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Vixe! A influência de Fatinha na candidatura de Geraldo. As rusgas de Wagner e Rui. O super otimismo de Bruno. E nos municípios, mais emendas e menos coerência política

Toda quarta temos novidades da política, do mundo empresarial, jurídico e das artes pra que você entenda melhor "como a roda gira" nos bastidores

A construção da candidatura de Geraldo

Informações chegadas à Coluna Vixe! trouxeram detalhes sobre o processo de construção do nome do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), como pré-candidato a prefeito de Salvador pelo grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Quem acompanhou de perto esse movimento disse que a estratégia de Geraldinho passou pela aproximação e convencimento do filho da ex-primeira-dama Fátima Mendonça, o atual secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Sodré, que convenceu a mãe da importância de apoiar o vice na disputa pelo Palácio Thomé de Souza.

Geraldo Júnior

A influência de Fatinha

Fatinha, por sua vez, teria convencido o senador Jaques Wagner, seu marido, a apoiar o projeto de Geraldo a prefeito de Salvador. Segundo um político que transita bem na capital baiana, o próprio Wagner teria chegado a falar num evento do PT que o criador teria que embalar. “Eu criei e agora vou cuidar. Não vou abandonar a minha cria”, teria falado o senador a aliados petistas.

Fátima Mendonça ao lado de Jerônimo e Geraldo Jr

Geraldo e os detratores

E por falar no pré-candidato do MDB à prefeitura de Salvador, Geraldo Júnior, teve muita gente surpresa com o tamanho do evento de lançamento da sua pré-candidatura na última quinta-feira, na Arena Fonte Nova. Até mesmo integrantes do governo, que, segundo informação dos bastidores, não lhe eram muito favoráveis, se fizeram presentes. Estavam lá o presidente da Conder, José Trindade, o superintendente da Sufotur, Diogo Medrado, e o secretário de Comunicação, André Curvello.

Geraldo Júnior com o presidente da Conder, José Trindade

Campeões de mobilização

O que se comentava no evento da última quinta, na Arena Fonte Nova, era que os vereadores Arnando Lessa, Luiz Carlos Suíca e Tiago Ferreira tinham sido os campeões de mobilização no lançamento da pré-candidatura de Geraldinho. Os petistas fizeram questão de mobilizar suas lideranças para engrossar o coro pró-Geraldo em Salvador. Tinha banda de fanfarra, apoiadores com direito a camisas e até mesmo bandeiras do MST.

Vereador Suíca

Discurso desagrada aliados

Pelo visto, não repercutiu muito bem o discurso feito por Geraldo no lançamento de sua pré-candidatura a prefeito. O problema é que ele só fez referência nominal a três vereadores de Salvador, Marta Rodrigues, Suíca e Silvio Humberto, causando a maior ciumeira em políticos com e sem mandato, mas que estão de olho numa vaga na Câmara de Vereadores. “Ou ele falava de todo mundo ou não citava ninguém”, disparou um integrante do PCdoB, chateado com a condução do líder.

Geraldo no lançamento de sua pré-candidatura a prefeito

Trindade seria competitivo no PT

Um político veterano do PT disse ontem que a eleição de Salvador seria muito mais competitiva se o candidato a prefeito do grupo fosse o atual presidente da Conder, José Trindade. Na avaliação do petista, o dirigente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado seria mais competitivo, caso tivesse se filiado ao PT antes da escolha do nome pelo governador Jerônimo e seu conselho político.

José Trindade

E impacto das rusgas de Rui e Wagner

No entanto, a queda de braço entre os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner teria privilegiado Geraldinho em detrimento de Trindade, que foi obrigado a se retirar da disputa. “E isso acabou excluindo o PT da cabeça da chapa, o que fragiliza ainda mais o partido em Salvador”, como completou o petista, ao destacar ainda a briga existente nos bastidores entre o atual ministro e o senador.

Rui Costa e Jaques Wagner

Ganha todo mundo

Pelo visto, tá mesmo em extinção a política com P maiúsculo na maior parte do país. O que se vê nessa fase de pré-campanha é que ninguém discute mais projetos ou a ideologia nas cidades. O que se fala é sobre a liberação de emendas, feita por deputados e senadores em Brasília. É emenda pra tudo, pra festa, pra escola, pra posto de saúde, pra recuperação ou construção de via pública… Tem prefeito que não tem mais lado, prefere se relacionar com qualquer parlamentar federal que tenha como liberar “uma emendinha” para a sua cidade. “Recebe emenda de qualquer um que seja. Ganha todo mundo. É a lei do retorno”, diz um deputado experiente em contato com a coluna.

Congresso Nacional

O super otimismo de Bruno

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) voltou a dizer, ontem, que a eleição em Salvador será decidida no 1° turno, no dia 6 de outubro. O pré-candidato à reeleição relembrou a disputa eleitoral em 2020, quando venceu com 64,4% outros oito candidatos e não teve 2° turno. “Eu tenho dito, essa é a minha opinião, concordem ou discordem, é eleição com menos candidatos da história da cidade. Então, espero, vou trabalhar para que seja eu que vença as eleições, mas quem vencer vai ser no primeiro turno, a eleição não vai ter dois turnos”

Prefeito Bruno Reis

Vitória no primeiro turno

O prefeito lembrou que na eleição passada havia nove candidatos. “Eu não era o prefeito, nesse momento a nossa pesquisa não sei se tinha 30% e vencemos no primeiro turno com 64,4% dos votos. Então, contra oito candidatos. Agora, só são dois. Acho que a eleição vai se decidir no primeiro turno, com toda humildade”, disse o prefeito.

Bruno Reis

Cinco candidatos na disputa

Na realidade, até o momento, Salvador possui cinco pré-candidaturas para comandar o Palácio Thomé de Souza a partir de 2025. Além do atual prefeito, também vão disputar o vice-governador Geraldo Jr (MDB), Kleber Rosa (PSOL), Victor Marinho (PSTU) e Eslane Paixão (Unidade Popular).

Kleber Rosa

Pesquisas x resultado das urnas

Questionado pelo portal M! sobre o assunto, o vice-governador Geraldo Júnior rebateu a declaração de Bruno Reis de que a eleição na capital será decidida no primeiro turno. Em resposta, Geraldo disparou que continua “com respeito com os adversários. Eles ficam com as pesquisas e nós ficamos com os resultados das eleições. Não vou retroceder, vou continuar a discutir na cidade”, disse o emedebista.

Geraldo Júnior

Clima de já ganhou

Na ocasião, Geraldo também aproveitou para criticar o suposto clima de “já ganhou” promovido pelo prefeito Bruno Reis. “O clima de já ganhou em 2022 e do tanto faz, deu no que deu. A história está mostrando o que a sociedade espera. Da mesma sorte, eles continuam no deboche e eu falei que ser líder não é debochar das pessoas, menosprezar as pessoas, ser líder é dar o exemplo. Eles fizeram isso em 2022 com salto alto ignorando as pessoas, ignorando a Bahia e nós ganhamos as eleições. Jerônimo é governador e eu vice-governador. Vamos ver se a história não vai se repetir”, disparou o emedebista.

Bruno Reis e Geraldo Júnior

O favoritismo de Bruno

Coube ao presidente do União Brasil em Salvador, o deputado Luciano Simões Filho, sair na defesa de Bruno. De acordo com ele, o favoritismo do prefeito se dá pela força da aliança de 13 partidos em seu arco de alianças. “Isso aí já significa muita coisa, né? O PL, o PSDB, o PDT, 13 legendas… Então, a gente monta pra eleição proporcional de vereador um verdadeiro exército. Dos 600 candidatos em Salvador, Bruno vai ter mais de 350 nas ruas pedindo voto para ele”.

Bruno Reis e Luciano Simões

Boa avaliação

Mas segundo o dirigente partidário, o que realmente enche de empolgação pra essa eleição é a boa avaliação do prefeito. “Eu acho que uma eleição de reeleição é uma disputa plebiscita. Se o pessoal aprova ou não aprova o gestor. Em todas as pesquisas feitas a aprovação de Bruno bate perto dos 80%, então eu acho que isso é mais significativo até do que qualquer enfrentamento com qualquer outro candidato”.

Luciano Simões

Muitos candidatos na rua

Além disso, Simões diz que a base está forte. “São 32 vereadores de mandato e eu acho que ele vem aí realmente para fazer história. Ele tem o pé no chão. É trabalhador e não para, você vê a agenda dele. E ainda conseguiu manter Ana Paula na vice”. Para o deputado, o fato de Geraldo ter sido aliado do grupo não facilita ou dificulta. “Desde 2022, quando ele resolveu mudar de lado, essa linha foi traçada, né? Eu acho que não fede nem cheira, não tem dificuldade nenhuma”, afirmou, em tom otimista.

Coluna Vixe
Bruno Reis
Arte/Haron Ribeiro