União Progressista critica Lula por ‘retórica confrontacional’ contra tarifas dos EUA e cobra pragmatismo
Federação formada por UB e PP pede diálogo estratégico para reduzir impacto do tarifaço de Trump e preservar competitividade do Brasil
Divulgação/União Brasil
As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos geraram críticas por parte da União Progressista, federação formada pelo União Brasil e Progressistas (PP). Em nota oficial, divulgada nesta última segunda-feira (4), os dirigentes dos partidos classificaram a fala de Lula como uma “retórica confrontacional” e consideram uma abordagem ineficaz diante da crise comercial entre Brasil e EUA.
“O Brasil precisa de estratégia, não de confrontos que ameaçam nossa economia”, inicia a nota.
“A União Progressista defende um diálogo responsável para proteger nossas exportações, reduzir barreiras e garantir competitividade às nossas empresas”, completa.
União Progressista cobra pragmatismo e rechaça revisionismo histórico
A resposta da federação partidária veio por meio de nota assinada pelos presidentes partidários Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP). No documento, a União Progressista afirma que as falas do presidente Lula estão “longe de contribuir para a resolução da crise tarifária” e critica o resgate de eventos históricos como fator de tensão diplomática.
“Adotar uma retórica confrontacional, que remete a eventos históricos sem foco em soluções práticas, compromete a capacidade do Brasil de negociar com pragmatismo e buscar acordos que minimizem o impacto dessas tarifas” diz o texto.
Ainda segundo a nota, o momento exige esforços concentrados para “a redução de barreiras comerciais e a proteção das exportações brasileiras”, além do fortalecimento das relações com os Estados Unidos por meio de diálogo e cooperação.
Declarações de Lula
O pronunciamento de Lula ocorreu, no último domingo (3), durante evento nacional do Partido dos Trabalhadores, em Brasília. Ao comentar as medidas anunciadas por Donald Trump — que impôs uma tarifa de 50% sobre 36% das exportações brasileiras e entrará em vigor nesta quarta-feira (6) — o presidente afirmou que o Brasil precisa buscar alternativas ao dólar nas negociações internacionais e relembrou o envolvimento dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.
“Eu não vou deixar de compreender a importância da relação diplomática com os EUA, que já dura 201 anos. Eu não vou esquecer que eles também ajudaram a dar golpe aqui. Mas o que eu quero saber é: daqui pra frente, o que eu faço?” declarou Lula, que também defendeu a criação de uma moeda alternativa para o comércio exterior.
De acordo com a federação, apesar de ser válida a proposta de apresentar uma nova moeda para uma alternativa ao dólar a longo prazo, a ideia não apresenta uma solução imediata às tarifas de Trump, principalmente para empresas que serão diretamente afetadas. “União Progressista defende que o Governo Federal lidere esforços para fortalecer esforços para fortalecer relações comerciais com os Estados Unidos, promovendo negociações baseadas em respeito mútuo e benefícios recíprocos”.
“É imprescindível que que o Brasil atue com serenidade e visão estratégica, evitando posturas que possam comprometer a competitividade de nossas empresas e o bem-estar da população”, concluiu.
Alianças políticas em xeque dentro da base de Lula
A reação da União Progressista também expõe o desgaste da relação entre a federação e o governo Lula. Embora ainda possua indicações em cargos estratégicos — como o ministro do Turismo, Celso Sabino, indicado pelo União — os partidos caminham para um afastamento gradual da gestão petista.
Na última semana, durante evento da Expert XP em São Paulo, Antonio Rueda fez duras críticas ao presidente e sinalizou que a legenda dificilmente apoiará a reeleição de Lula em 2026. A fala confronta declarações anteriores de Celso Sabino, que chegou a afirmar que a maioria do União Brasil estaria disposta a apoiar Lula, inclusive com a possibilidade de indicar um nome para vice na próxima chapa.
Outro fator de instabilidade na federação é o lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, à Presidência da República, o que reforça o distanciamento da base aliada em torno do projeto petista.
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