Otto diz que anistia ‘não tem absolutamente nenhuma chance de passar’ no Senado
Oposição critica relatório da PF e defende perdão ‘amplo e irrestrito’ a presos do 8 de janeiro
Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Otto Alencar (PSD-BA) voltou a se posicionar contra a PEC da Anistia, proposta que pretende absolver os mais de 250 golpistas condenados pelo ato de vandalismo do 8 de janeiro. Segundo o líder do governo, a anistia “não tem absolutamente nenhuma chance de passar” no Senado Federal. A declaração do pessedista foi dada, na manhã desta quarta-feira (27), em coletiva de imprensa em Brasília, no momento em que as discussões em torno da proposta voltaram à tona.
“Já não tinha [chance de passar] antes. Aliás, eu já tinha manifestado várias vezes que sou totalmente contra a PEC da Anistia. Ela não prosperará nem na Câmara, ao meu ver, e aqui no Senado muito menos”, declarou Otto.
O tema vinha sendo tratado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, até o presidente Arthur Lira (PP-AL) encerrar as discussões e decidir que o debate fosse feito em uma comissão especial. A oposição, inclusive, critica o relatório da Polícia Federal (PF), que apresenta revelações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
No Senado, a proposta voltou a ser assunto depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defender a “anistia total e irrestrita” para todos os condenados no 8 de janeiro. Da mesma forma, o senador Rogério Marinho (PL-RN) pregou que a anistia seria fundamental para estabelecer “equilíbrio e normalidade” ao Brasil.
“Não defendemos uma anistia, não fazemos porque queremos anistiar crimes, até porque defendemos que aqueles que depredaram serão punidos. Nós queremos desarmar espíritos, nós queremos a volta da normalidade democrática, nós queremos que a Constituição seja comprida. Nós queremos que o escudo que nos protege, que é a lei, possa voltar a vigorar em nosso país”, discursou Marinho.
Militares em cargos de governo
Na entrevista desta manhã, Otto Alencar também se posicionou contra a matéria que vem tramitando no Senado a respeito de militares que desejam se candidatar em cargos eletivos. Segundo o presidente do PSD na Bahia, o texto se trata de uma espécie de “revanchismo”, diante dos detalhes apresentados pelo relatório da PF. Além de Bolsonaro, 37 militares são investigados por tentativa golpista.
“Tão pouco nós vamos entrar reativando a PEC que ordenava e determinava que os militares não pudessem participar de cargos de governo, que foi apresentada lá atrás. Não tem cabimento isso, porque um erro, uma ameaça à democracia não pode ser levada em conta agora como uma retaliação das forças militares, que foram contaminadas numa minoria que o Bolsonaro contaminou”, completou o líder do governo.
Rodrigo Fernandes
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