Vixe! As apostas do PRD. A candidatura de Flávio Bolsonaro e os impactos na Bahia. Palanque duplo para a oposição e a justificativa de Loyola para os atrasos no governo
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A aposta do PRD
Apontado como aposta para eleger o deputado estadual com a menor votação na próxima eleição da Bahia, o PRD, comandado no estado pelo deputado Marcinho Oliveira, trabalha para eleger seis estaduais e um federal no próximo pleito. Tem gente mais cautelosa que fala na possibilidade de eleger cinco, já outros mais otimistas, dizem que a sigla pode “estourar de votos” e eleger até sete parlamentares. E usam argumentos numéricos para isso.

Crédito: Neusa Costa Menezes/Agência ALBA
Todos no mesmo patamar
Segundo a cúpula do partido, estão filiados dez pré-candidatos com a média de 35 mil votos, o que coloca todos no mesmo patamar, sem favoritos, embolando a disputa e empurrando os postulantes a irem atrás de mais votos, na tentativa de se viabilizarem. Pelas contas do secretário-geral do PRD, o ex-vereador Adriano Meireles, nomes como Pastor Tom, de Feira de Santana; Gil do Baleia, que foi candidato a prefeito em São Félix; Rafael Meireles, filho do prefeito de Cairu, Hildécio Meirelles, são apenas alguns para serem citados.

Crédito: Agência ALBA
Apostas do interior
Adriano Meireles, que não vai disputar a próxima eleição, disse que o PRD tem bons nomes para a disputa na Assembleia Legislativa, como Neto Coelho, filho do vereador Jailson Coelho, de Paulo Afonso, que deverá ser o único candidato da região. “Temos em nosso partido também Suzy de Valença, os deputados com mandato Luciano Araújo e Pancadinha, além de Josafá, que é o primeiro suplente e teve 33 mil votos”, pontuou ele, para afirmar que ainda tem a pré-candidatura de Bete, irmã do prefeito de Santa Maria da Vitória; Penélope, esposa do prefeito de Teixeira de Freitas; Luizinho Sobral, ex-deputado e ex-prefeito de Irecê; e ainda Cacau, filho da prefeita de São Sebastião do Passé.

Crédito: Divulgação
Atrativos do partido
O detalhe desse quebra-cabeça partidário é que o PRD se tornou atrativo pelo fato de ter vários candidatos nessa média de 35 mil votos. Até porque, a presença de vários nomes com votações médias pode aumentar a disputa, incentivando cada um a lutar ao máximo pela própria eleição. “Vamos trabalhar para eleger o deputado com menos voto no próximo pleito, com menos de 35 mil votos”, afirmou Adriano Meireles.
A candidatura de Flávio
Pré-candidato ao governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, tentou minimizar publicamente a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato do PL à Presidência da República. Logo após o anúncio ter sido feito pelo próprio Flávio, ACM Neto disse que a escolha de Bolsonaro não alterava as articulações para unir a oposição na Bahia. Segundo o ex-prefeito, a reaproximação com o ex-ministro João Roma, presidente do PL no Estado, segue avançando de forma “natural”, com foco em construir uma chapa única para enfrentar o grupo governista, que completará 20 anos no poder.

Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Impacto na Bahia (neto e roma)
Segundo ACM Neto, as conversas ocorrem sem interferência nacional. “A gente vem mantendo aqui uma conversa muito natural, que não veio de cima para baixo, as coisas foram construídas e estão sendo construídas passo a passo”, disse. E completou: “Temos realizado agendas em conjunto no interior e na capital, estamos conversando sobre esse compromisso maior com o futuro da Bahia. Então eu procuro blindar muito a questão local e esse momento importante de construção com João Roma e com o PL baiano”.

Crédito: Divulgação
Decisão sobre 2026
Na verdade, quem conversou com ACM Neto nos bastidores, nos últimos dias, disse que a confirmação de Flávio não foi uma surpresa para ele, pois quem estava acompanhando as últimas movimentações já esperava por isso. Segundo informações de pessoas próximas ao ex-prefeito, o entendimento é que ainda é cedo para avaliar como ficará o quadro sucessório a partir dessa decisão. Até porque, existe um certo ceticismo da classe política, dos partidos e da própria sociedade de que a candidatura do filho de Bolsonaro seja mantida pra valer.

Crédito: Divulgação
À espera de Tarcísio
Pra completar, existe a dificuldade de os partidos de direita e de centro abraçarem a candidatura do filho de Bolsonaro. Há resistências internas no próprio PL, que está sendo obrigado a “engolir” a indicação. “Imagina essa decisão nos partidos do centrão”, como completou um interlocutor do União Brasil, ao enfatizar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ainda não está completamente fora do jogo. O entendimento é que o governador do Republicanos continua sendo o principal nome, capaz de aglutinar todos os atores da frente centro-direita. “Até porque, Flávio não reúne condições e não sustenta a própria candidatura”, completou um cacique oposicionista.

Crédito: Instagram/@tarcisiogdf
Outras possibilidades
E, Caso Tarcísio decida lançar a própria candidatura à reeleição para o governo de São Paulo, outros nomes serão instados pelo sistema a entrar nessa disputa, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, ou ainda o de Goiás, Ronaldo Caiado, o de Minas, Romeu Zema ou do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Por isso, o entendimento na oposição da Bahia é que o cenário nacional não está consolidado e que há muita água pra passar por baixo dessa ponte, “tem muito jogo pra ser jogado”. Ou seja, é muita informação! Muita coisa ainda vai acontecer até a consolidação do processo eleitoral do próximo ano.

Crédito: Reprodução/ Redes Sociais
Na expectativa por Caiado
A verdade é que ACM Neto e seus aliados esperavam por uma definição nacional que ajudasse a embalar o cenário local. No entanto, como aconteceu o oposto do que gostariam, vão trabalhar agora pela apresentação de outro nome que represente o centro e permita ao candidato local construir um discurso de alinhamento contra o governo Lula e o PT. Cresce, imediatamente, a dependência por uma candidatura de Caiado, de Goiás, sobretudo, pela proximidade dele com ACM Neto e com a pauta da segurança, que será tão forte na próxima eleição na Bahia.

Crédito: Reprodução/ @uniaosenado44
Sem data prevista
Agora, a definição de ACM Neto pelo lançamento da sua candidatura não está associada a uma mudança do cenário nacional. Está diretamente relacionada à decisão do governo estadual e do próprio governador Jerônimo de mostrar a estratégia que será usada na próxima eleição. Como será arrumada a chapa do PT? Terá ou não a presença do senador Ângelo Coronel e do PSD?… Ou seja, com o cenário governista ainda incerto, a definição na cúpula oposicionista é de só apresentar a chapa que disputará a eleição após o governador tornar pública a estratégia que usará no próximo pleito.

Crédito: Divulgação
Dois palanques na Bahia
Outra possibilidade aventada pela oposição é ter dois palanques locais. Nesse contexto, ACM Neto apoiaria a candidatura do nome do centrão e o ex-ministro João Roma, provável candidato ao Senado, abraçaria a candidatura do clã Bolsonaro, pelo PL. “Podemos ter um palanque aberto, com mais de um candidato, que sirva pra mostrar as fragilidades de Lula e do PT”, como explicou uma pessoa próxima ao ex-prefeito da capital baiana.

Crédito: Secom/PMS
Definição para março
Até porque, o consenso é que não há pressa para definir a chapa. A expectativa é que isso só aconteça em março, após a confirmação dos governistas. O entendimento no grupo é que não faz sentido essa antecipação nem a repetição dos erros cometidos em 2022. Até lá, Neto e seus aliados vão continuar intensificando as agendas na capital e no interior e Neto vai continuar se comportando como o candidato da oposição, como deverá ser.
A justificativa de Loyola
Apontado como um dos quadros mais influentes do governo baiano, o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, minimizou, no último final de semana, os atrasos na entrega de obras e ações da gestão estadual. De acordo com ele, são “injustas” as críticas sobre suposta demora na entrega de obras, equipamentos e ações do governador Jerônimo. Loyola destacou que a administração tem priorizado o diálogo e a ampliação de políticas públicas. “Nosso papel é manter a porta aberta e garantir que todas as demandas cheguem aonde precisam chegar”, declarou ele, ao destacar que sua principal função é atuar como ponte entre as demandas dos municípios e o núcleo administrativo do estado.

Crédito: Secom/GovBA
Atrasos pontuais
Ao falar sobre atrasos e gargalos na gestão Jerônimo, Loyola afirmou que o governo alcançou um nível de investimento inédito no país, o que naturalmente traz desafios operacionais. “Eu acho essas críticas até um pouco injustas. O governo Jerônimo é o governo que mais investe no Brasil. Nós superamos São Paulo, que tem o maior PIB do país. O investimento é monstruoso”, declarou, argumentando que a Bahia atravessa um ciclo de expansão de serviços públicos, concentrado, sobretudo, em educação e saúde, e mantendo um ritmo acelerado de entregas.

Crédito: Reprodução/Redes Sociais
Campeões do PAC
Loyola também ressaltou que a cobrança por resultados cresceu na mesma medida em que os municípios ampliaram suas demandas por convênios e investimentos estaduais. Ele citou que, apenas nesta semana, foram assinados mais de R$ 120 milhões em convênios. “Quando você coloca hospitais, escolas em tempo integral — são mais de 690 —, nenhum estado tem isso. Com tantas obras, uma ou outra dá problema, mas isso não invalida o conjunto”. Questionado sobre a capacidade de execução diante da proximidade do calendário eleitoral, o secretário disse que o governo está “muito tranquilo” e que montou uma força-tarefa específica para destravar obras do PAC, comandadas nacionalmente pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. “Fomos um dos estados que mais receberam investimentos do PAC porque juntamos todas as secretarias e seguimos a determinação do governador de cuidar dos municípios”, finalizou.

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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