Lula diz viver melhor momento da vida e se diz motivado para disputar reeleição em 2026
Petista reforçou que, apesar de ainda não confirmar formalmente sua candidatura à reeleição, está disposto a disputar as eleições de 2026
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, aos 79 anos, vive seu melhor momento pessoal e político. “Estou muito motivado, muito, mas muito motivado”, disse Lula, ao defender que idade não é sinônimo de incapacidade e que se sente “com 30 ou 28 anos”. As declarações ocorreram durante o 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado, neste domingo (3), em Brasília.
O petista reforçou que, apesar de ainda não confirmar formalmente sua candidatura à reeleição, está disposto a disputar as eleições de 2026, desde que esteja com plena saúde. “Eu não sou irresponsável. Se eu tiver com 100% da saúde, serei candidato para ganhar. Não quero que aconteça comigo o que aconteceu com o Biden”, afirmou, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que abriu mão da reeleição após pressões internas do Partido Democrata.
Sem mágoas, mas sem esquecer a Lava Jato
Ao relembrar sua prisão após a Operação Lava Jato, que o manteve detido por 580 dias, Lula declarou que não guarda rancores, embora não esqueça o episódio. “Eu não posso governar com o coração magoado, com ódio, tentando me vingar de ninguém. Eu fui eleito para governar para esse povo”, afirmou. Ele também criticou a forma como os processos foram conduzidos, em especial com o uso da tese do “domínio do fato” para justificar condenações de petistas como José Dirceu e Delúbio Soares.
Críticas à oposição e defesa de símbolos nacionais
Durante o evento, o presidente criticou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem feito articulações nos Estados Unidos para pressionar o governo norte-americano a aplicar tarifas contra produtos brasileiros. “A oposição está traindo o povo brasileiro. Tem gente que fazia campanha abraçado à bandeira nacional e agora vai para os EUA se abraçar à bandeira americana para pedir punição ao Brasil”, disse Lula.
O presidente afirmou ainda que pretende “resgatar” símbolos como a camiseta da seleção e a bandeira do Brasil, que foram apropriados por grupos bolsonaristas nos últimos anos. “Esses símbolos são do povo brasileiro, não pertencem a um partido ou a uma ideologia.”
Congresso desfavorável e busca por maior representação
Lula também destacou a dificuldade de governar com uma base reduzida no Congresso Nacional. Segundo ele, o PT elegeu apenas 70 deputados em 2022, um número que precisa ser ampliado nas próximas eleições. “Se fôssemos tão bons quanto achamos que somos, teríamos eleito pelo menos 140 deputados. Precisamos fazer essa autocrítica”, afirmou.
Apesar do cenário adverso, o presidente celebrou a aprovação da reforma tributária e reforçou que, para avançar em pautas prioritárias, é fundamental ter maioria no Legislativo. “Quando mando uma medida provisória, já sei quantos votos tenho. Se depender só de nós ou de quem nos apoia, não aprovamos nada.”
Política externa: críticas aos EUA e defesa do multilateralismo
Em tom crítico ao governo norte-americano, Lula classificou como “inaceitável” a imposição de tarifas com motivações políticas, e afirmou que o Brasil tem “tamanho, postura e interesses” para negociar em igualdade de condições com os EUA. Ele também criticou o ex-presidente Donald Trump por tentar enfraquecer o multilateralismo.
“Ele quer negociar país por país. Mas um país pequeno não pode negociar sozinho com os EUA. O acordo será leonino. Nós queremos outra lógica, uma lógica multilateral”, disse.
Moeda alternativa ao dólar e papel do Brasil no mundo
Lula voltou a defender a criação de uma moeda alternativa ao dólar nas transações internacionais, uma proposta antiga de sua agenda diplomática. “Não preciso ficar subordinado ao dólar. Já falávamos disso em 2004 com a Argentina”, ressaltou.
O presidente também destacou a reabertura de 398 mercados internacionais para produtos brasileiros, como reflexo da recuperação da imagem do país no exterior. “A nossa volta ao governo é como se tivéssemos aberto um portão para o mundo voltar a conversar com o Brasil”, afirmou.
Brasil fora do Mapa da Fome e expectativa para a COP
Lula comemorou a saída do Brasil do Mapa da Fome e afirmou que considera essa conquista um de seus maiores legados. “Se ao final do meu mandato todas as crianças, mulheres e homens estiverem tomando café, almoçando e jantando, eu terei cumprido minha missão”, declarou.
Ele encerrou seu discurso prometendo que o Brasil organizará a “melhor COP da história” em 2025. “Estamos assustando quem acha que manda no mundo. Fizemos o melhor G20 e a maior reunião do Brics. A COP será ainda melhor”, prometeu.
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