Vixe! A dependência nacional de ACM Neto. As dificuldades internas de Jerônimo. O movimento silencioso do interior. E quem vai suceder Otto Filho na Câmara após ida ao TCE?
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Dependência nacional
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, lançou sua pré-candidatura ao Governo do Estado na última eleição, no dia 2 de dezembro de 2021. Passados quatro anos exatos, não sabemos ainda quando será anunciada sua candidatura para o próximo pleito. A indefinição do cenário nacional é a principal justificativa para a demora do ex-prefeito em colocar o time em campo. E isso mostra grande dependência de uma candidatura nacional de centro-direita. Pelo que se fala, Neto só vai anunciar a entrada na disputa após essa definição, que passa pelo nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para concorrer com o presidente Lula.

Crédito: Alan Santos/PR
Dificuldades internas
A avaliação entre caciques da oposição é que o governo Jerônimo Rodrigues “não anda muito bem das pernas”, enfrenta dificuldades na gestão, possui um hiato nas entregas, especialmente em obras de infraestrutura, o que impacta negativamente na avaliação do governo e do governador, principalmente em municípios pequenos. A informação é que há um problema interno de execução, que afeta a capacidade de operacionalizar os projetos e cumprir as promessas, o que tem deixado prefeitos em estado de alerta.

Crédito: Flickr/Jerônimo Rodrigues
Resistências da população
No União Brasil, o que se fala é que o PT enfrenta resistências severas da população e que a eleição terá reflexos do antagonismo ao partido, com a tese de que ACM Neto pode ser o nome que encerrará o ciclo de quase 20 anos no partido na Bahia. Ou seja, ele se beneficiará com a perda de popularidade dos petistas. Além dos gargalos locais, a avaliação do presidente Lula não é mais tão alta, o que deixa a disputa local mais indefinida ainda.

Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Mudança no interior
O que se comentava ontem nos bastidores da Assembleia Legislativa é que há uma percepção de crescimento do voto contra o PT no interior. Em alguns municípios pequenos, ACM Neto tem diminuído a margem para o governador. Ele estaria tecnicamente empatado ou se aproximando disso em cidades em que teve 20% dos votos, contra 80% do governador, em 2022.

Crédito: Divulgação
Ciclo petista
Como prefeitos de várias cidades estão encomendando pesquisas para avaliar suas gestões e o cenário eleitoral, estão percebendo um “movimento” contra o governo e um crescimento da oposição. E isso não é por amor ou admiração a ACM Neto, mas por repulsa ao PT. O que muitas lideranças do interior têm dito é que não será o postulante do União Brasil que vencerá a eleição, mas Jerônimo que poderá perder, encerrando o clico petista na Bahia.

Crédito: Instagram/@jeronimorodriguesba
Ânimos alterados
Há muito tempo não se via uma sessão ordinária tão extensa e movimentada como a da última segunda na Assembleia Legislativa da Bahia. Por mais de oito horas, os deputados de oposição conseguiram obstruir a sessão e atrasar a votação do pedido de empréstimo de R$ 2 bilhões feito pelo governador Jerônimo Rodrigues. A postura na oposição já tinha começado a mudar, mas ficou mais incisiva após reunião recente com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que teria orientado os deputados de oposição a endurecer na relação com o governo e o PT.

Crédito: Carlos Amilton/AgênciaALBA
No TCE
Só falta agora o governador Jerônimo Rodrigues confirmar a indicação do senador Otto Alencar para que o deputado federal Otto Alencar Filho ocupe a vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo Otto, o PSD se reuniu na semana passada, em Brasília, para respaldar a sugestão do deputado. “No início seria a indicação do deputado Sérgio Brito, depois o Sérgio Brito não quis ir para o tribunal e todos se reuniram e indicaram o nome do Otto Filho. Mas quem decide é o governador”, disse o senador. O que não se sabe ainda é se a indicação mantém alguma relação com a sucessão de 2026. É muita informação!

Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Sabe a importância
Assim que saiu a notícia de que o senador Otto Alencar poderia lançar candidatura ao governo, caso o senador Ângelo Coronel não estivesse na chapa para a reeleição do PT, o governador Jerônimo Rodrigues tratou de ir a público reforçar a parceria com o PSD: “Não vou abrir mão dessa parceria, dessa relação. É um partido que nós temos prefeitos, são bastante alinhados com os nossos projetos. Então, senador Otto, todo o meu respeito e o meu carinho”.

Crédito: Wuiga Rubini/GOVBA
Mudança caseira
Com a ida do deputado Otto Filho para a vaga do Tribunal de Contas do Estado, seu irmão mais novo, Daniel Alencar, deve ser alçado à condição de candidato a federal no próximo ano. A informação é que os deputados do próprio PSD pediram que o senador Otto mantivesse um dos filhos no Parlamento em Brasília. Eles temem que os mais de 200 mil votos obtidos por Otto Filho na última eleição se dispersem e prejudiquem a nominata, ameaçando a rabeira do partido. Daniel Alencar é médico e empresário. Caso não aceite o desafio, outro nome citado é o da filha do senador, a arquiteta Isadora Alencar.

Crédito: Reprodução/Facebook Otto Alencar
As chances de Coronel
O senador Ângelo Coronel (PSD) voltou a defender sua candidatura à reeleição, na chapa encabeçada pelo PT. Quem transita com desenvoltura no partido diz que todos os esforços da cúpula da sigla são para que ele seja mantido na majoritária, na vaga ao Senado ou até mesmo na vice. Como os petistas insistem em lançar as candidaturas do senador Jaques Wagner e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a Câmara Alta, caberá a Coronel aceitar as condições a serem apresentadas pelos petistas, mudar de partido (e migrar para a oposição) ou lançar uma candidatura avulsa pelo PSD, na tentativa de atrair votos do governo e da oposição.

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado
Prego batido
Coronel afirmou ainda que sua prioridade é seguir consolidando seu projeto político, independentemente das articulações que envolvem os demais partidos aliados. “Uma coisa eu quero deixar claro: é prego batido, ponta virada. Então, minha candidatura para o Senado é prego batido e ponta virada”, declarou.

Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado
No sacrifício
Apesar da convicção, o senador admitiu a possibilidade de buscar outro caminho, caso não seja incluído na majoritária do PT. “Evidente. Se, por acaso, o nosso nome não for fazer parte de uma chapa na base do governo, claro que eu vou buscar outras alternativas. Eu não conheço casamento onde só uma parte fica feliz e a outra insatisfeita”. O detalhe é que, apesar do discurso incisivo de Coronel, o que se fala no seu próprio partido é que a maioria dos deputados estaduais e federais não teria interesse em se sacrificar por causa dele. Ou seja, até a eleição teremos muita informação.

Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado
A conta só aumenta
A prefeita de Ribeira do Amparo, Teti Brito (MDB), anunciou no domingo (30) apoio ao governador Jerônimo. Na eleição passada, a prefeita esteve com ACM Neto, até então, seu aliado político. Com a mudança da emedebista, o governo passou a contabilizar o apoio de 356 prefeitos, atraídos por promessas e obras de infraestrutura, ações na saúde e apoio à agricultura familiar. A presença ativa do governador nas visitas pelo interior tem se mostrado uma estratégia acertada pelos aliados regionais.

Crédito: Flickr/Jerônimo Rodrigues
Candidato a estadual
Ex-presidente da União Geral dos Trabalhadores na Bahia, Magno Lavigne está de volta ao partido Rede Sustentabilidade. O ato de filiação será nesta sexta, às 18h, na sede do Sindiprev, em Salvador. Esse é o primeiro passo na construção da sua pré-candidatura a deputado estadual. Magno Lavigne saiu da Rede em 2021 devido a divergências internas e decidiu retornar após convite da direção da sigla. No sábado, ele participa em Ilhéus da plenária da Rede, que deve reunir representantes de mais de 15 municípios do Sul, Baixo Sul e Extremo Sul.

Crédito: Reprodução/Instagram @magnolavigne
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