Vixe! Qual o destino político de Éden e quem assumirá o PT? A estratégia de Caetano. Os erros de Geraldo e os impactos em 2026. E mais, Britto segue vivo na Câmara
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Segue a disputa
Quem pensa que a disputa pela sucessão da Câmara Federal já está definida pode estar enganado. A traição protagonizada pelo atual presidente Arthur Lira (PP-AL) contra o baiano Elmar Nascimento (União Brasil) não garante a eleição do seu indicado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. Como na política o cenário muda muito, o jogo, que hoje se mostra favorável a Motta, pode virar novamente e garantir a eleição do também baiano Antonio Brito (PSD).

E o jogo segue
Hugo Motta conta hoje com o apoio de 12 partidos e pode alcançar 374 votos na disputa para a presidência da Câmara. Brito, por sua vez, computa apoio de 138 deputados. Como há muitas insatisfações internas com Lira e com a condução do processo, há quem diga no PSD que o jogo poderá virar até a eleição, em fevereiro de 2025. Basta lembrar que no primeiro semestre desse ano, Elmar desfilava ao lado de Lira como seu candidato favorito e que já estava eleito antecipadamente. No entanto, foi golpeado pelo aliado e se juntou a Brito, no fortalecimento da sua candidatura.

Candidatura mantida
O deputado federal Antonio Brito foi reeleito, nesta última terça-feira (5), como líder do PSD e anunciou que vai manter sua candidatura à presidência da Câmara de Deputados. Ele sugeriu à bancada da legenda uma conversa com Lira e Motta para propor que o PSD mantenha suas proporcionalidades e, após o diálogo, a sigla voltará a avaliar se mantém a candidatura ou não. “Nós voltaremos à bancada para dialogar, se a bancada deseja manter a candidatura ou se há algum tipo de mudança, mas, nesse momento, vamos manter a nossa candidatura e abrir diálogo para discutir proporcionalidade e as pautas do nosso partido”.

As dissidências de Motta
Mas o que se comentava, nesta terça-feira, nos bastidores era até onde vai o fôlego de Antonio Brito. Ele tem chance de se viabilizar ainda? “Tem sim, tem sim, até porque, aqui na Bahia, todos os deputados federais, que são da base de Jerônimo, vão se manter com a gente. Tem muito deputado insatisfeito com o presidente Arthur Lira”, disse um deputado governista ouvido pela coluna. O argumento do parlamentar é que no PT, “nem todos estão com Motta. Há muitas dissidências. E tem muita gente do PL, por exemplo, que não está satisfeita com o processo, da mesma forma que parlamentares de outras agremiações”, completou.

Os trunfos de Brito
O deputado aproveitou pra lembrar que não é bem assim que as coisas acontecem na Câmara Federal. “Estamos vendo a construção de uma narrativa, para justamente tentar incutir esse movimento de já ganhou e de que não tem mais espaço para os outros nomes”, disse o baiano, ao enfatizar que Brito terá em sua articulação o senador Otto Alencar (líder do PSD no Senado) e, juntos, vão trabalhar para recuperar o que tinham de sinalização de apoios. “Ou seja, tem muitos trunfos que podem ser usados a favor de Antonio Brito”, apostou.

Lá se vão 6 anos…
O presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, assumiu o comando do partido há pouco mais de 6 anos com a proposta de renovar a sigla. Primeiro, ele foi eleito para um mandato de 4 anos e a direção nacional fez uma reeleição automática, de modo que ficará 6 anos na direção partidária. No entanto, com a proximidade desse prazo, surge a pergunta nos bastidores do próprio partido: Quem o sucederá à frente do PT?

Renovação
Éden estava presidente na eleição que referendou o governador Jerônimo Rodrigues em 2022, trabalhou pelo crescimento do partido em número de prefeitos esse ano, tentou promover a renovação nos quadros petistas, dando oportunidade a nomes como Adolpho Loyola, Felipe Freitas, Bruno Monteiro, Rowenna Brito, Sara Prado (Funceb), Marcelo Lemos (Ipac)… Segundo seus apoiadores, deu sua contribuição ao processo do avanço petista.

Novos desafios
O detalhe é que volta e meia seu nome é apontado como “natural” para mais uma sucessão, ou seja, mais 4 anos. Mesmo com desgastes, resta saber se Éden quer, realmente, continuar presidindo o PT ou não. Quem conversa com ele nos bastidores entende que o pupilo do senador Jaques Wagner quer alçar novos voos, assumir novos desafios. No entanto, seu destino político não está muito claro, já que uma movimentação partidária como essa exigiria total alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Na conta do governador
A pergunta que não quer calar: E o governador, vai liberar o presidente do seu partido? Quem conversa com o dirigente petista entende que ele não quer renovar o mandato, quer abrir novos ciclos, mais precisamente ser candidato a deputado estadual em 2026. O detalhe é que só quem pode impedir isso é o próprio governador (claro, se ele mandar Éden ficar no PT, ele provavelmente ficará). É Muita Informação!

Quem assumirá o PT
E aí surge outra dúvida: Quem deverá sucedê-lo no comando do PT? Respondo: Quem o governador escolher. Até porque, quando Éden foi eleito, ele era muito ligado a Wagner, que naquele ano era o candidato ao governo estadual. No entanto, quem deverá ser o candidato agora? Jerônimo. Portanto, caberá ao governador construir um nome que consiga avançar na preparação do partido para a disputa de 2026. Como aqui é sempre muita informação, façam suas apostas sobre os nomes que poderão assumir esse desafio. A conferir.

Nova disputa em Camaçari
Passado o segundo turno da eleição de Camaçari, todas as atenções se voltam agora para a montagem do governo Luiz Caetano e para a definição do novo presidente da Câmara de Vereadores. Informação chegada ao portal M! dá conta de que o atual prefeito Antonio Elinaldo (União Brasil) estaria se movimentando para evitar que seu sucessor garanta o comando do Legislativo local.

De olho na Câmara
Apesar de ter o controle sobre a maioria dos vereadores hoje, o prefeito do União Brasil provavelmente verá o PT costurar apoios para garantir a vitória do vereador reeleito Tagner Cerqueira, ligadíssimo a Caetano, para comandar o legislativo do município. Inclusive, há quem diga na cidade que todos os vereadores aliados de Elinaldo só devem a ele um favor: aprovar suas contas na Câmara local. “Fora isso, estarão com Caetano para sobreviverem politicamente”, disse um aliado do prefeito eleito.

Destino de Geraldo
Passado o calor da emoção da eleição deste ano em Salvador, a pergunta que muitos fazem nos bastidores é qual será o destino político do atual vice-governador Geraldo Júnior em 2026. O consenso no grupo político encabeçado pelo PT é que Geraldo não permanecerá como vice na chapa petista na próxima eleição. Seu espaço deverá ser negociado pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima daqui a 2 anos. Ou os emedebistas indicam outro nome para a vice ou negociam mais espaço para o MDB num eventual novo governo petista.

Federal ou estadual?
Mas voltando a Geraldo, a dúvida é se ele sairá candidato a deputado federal ou a estadual. O problema é que o filho, Matheus Ferreira, é estadual e teria que ser rifado pelo próprio pai na próxima eleição, caso ele decida disputar uma vaga na Assembleia. Ao conversar com pessoas próximas ao vice-governador, o entendimento geral é que Geraldinho “errou feio” na condução do processo que o colocou como candidato a prefeito de Salvador na eleição deste ano.

Estratégia errada
Os mais próximos dizem que ele, como vice-governador, deveria ter ficado na função e pavimentado o próprio futuro político, sentado na cadeira. Explico. Deveria ter se dedicado à campanha municipal no interior para se cacifar e disputar um mandato de deputado federal em Brasília. No entanto, não ajudou a eleger nenhum dos 32 prefeitos do MDB, o que o exclui totalmente da pauta de prioridades do próprio partido. No entanto, como faltam ainda 2 anos para a próxima disputa, resta saber como Geraldo vai comportar até lá. A conferir.

Objeto de desejo
Um dos políticos que virou objeto de desejo para 2026 foi o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). Reeleito com mais de 90% de votos, ele passou a ser cortejado pelos dois lados da política baiana. O entendimento é que o prefeito pode ser um bom puxador de votos para a Câmara dos Deputados ou ainda poderá compor uma chapa majoritária daqui a 2 anos. Há observadores da política local que dizem que Cocá “é o sonho das duas chapas pra ser vice”. O problema é que essa movimentação esbarra no ministro Rui Costa, apesar de o governador Jerônimo ter interesse em dialogar com o prefeito do PP. Do seu lado político, a birra vem da família Leão, que não quer perder o aliado. A conferir.

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