Tiago Correia avalia ano eleitoral na AL-BA e afirma que crise com Coronel enfraquece base governista e amplia incerteza sobre Geraldo Jr
Líder da oposição afirma que desafio em 2026 será manter produtividade legislativa e critica priorização interna do PT nas articulações políticas
Equipe M!
O líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Tiago Correia (PSDB), avaliou que o cenário eleitoral de 2026 já interfere diretamente no ambiente político da Casa e afirmou que a crise envolvendo o senador Angelo Coronel que anunciou sua saída do PSD-BA) enfraquece a base governista. Para o parlamentar, o racha interno no grupo governista amplia as incertezas sobre a manutenção do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na chapa majoritária e expõe fragilidades na articulação política liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
As declarações foram dadas na manhã desta terça-feira (3), durante a abertura oficial dos trabalhos legislativos de 2026. Em entrevista ao Portal M!, Tiago Correia analisou os reflexos do calendário eleitoral sobre a produtividade da Assembleia, apontou disputas internas no campo governista e afirmou que o clima de instabilidade política tende a se intensificar à medida que avançam as definições sobre alianças e candidaturas nos próximos meses.
Deputado afirma que desafio em 2026 é manter produtividade mesmo em ano eleitoral
Ao falar sobre as expectativas para os trabalhos legislativos, Tiago Correia destacou que anos eleitorais costumam alterar a dinâmica da Assembleia, com redução na frequência de parlamentares em plenário, mas afirmou que a meta da mesa-diretora é preservar o desempenho registrado em 2025. Dos 63 deputados estaduais, 52 articulam a recondução ao mandato na AL-BA, enquanto seis planejam migrar para a disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados.
“O grande desafio é manter a produtividade que tivemos no ano passado. O ano agora é eleitoral, um ano atípico. Como todo ano eleitoral, os debates ficam mais acalorados, muitos deputados visitam suas bases e seus municípios, e as sessões costumam ter uma frequência menor”, afirmou ao Portal M!.
Segundo o líder da Oposição, a estratégia para evitar prejuízos à produção legislativa passa pela organização da pauta e pelo diálogo institucional. “A ideia, conversando com a presidente Vânia, é manter a mesma produtividade, aprovando os projetos, assim como fizemos no ano passado, para que, mesmo com menos sessões, possamos aprovar a mesma quantidade de matérias”, explicou.
Crise com Coronel é apontada como perda política para Jerônimo
Tiago Correia também comentou os desdobramentos da decisão do senador Angelo Coronel de deixar o PSD após ser excluído da chapa majoritária governista. Para o deputado, o episódio representa uma perda relevante para o grupo liderado pelo PT, especialmente pelo peso político do senador no interior do Estado.
“Com certeza é uma perda muito grande do governo, com um senador que tem uma penetração muito grande no interior, com diversos prefeitos do seu partido e também de outros partidos que acompanham Angelo Coronel”, declarou ao Portal M!.
Na avaliação do tucano, o caso reforça um padrão de comportamento do PT nas composições eleitorais. “O que se repete no governo é o PT priorizando o seu partido, priorizando os membros integrantes do Partido dos Trabalhadores, assim como aconteceu em outras eleições”, disse.
Deputado cita precedentes e aponta risco de novas rupturas
Durante a entrevista, Tiago Correia mencionou episódios anteriores em que aliados teriam sido preteridos pelo grupo governista. Ele citou, como exemplo, o ex-vice-governador João Leão (PP) e agora o senador Angelo Coronel, além de levantar dúvidas sobre o futuro político do vice-governador Geraldo Júnior (MDB).
“Assim como aconteceu na eleição passada com João Leão, agora com o senador Angelo Coronel, quem sabe até o MDB, com o vice-governador Geraldo Júnior, possa ser descartado ainda nessa eleição”, afirmou ao Portal M!.
Para o líder da Oposição, essas movimentações tendem a enfraquecer o núcleo político do governo estadual. “Essas movimentações acabam enfraquecendo o núcleo do governo do estado”, avaliou.
Contexto político amplia debate sobre sucessão estadual em 2026
As declarações de Tiago Correia ocorrem em meio ao agravamento da crise na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A exclusão de Angelo Coronel da chapa majoritária abriu espaço para disputas internas e reposicionamentos partidários, além de aproximações entre o senador e lideranças da oposição.
O episódio também reacendeu o debate sobre a chamada “chapa puro-sangue”- com Jerônimo Rodrigues (PT), senador Jaques Wagner (PT) e o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) – e seus impactos na relação com partidos aliados históricos para as eleições de outubro. Prefeitos e parlamentares de oposição têm sustentado que o movimento pode provocar novas debandadas e reconfigurar o xadrez político baiano.
Na Assembleia Legislativa, o cenário eleitoral já influencia o ritmo das discussões, mas, segundo Tiago Correia, a expectativa é de que o Parlamento mantenha seu papel institucional. Para ele, a AL-BA seguirá como espaço de debate político, fiscalização e votação de matérias estratégicas, mesmo diante das disputas eleitorais que marcam o ano de 2026.
“A Assembleia é uma caixa de ressonância do que acontece no estado, e o papel do Legislativo continua sendo discutir os temas que impactam a vida dos baianos”, concluiu o deputado ao Portal M!.
Franciano Gomes
Comunicador e autor de projetos culturais e audiovisuais, com atuação em jornalismo, pesquisa documental e desenvolvimento de narrativas voltadas à valorização da cultura brasileira.
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