Lula lamenta morte de Marcos Vilaça: ‘exemplo de dedicação ao Brasil’
Ex-presidente do TCU e membro da ABL faleceu aos 85 anos em Recife

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou, neste domingo (30), uma nota de pesar lamentando a morte de Marcos Vilaça, ex-ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), advogado, poeta e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). O intelectual faleceu no sábado (29), aos 85 anos, devido a uma falência múltipla de órgãos. Ele estava internado na Clínica Florença, em Recife, onde tratava uma infecção respiratória.
Na mensagem, Lula destacou a importância de Vilaça para a cultura e a administração pública no Brasil. “Quero externar meus sentimentos pelo falecimento de Marcos Vilaça, grande defensor da cultura do nosso querido Pernambuco, a quem tive a honra de homenagear com a Medalha de Ouro do Serviço Público em 2009, quando completou 50 anos como servidor. Que Deus conforte os corações de seus familiares e amigos”, finalizou.
“Vilaça, com seu talento e dedicação, teve um papel marcante na literatura, no TCU e na Academia Brasileira de Letras, entre tantos outros caminhos que trilhou com brilhantismo”, completou Lula.
Legado na cultura e na gestão pública
Nascido em Nazaré da Mata (PE), em 30 de junho de 1939, Marcos Vilaça teve uma trajetória de grande relevância na gestão pública e na literatura. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco, ele exerceu diversos cargos importantes, sendo ministro e presidente do TCU, além de presidir a ABL em dois mandatos (2006-2007 e 2010-2011).
Vilaça também foi um dos principais nomes na preservação do patrimônio cultural brasileiro, tendo atuado à frente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Seu trabalho foi fundamental para o reconhecimento de cidades como Olinda (PE) e São Miguel das Missões (RS) como patrimônios da humanidade pela Unesco
Produção literária e impacto acadêmico
Ao longo de sua carreira, Vilaça deixou uma vasta contribuição literária. Entre suas obras mais conhecidas estão Nordeste: Secos & Molhados (1972), Recife Azul, Líquido do Céu (1972) e Por uma Política Nacional de Cultura (1984). Em parceria com Roberto Cavalcanti, escreveu Coronel, Coronéis: Apogeu e Declínio do Coronelismo no Nordeste, uma análise histórica e sociológica do poder na região.
Repercussão e homenagens
O Ministério da Cultura também divulgou uma nota de pesar, ressaltando a importância de Vilaça na área cultural e sua atuação como membro da ABL. “Com sua forte contribuição política e social, é uma importante referência brasileira, cujo legado será lembrado e continuado por todos aqueles que conviveram e aprenderam com seus feitos”, destacou o documento.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também lamentou o falecimento do escritor e intelectual. “Pernambuco amanheceu triste neste sábado (29) com a notícia do falecimento de Marcos Vilaça, escritor e intelectual pernambucano que engrandeceu o nome do nosso estado como imortal e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras. A todos os seus amigos e familiares, o meu mais fraterno abraço. O legado literário de Marcos Vilaça seguirá permanente em Pernambuco e no Brasil”, afirmou a governadora.
A morte de Marcos Vilaça ocorreu um dia após o falecimento de sua colega de ABL, Heloísa Teixeira, o que intensificou o sentimento de perda no meio acadêmico e literário brasileiro. O velório e sepultamento foram realizados em Recife, reunindo familiares, amigos e admiradores que prestaram suas últimas homenagens a um dos grandes nomes da literatura e da gestão cultural no país.
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