Glauber Braga é retirado à força da mesa diretora da Câmara dos Deputados após ocupação
Plenário foi esvaziado e transmissão cortada após ação do deputado
Reprodução/TV Câmara
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da mesa diretora da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (9), após se recusar a deixar o espaço. A ação ocorreu no momento em que a Casa se preparava para analisar o pedido de cassação do parlamentar, acusado de agressão contra um manifestante dentro das dependências do Congresso.
De acordo com informações do G1, a remoção do parlamentar ocorreu após policiais legislativos esvaziarem o plenário e após a TV Câmara cortar a transmissão da sessão. A imprensa também foi retirada do local por decisão atribuída a um protocolo interno, segundo informações da assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Ações de Glauber ocorrem após Motta anunciar votação do PL da Dosimetria
A ocupação da mesa diretora por Glauber ocorreu horas após Hugo Motta anunciar que a Câmara votaria, nesta terça, o projeto conhecido como PL da Dosimetria, que reduz penas para condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade), é tratado como alternativa ao projeto de anistia.
A decisão de pautar o projeto foi tomada após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o processo eleitoral e negociações envolvendo a direita. A movimentação fortaleceu a pressão de partidos para colocar a proposta em votação.
No mesmo anúncio, Motta também informou que os deputados analisariam processos que podem levar à cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP). O presidente da Câmara afirmou que Eduardo já atingiu o número de faltas que permite a perda de mandato, enquanto Zambelli ainda depende de decisão da CCJ.
Retirada à força e corte de transmissão
A polícia legislativa retirou Glauber da mesa diretora pouco depois de o plenário ser esvaziado. O corte do sinal da TV Câmara ocorreu às 17h34, no mesmo momento em que a imprensa começava a ser removida. Segundo a assessoria de Hugo Motta, a retirada da imprensa ocorreu devido a um protocolo interno, sem detalhamento sobre o procedimento utilizado.
“Eu estou aqui há bastante tempo, há algum tempo pelo menos. Até hoje não tinha ouvido falar de cortarem o sinal da TV Câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo dentro do plenário. A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1 por cento do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a mesa diretora da Câmara por 48 horas por dois dias em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso país”, disparou Glauber Braga.
No momento da ocupação, a sessão estava na fase do Pequeno Expediente, período destinado a discursos de até cinco minutos e sem votações.
Histórico do processo disciplinar contra Glauber Braga
O plenário deve decidir, ainda esta semana, sobre o pedido de cassação de Glauber, cujo processo no Conselho de Ética foi concluído em abril com parecer favorável à perda do mandato. O parlamentar recorreu à Comissão de Constituição e Justiça, mas o recurso foi negado.
O caso teve início após denúncia apresentada pelo Partido Novo, baseada no episódio em que Glauber discutiu com o militante Gabriel Costenaro, ligado ao MBL. O confronto evoluiu para empurrões e chutes, segundo vídeos e depoimentos reunidos pelo Conselho de Ética.
Glauber afirmou que reagiu a “provocações sistemáticas” de Costenaro e outros militantes e que o ativista teria ofendido a honra de sua mãe, que morreu semanas depois do tumulto.
A confusão continuou fora do prédio da Câmara e foi interrompida por policiais legislativos, que conduziram ambos ao Depol. No local, Glauber discutiu com o deputado Kim Kataguiri (União-SP), que acompanhava o correligionário. O relator, deputado Paulo Magalhães (PSD), concluiu em parecer que houve agressões, embora Kataguiri tenha negado ter sido agredido em depoimento.
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