União histórica: correntes do PT se juntam e lançam Edinho Silva para liderar partido nacional
Até eleições internas de julho, partido é comandado pelo senador Humberto Costa que assumiu presidência interina no último dia 20 de março
João Ramos
No cenário político atual, a disputa pela presidência nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ganhou um novo contorno nesta quarta-feria (9) com o anúncio de apoio de diversas correntes internas, incluindo a Renova PT, a um dos nomes mais destacados para a liderança nacional da legenda: Edinho Silva. O ex-prefeito de Araquara e ex-ministro no governo Lula é visto por muitos como a melhor escolha para continuar a trajetória de transformação e renovação do partido, alinhando experiência com uma proposta de renovação para os desafios do futuro.
Apoio das correntes petistas na Bahia
Em uma reunião virtual que reuniu mais de 250 militantes de 72 cidades da Bahia, a corrente Renova PT lançou um manifesto em apoio à candidatura de Edinho Silva. A plenária contou com a presença de importantes dirigentes do PT, como Sara Prado, da Executiva Nacional, e Éden Valadares, presidente estadual do partido na Bahia, além de parlamentares e vereadores petistas. A reunião foi um marco, já que, além da Renova PT, outras correntes do partido, como o “Coletivo Resistir e Avançar”, a “Quilombo Socialista” e a “Tribo”, também manifestaram seu apoio a Edinho.
Segundo o manifesto apresentado, as correntes afirmam que Edinho Silva representa uma liderança com “experiência de gestão municipal e federal”, além de possuir uma sólida bagagem em direção partidária. “Mais importante ainda, ele se compromete com uma renovação que inclui o fortalecimento das bases militantes e o compromisso com as premissas democráticas que sustentam o partido”, diz o documento.
Manifesto das correntes
O manifesto publicado pelos militantes destaca não apenas o apoio a Edinho Silva, mas também fala do compromisso das correntes com a renovação do PT e a luta pela democracia no Brasil. O texto também faz uma avaliação dos avanços sociais promovidos pelo partido em seus governos, destacando as conquistas na educação, saúde e moradia popular. No entanto, reconhece que o partido precisa se adaptar às novas realidades, como o avanço da extrema-direita e os desafios das novas dinâmicas de classe, especialmente no contexto da economia digital e das mudanças no mundo do trabalho.
Fortalecimento da democracia e inclusão
A declaração de apoio a Edinho Silva também é acompanhada de um chamado à resistência contra as ameaças à democracia. O manifesto afirma a necessidade de um PT fortalecido para enfrentar os desafios impostos por um cenário político adverso, especialmente com o avanço de movimentos fascistas e radicais. Além disso, o apoio a Edinho visa não só à renovação da liderança partidária, mas também à “construção de um PT que continue a atuar como um instrumento de organização da classe trabalhadora e de promoção dos direitos humanos”.
Visão de renovação do PT
Para Edinho Silva e seus apoiadores, o momento é de refletir sobre o futuro do partido, com um olhar atento às novas contradições sociais e econômicas. A necessidade de uma atualização programática do PT, que incorpore as questões contemporâneas, como as novas tecnologias e a luta contra a mercantilização da vida, foi destacada no manifesto. Nesse sentido, o ex-ministro se posiciona como o “candidato capaz de promover as transformações necessárias para que a legenda se mantenha como uma força política vanguardista, alinhada com as lutas das novas gerações e as novas dinâmicas do mundo do trabalho”.
O manifesto ainda enfatiza que a renovação do PT “não deve se limitar a uma reestruturação interna, mas também envolver a construção de alianças amplas que garantam a continuidade do projeto político iniciado pelo partido nas últimas décadas”. No contexto da eleição de 2026, que já se desenha no horizonte, os militantes reforçam a necessidade de um PT fortalecido para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, no próximo ano.
Humberto Costa lidera PT nacional até julho
Até as eleições internas de julho, o PT é liderado por Humberto Costa, que assumiu a presidência interina do partido no último dia 20 de março, após a saída de Gleisi Hoffmann, nomeada ministra das Relações Institucionais. Durante sua gestão temporária, ele enfatizou a importância de manter a unidade interna, respeitando as diferenças ideológicas naturais dentro do partido, que vão desde comunistas e marxistas até cristãos progressistas.
O líder petista destacou que as divergências devem ser tratadas com tranquilidade e transparência, para que, ao final do processo eleitoral, todos possam se unir em torno das decisões e da nova direção do PT. Costa também reafirmou o compromisso do partido com as pautas do governo Lula, mantendo a postura combativa que caracteriza a legenda.
Disputa pela presidência definitiva
Edinho Silva é apontado como o favorito de Lula para a presidência do partido em julho. No entanto, sua candidatura tem gerado resistências internas, principalmente devido à sua postura favorável ao diálogo e à negociação, em detrimento de embates diretos. Diante disso, alguns membros do partido cogitam a candidatura de Humberto Costa, mas o senador ainda não se posicionou oficialmente.
A eleição direta, que acontecerá em 6 de julho, definirá a nova liderança do partido, com a missão de fortalecer a organização e consolidar a unidade para as batalhas políticas futuras.
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