Vixe! Montagem da chapa gera desgastes e Jerônimo empurra anúncio para março. A saída honrosa de Coronel. Os desgastes de Bruno e a dependência de ACM Neto do cenário nacional
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Chapa à vista
Uma reunião realizada na última segunda-feira, no Palácio de Ondina (Salvador), entre o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez crescer a onda de especulação sobre a montagem da chapa a reeleição do governo, que já estaria definida com a presença dos três caciques do PT. Apesar de todos dizerem que ainda não havia definição, o que se viu foi o crescimento do processo de fritura que se desenha contra o senador Ângelo Coronel, do PSD, que deverá ser limado da chapa petista.

Reprodução/Instagram @jeronimorodriguesba
Por meio do diálogo
Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, ontem, o senador Jaques Wagner reafirmou que o processo de definição da chapa governista para as eleições deste ano será conduzido por meio do diálogo e descartou a possibilidade de divisão interna no grupo político liderado pelo PT no estado. Segundo Wagner, o encontro teve como foco tanto o cenário eleitoral quanto a discussão de entregas dos governos estadual e federal. “A característica do nosso grupo é o diálogo, porque não tem um único dono. Há uma discussão natural até que a gente afunile para a definição da chapa para as eleições deste ano”, afirmou.

Andressa Anholete/Agência Senado
Grupo unido
Wagner disse que, embora a composição da chapa majoritária ainda não esteja fechada, há consenso interno de que o grupo seguirá unido. “A chapa ainda não está definida, mas o grupo não irá rachar. Disso eu tenho certeza”, disse, ao ressaltar que, além da pauta política, a reunião abordou projetos estruturantes, a exemplo da nova Rodoviária de Salvador e a ponte Salvador-Itaparica. O senador também sinalizou que as conversas entre as principais lideranças do grupo devem continuar nos próximos meses, à medida que o calendário eleitoral avance e as articulações se intensifiquem. Nos bastidores, a expectativa é de que a definição da chapa ocorra apenas após a consolidação de acordos internos entre os partidos aliados.

Crédito: Reprodução/Redes Sociais/ @angelocoronel
Encontros periódicos
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou, ontem, que mantém diálogo permanente com Wagner e Rui e negou qualquer definição antecipada sobre a formação da chapa para as eleições deste ano. Para a imprensa, Jerônimo defendeu que o grupo político aliado trate o tema “com maturidade e sem enfraquecimentos”. De acordo com ele, encontros entre as principais lideranças são frequentes e fazem parte da convivência política natural. “Nos encontramos com frequência. Estive com Rui no fim de semana, ele também esteve com Wagner em outros momentos. Ontem, nos encontramos novamente de forma absolutamente normal, sem qualquer definição de chapa”, afirmou.

Crédito: Equipe M!
Decisão para março
O governador aproveitou para afirmar que a definição da chapa acontecerá em março. “O que eu digo, Wagner diz, Rui diz: vamos respeitar o nosso tempo, que é março, e as relações com os partidos aliados, como PSD e PSB. É legítimo que Wagner, Coronel e Rui se coloquem como possíveis candidatos. Cabe a nós termos inteligência e cuidado para definir isso sem machucar ninguém e sem enfraquecer o grupo”, declarou.

Crédito: Divulgação
Na chapa
Diante das últimas movimentações dos caciques do PT, eis que surge a informação de que uma solução estaria sendo costurada para pôr fim ao impasse na chapa à reeleição do governador. A estratégia colocaria o deputado federal Diego Coronel na vice, abrindo espaço na majoritária para os candidaturas à reeleição de Wagner e Rui para o Senado. Dentro desse arranjo ainda, o senador Ângelo Coronel disputaria uma vaga para Câmara dos Deputados, o mesmo que pode acontecer com o atual vice-governador Geraldo Júnior, que deve ficar fora da majoritária. Volta e meia, inclusive, a esposa de Coronel, Eleuza Coronel, também é citada como possível nome para compor a vaga de vice. A conferir.

Crédito: Ascom/Diego Coronel
Vários nomes
Já pela oposição, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, disse ontem que a estratégia do grupo para as eleições deste ano será aguardar os movimentos da chapa governista e do cenário nacional. “O momento das definições vai chegar, como Neto já antecipou, a nossa estratégia é aguardar a definição de como vai se comportar a chapa governista, como vai se comportar o cenário nacional. Esse é um problema que não nos cabe resolver”, disse ele, ao falar que existem diversos nomes no campo oposicionista para compor a majoritária com Neto. “Precisamos ir para a disputa com os melhores nomes disponíveis, que tenham disposição para enfrentar a máquina estadual e federal”, disse ele, sem cravar nomes.

Crédito: Equipe M!
A panelinha
Bruno Reis avaliou ainda que uma eventual chapa “puro-sangue” do PT, que pode facilitar o discurso da oposição. Ao traçar paralelos históricos, o prefeito comparou o atual cenário a períodos de desgaste político vividos na Bahia: “Uma panelinha, né? Eu me lembro muito bem: ‘O povo cansou’, ACM, César Borges e Paulo Souto. Como as histórias se repetem, né? Então, em 1986, a Bahia teve uma grande mudança. Em 2006, outra grande mudança. E agora, em 2026, então, de 20 em 20 anos, pode ser que eles, pelo fato de estarem empurrando três governadores, seja pior, até porque ali está o somatório dos problemas pelos quais os três são responsáveis. Não tem como transferir os desgastes para outros”. É muita informação!

Crédito: Reprodução/Instagram @jaqueswagner
Mudança no secretariado
O prefeito Bruno Reis também confirmou que fará mudanças no secretariado, sobretudo em razão da desincompatibilização de titulares que devem disputar a próxima eleição. Entre os nomes citados estão o secretário de Governo, Cacá Leão, pré-candidato a deputado federal; o secretário particular, Igor Dominguez, pré-candidato a estadual; e o titular da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos, que ainda avalia uma candidatura. Apesar das possíveis alterações, Bruno disse que a gestão manterá o perfil técnico dos quadros. “Sempre colocamos pessoas qualificadas, técnicas e preparadas para as áreas específicas. Podemos fazer ajustes, independentemente de eleição”, pontuou.

Crédito: Equipe M!
Desgastes públicos
O reajuste da tarifa de ônibus em Salvador anunciado pelo prefeito Bruno Reis tem gerado críticas e muito desgaste político, tanto entre passageiros como na oposição. O novo valor entrou em vigor na última segunda, passando de R$5,60 para R$5,90, um aumento de R$ 0,30. Na justificativa oficial, a Prefeitura argumenta que o aumento segue as regras previstas no contrato de concessão do sistema de transporte coletivo, que considera índices econômicos como o IPCA e o preço do diesel. O prefeito também mencionou que a tarifa técnica (custo real) é superior ao valor pago pelos usuários, sendo a diferença subsidiada pelo município em 2025.

Deixa sangrar
Historicamente, o Governo da Bahia tem adotado a estratégia de reajustar a tarifa do metrô e dos ônibus metropolitanos só após o aumento das passagens de ônibus da capital, geridos pela Prefeitura. Espertamente, o governo decidiu deixar o anúncio do aumento para depois, com o objetivo de ver o prefeito e seu grupo político sangrarem perante a população.

Crédito: Portal M!
Observando o cenário
Enquanto os caciques do PT lutam para montar a chapa à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues sem gerar rompimentos na base, a oposição segue observando o cenário na Bahia. Segundo informações de pessoas próximas ao ex-prefeito ACM Neto, ele segue tranquilo, avançando nas conversas com lideranças da capital e do interior. Enquanto os governistas se engalfinham pra manter o grupo unido, os oposicionistas esperam uma maior definição do processo nacional. Hoje, o cenário desenha o lançamento de mais de uma candidatura do centro-direita no país, como aconteceu no Chile. O que se fala, inclusive, é que deverá haver dois candidatos ao Planalto, num cenário muito diferente do encontrado em 2022.

Crédito: Divulgação
Eleição plebiscitária
O entendimento é que não interessa uma eleição plebiscitária, com apenas dois candidatos competitivos na disputa. Além da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, que ninguém sabe até onde será mantida, deverá haver o lançamento de um nome mais ao centro, provavelmente do governador do Paraná, Ratinho Júnior, já que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deverá tentar mesmo a reeleição.

Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Governo mediano
Diferente da eleição passada, este ano, segundo avaliação dos caciques da oposição, quem está com problema nessa disputa é o governo do estado e o PT na Bahia. Para exemplificar a situação, um apoiador do ex-prefeito ACM Neto citou a “derrapada” dada ontem pelo senador Jaques Wagner. Em entrevista à rádio Sociedade, ele admitiu a existência de vários gargalos e disse que Jerônimo faz “um governo mediano”. “Wagner é sempre assertivo e admitiu publicamente que o governo atual é mediano. Ele não falou que o governador é competente nem qualificado, mas que é um gestor comprometido e que está perto da população”, como disse um oposicionista, ao enfatizar que “será fácil colar no governador os desgastes da atual gestão, que representam os últimos 20 anos do PT no comando do Estado”.

Crédito: Divulgação
Obras prometidas
No entendimento da oposição, o governador não terá condição de entregar nem metade do que prometeu nos últimos anos. “Então, quem está com problema não somos nós. Quem tem problema hoje é o governo, que tem todos os indicadores muito ruins na saúde, educação, segurança e geração de emprego e renda”, como disse um deputado da oposição, ao falar que, “mesmo com muito dinheiro em caixa, o governo não conseguirá executar as obras prometidas”, o que pode gerar ao longo do ano uma debandada da base governista. “Sem contar que o presidente Lula também está desgastado e não terá o mesmo peso na disputa deste ano”, emendou. É muita informação!

Crédito: Equipe M!
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