Mário Negromonte Jr diz que deputados foram ‘pegos de surpresa’ e admite arrependimento por voto na PEC da Blindagem
Segundo parlamentar, texto foi alterado sem conhecimento dos deputados
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
O deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) afirmou estar arrependido pelo voto favorável à PEC da Blindagem, e destacou que sua decisão foi tomada pensando na Justiça e na Constituição. Durante agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), no último domingo (21), na cidade de Pedro Alexandre, no nordeste da Bahia, ele explicou os motivos de sua votação e relembrou episódios passados relacionados à tramitação de medidas importantes.
“No dia da votação, mudaram o texto sem os deputados saberem, isso com acordo com os partidos e fomos pegos surpresa. A PEC da Prerrogativa, para restabelecer, foi perdida desde a Constituição de 1988 virou a PEC da Blindagem e depois a PEC da Bandidagem. E isso é uma coisa que dói muito no coração da sociedade e eu entendo”, afirmou.
Deputado diz que votou para fortalecer Palarmento
Apesar da repercussão negativa, ele disse que votou com base nos princípios que defendia. “Votei favoravelmente naquele momento, entendendo a importância de fortalecermos o Parlamento enquanto instituição e a retomada do texto original da Constituição de 1988. Contudo, a votação acabou sendo conduzida de forma diferente do que havíamos planejado”, completou.
Em 2021, durante a votação da medida provisória 1031/21, que autorizou a privatização da Eletrobras, Negromonte também precisou dar explicações à sociedade. Ele assegurou que, naquele caso, votou contra a proposta, reforçando a consistência de sua trajetória política.
Negromonte diz que PEC deve ser barrada no Senado
Após admitir o erro, Negromonte ponderou que a PEC, agora em tramitação no Senado Federal, deve ser barrada, reduzindo o impacto da decisão da Câmara. Ele destacou a confiança na atuação dos senadores e citou nominalmente Otto Alencar (PSD-BA), que já havia se posicionado contrário à proposta.
“O Senado haverá de fazer a justiça mais uma vez. Os bons políticos precisam estar na política, os maus precisam sair e os bandidos não podem entrar”, reforçou, apontando que a PEC fere princípios constitucionais e representa retrocesso para o processo democrático.
Explicações nas redes sociais
Neste domingo, (21), o deputado divulgou um vídeo nas redes sociais explicando seu voto favorável à chamada PEC da Blindagem. Segundo ele, a proposta foi “totalmente alterada” durante a tramitação na Câmara, o que motivou seu arrependimento.
“Fui enganado e estou torcendo para que ela não passe no Senado”, declarou Negromonte Jr.
Na publicação, ele também reforçou sua posição contrária à anistia de envolvidos em atos antidemocráticos. “Essa PEC da Blindagem não me representa! Não representa minha trajetória política! Na política devem ficar os bons políticos, os maus devem sair e os bandidos nunca devem entrar. Foi pensando assim que votei contra a ANISTIA! Quem cometeu crime, deve ser processado, condenado e tem que cumprir sua pena!”.
Gabriel Nunes reconhece erro por voto favorável à PEC da Blindagem
Além de Negromonte, o deputado Gabriel Nunes (PSD-BA) reconheceu, em nota, que errou ao apoiar a proposta. Ele afirmou que sua intenção inicial era resgatar prerrogativas previstas na Constituição de 1988 e fortalecer o Parlamento, mas admitiu que o resultado final contrariou princípios que pautam sua atuação política.
“Votei favoravelmente naquele momento, entendendo a importância de fortalecermos o Parlamento enquanto instituição e a retomada do texto original da Constituição de 1988. Contudo, a votação acabou sendo conduzida de forma diferente do que havíamos planejado”, disse o parlamentar baiano.
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