprodução/ Redes sociais @sergiobrito
Volto já
Quem também deixou o governo, mas em caráter provisório, foi o secretário da Casa Civil, Afonso Florence. Ele pediu para reassumir o mandato de federal e fazer o registro das emendas que direcionará para municípios de sua base. Diferente do que vai acontecer com Sérgio Brito, a previsão é que Florence volte à Casa Civil nos próximos dias, dando continuidade ao trabalho de coordenação e integração das políticas públicas do Governo da Bahia.

Crédito: Agência Câmara
Crise à vista
A relação entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e o atual gestor Bruno Reis parece ter dado uma estremecida nos últimos dias. O motivo teria sido a declaração de Bruno, de dividir a responsabilidade pela segurança pública com o governador Jerônimo Rodrigues, o que irritou profundamente o aliado do União Brasil. Segundo informações vindas do interior, ao saber das declarações de Bruno, durante um evento em Itamaraju, Neto teria disparado críticas ao sucessor, expondo o desgaste existente hoje entre eles. “Não cabia ao prefeito puxar o problema da insegurança para seu colo”, disse um deputado do União Brasil à Coluna Vixe!, ao destacar que o movimento de Bruno fragilizou o discurso de Neto e deverá ser usado pelo petista ao longo da campanha. A coisa foi tão séria que, no último final de semana, Bruno tratou de acompanhar ACM Neto numa agenda em Valença, na tentativa de aparar as arestas.

Crédito: Divulgação
Relação trincada
O clima de animosidade entre o atual e o ex-prefeito de Salvador expõe um problema maior que se avizinha. Caso ACM Neto perca a próxima eleição, deverá ser alçado à condição de candidato a prefeito da capital em 2028. E aí mora o quiproquó: Uma vez derrotado, Neto assumiria a candidatura ao Palácio Thomé de Souza, escolhendo um vice de sua confiança, no caso Léo Prates, que lhe permitiria deixar a Prefeitura para disputar o governo em 2030. O detalhe é que Bruno trabalha abertamente para eleger Ana Paula na sua sucessão. É muita informação e tensão na ala oposicionista.

Crédito: Betto Jr/ Secom
Problema alheio
No evento da última semana, o prefeito Bruno Reis anunciou o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, numa estratégia da Prefeitura que reúne 46 metas e 241 ações, prevendo investimentos de R$ 5,6 bilhões até 2028 e uma projeção de R$ 14,3 bilhões até 2035. O detalhe é que anúncio acontece em um momento em que Salvador aparece entre as capitais mais violentas do país.

Crédito: Jefferson Peixoto/PMS
Protagonismo
Pra completar, ao lançar o plano, Bruno sustentou que os municípios precisam assumir o protagonismo no enfrentamento à violência e no uso de tecnologia para prevenção de crimes, fato que foi comemorado pelo PT. “Sempre se entendeu que segurança era um tema do Estado, mas os municípios têm cada vez mais responsabilidade nesse enfrentamento”, disse o prefeito do UB, para irritação de ACM Neto.

Crédito: Betto Jr/Secom PMS
Injeção de ânimo
O anúncio do rompimento do deputado estadual Nelson Leal (PP) com o governo Jerônimo Rodrigues, diante da notícia que não tentaria a reeleição para assumir a coordenação de campanha do ex-prefeito ACM Neto, repercutiu dentro e fora do ambiente da política na Bahia. Parlamentar experiente com sete mandatos, Nelson injetou ânimo na pré-campanha do União Brasil e encheu de esperança os aliados da oposição, que estavam desanimados com a candidatura do grupo. Segundo o deputado, esse movimento se deu pelo sentimento de que a administração petista se “exauriu e existe uma vontade de mudança muito grande”.

Crédito: Divulgação
Oportunidade
Nelson Leal disse que chama bastante a atenção a questão da capacidade administrativa de ACM Neto. “Eu acho que ele fez uma transformação muito grande em Salvador e acho que a Bahia nesse momento tá precisando de um gestor como ele, que venha fazer as mudanças, que venha fazer a transformação e venha explorar todo o potencial de crescimento que a Bahia tem”. Nelson disse ainda que poderia ser deputado pela oitava vez, mas preferiu, de fato, “abraçar um projeto novo que, sem sombra de dúvida, vai ser um marco na história do estado”.

Crédito: ALBA
Críticas ao governo
Na oposição, a chegada de Nelson Leal foi marcada pelas críticas ao governo Jerônimo e pela expectativa para o crescimento da candidatura de ACM Neto. No entorno do ex-prefeito, a percepção é que a eleição será disputadíssima e vai exigir muito diálogo com a população. O entendimento é que Jerônimo foi eleito por causa de Lula, que tem diminuído sua avaliação na Bahia. A ideia é que, até a campanha, explorem as dificuldades gerenciais do Governo do Estado e trabalhem para diminuir a frente de votos nas pequenas cidades. A expectativa por uma candidatura nacional forte também é grande.
Cartão de visita
O que se fala na oposição também é que há um grande número de prefeitos, ex-prefeitos e lideranças descontentes. Para alguns deputados ouvidos pela coluna, o fato de o governo comemorar o apoio de mais de 350 prefeitos não garante a eleição. Basta lembrar as eleições dos ex-governadores Waldir Pires e Jaques Wagner, que não tinham apoio de prefeitos mas tinham da população. Além disso, o núcleo mais próximo de ACM Neto vai tentar explorar o fato de o governador precisar defender o próprio governo e não ter mais o presidente Lula como a principal cabo eleitoral. “O seu governo será o seu cartão de visita”.

Crédito: Flickr/Jerônimo
A força e a falha do Afropunk
Milhares de baianos e turistas aproveitaram intensamente o Afropunk, realizado no Parque de Exposições de Salvador. A escolha dos artistas que se revezaram nos dois palcos do festival merecem uma atenção especial. Coco Jones, Tems, Perícles, Baiana System, Tatau e muitos outros levaram uma verdadeira mistura de ritmos que mostram a força da música preta e da ancestralidade. Uma explosão de beleza e um refinado desfile de moda, que expressava o orgulho e protagonismo do negros.

Crédito: Divulgação
A força e a falha do Afropunk II
No entanto, alguns pontos precisam ser sinalizados para a organização do evento, para uma atenção maior nas próximas edições. O serviço deixou a desejar em muitos aspectos. No domingo, acabaram as pulseiras de acesso ao camarote – lounge. Fila com espera de mais de 20 minutos. Fila para tudo! Para pegar bebida, para comprar ficha. Ah, os banheiros químicos da pista, então… Sujos e sem papel higiênico. Apesar das falhas que podem e devem ser corrigidas, a programação de alto nível foi o que garantiu o brilho do evento.

Crédito: Divulgação
Cara Nova no Thomé de Souza
No chamado “frontline” da Prefeitura de Salvador, uma cara nova vem chamando a atenção no Palácio Thomé de Souza. Trata-se de Victor da Veiga, pupilo do ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP). Victor já acumulou diversas funções na administração pública, como chefe de Gabinete das Prefeituras de Una e em Ilhéus, no quarto mandato de Jabes à frente do Palácio Paranaguá, além da assessoria especial do deputado federal Mário Negromonte Jr (PP). Hoje, circula nos bastidores da Prefeitura que Victor é tido como um dos principais assessores do secretário particular de Bruno Reis, Igor Dominguez, pré-candidato a uma vaga para deputado estadual.

Crédito: Reprodução/Redes sociais @victordaveiga
Jogo de empurra
A prisão do homem em situação de rua e que usava cães para intimidar e assaltar pessoas na região da Graça expõe um verdadeiro jogo de empurra na causa animal. Para prender o acusado, a polícia precisava de suporte para tirar os animais de circulação. Não dava para resolver esse lado e deixar os animais nas ruas. E aí morava o problema. Ninguém sabia o que fazer, seguindo o jogo de empurra.

Crédito: Reprodução/ Piatã FM
Merece atenção
O Centro de Controle de Zoonoses não recolhe animais de rua. A Secis – Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal – não tem contrato com instituições que possam abrigar os animais. Nesse impasse sobre qual destinação seria dada aos cães, a Polícia Civil conseguiu apoio da Guarda Municipal para recolher os animais. Apesar da solução para esse caso, a retirada de circulação de animais das ruas continua sendo um calcanhar de Aquiles para a gestão do Município, que, apesar deste problema, tem avanço significativo na área animal. Já o Governo do Estado não tem qualquer estrutura que dê atenção à pauta animal.

Crédito: Reprodução/RC 24h
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