Marinho diz que PL busca apoio do centro para consolidar candidatura de Flávio Bolsonaro
Líder afirma que sigla busca construir frente ampla à direita e abrir diálogo com lideranças de PP, União Brasil, Republicanos e PSD
Jefferson Rudy/Agência Senado
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou, nesta segunda-feira (8), que o Partido Liberal (PL) tentará atrair a adesão de legendas do centro para fortalecer a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A sinalização foi feita após uma reunião na casa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, com os presidentes do PP, União Brasil e PL. Segundo Marinho, o PL avalia que partidos de centro historicamente se alinham à direita ou à esquerda conforme a possibilidade de vitória eleitoral de cada campo.
PL tenta atrair centro e defender viabilidade eleitoral
Ao comentar o movimento da sigla, Marinho disse que a estratégia leva em conta o comportamento recente do chamado “centrão”, que costuma apoiar candidaturas competitivas. Para ele, esse padrão pode favorecer a construção de uma frente ampla à direita. O senador afirmou que o PL enxerga espaço para demonstrar competitividade e atrair siglas que buscam protagonismo nas eleições de 2026.
“Normalmente, o meio adere a quem ganha a eleição ou a quem mostra alguma possibilidade de vencer”, declarou.
Segundo Marinho, essa leitura orienta as articulações com PP e União Brasil. Durante o encontro, Flávio Bolsonaro conversou com Ciro Nogueira (PP), Antônio Rueda (União Brasil) e Valdemar Costa Neto (PL) para avaliar cenários e perspectivas de apoio.
O líder da oposição destacou ainda que espera ampliar o diálogo nos próximos dias. Ele citou a intenção de se reunir com os presidentes do Republicanos, Marcos Pereira, e do PSD, Gilberto Kassab, para discutir possíveis convergências.
“Nós esperamos que tanto o Marcos como o Kassab, como outras lideranças, possam, em algum momento, conversar conosco”, disse.
Convites ao PP e União e possibilidade de pacto de não agressão
Marinho afirmou que Flávio Bolsonaro fez um convite formal para que PP e União Brasil apoiem sua candidatura à Presidência. Segundo ele, Rueda e Ciro ficaram de consultar suas bancadas e discutir o tema internamente com governadores e lideranças regionais.
“Há uma responsabilidade das presidências dos partidos de dialogar com suas bases antes de apresentarem uma posição final”, ressaltou.
O senador disse ainda que o PL está preparado para atuar em diferentes cenários. Caso não consiga agregar apoios no primeiro turno, a legenda pode adotar um pacto de não agressão com outras siglas da direita e centro-direita. Ele citou como exemplo a eleição presidencial do Chile, onde o segundo colocado no primeiro turno, mesmo com cerca de 25% dos votos, construiu um ambiente de cooperação e venceu posteriormente.
“Se não pudermos unir os grupos que pensam parecido conosco, haverá um segundo turno. E, se isso acontecer, vamos tratar desta forma”, afirmou.
Apesar disso, Marinho reforçou que o esforço principal é consolidar uma frente de apoio já no início da disputa.
Candidatura de Flávio é definitiva, diz Marinho
Rogério Marinho também negou que o nome de Flávio Bolsonaro seja um teste ou uma movimentação provisória. Para ele, a candidatura é firme e atende ao desejo do ex-presidente Jair Bolsonaro de manter unificado o campo da direita.
“O PL tem uma candidatura, está claro. Na última sexta-feira, o Bolsonaro colocou para o Flávio que a candidatura era dele, até para unificar a direita, para que possamos preservar seu legado”, pontuou o senador ao ressaltar que o anúncio surpreendeu parte da classe política, mas que a decisão é definitiva.
Nesta terça-feira (9), o PL reunirá membros dos diretórios estaduais para apresentar formalmente o nome de Flávio e buscar consenso interno. A sigla avalia que esse alinhamento é fundamental para iniciar a fase de expansão de alianças.
PL pressiona Alcolumbre por avanço de projeto sobre 8 de Janeiro
Além das articulações eleitorais, Rogério Marinho afirmou esperar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avance na tramitação de um projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo Marinho, Alcolumbre teria demonstrado disposição em retomar o debate.
“Há uma disposição, pelo menos nos foi externado pelo senador Davi. Vamos ver se vai acontecer mesmo”, declarou o líder do PL.
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