Vixe! Quem é aposta na Bahia pra vencer a disputa pra Câmara Federal? O poder das emendas e a injeção de R$52 bilhões. O apoio das bandas A e B ao PT e a torcida contra Federação PP-UB
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O poder das emendas
Assumir um mandato de deputado federal se tornou um dos maiores objetivos de muitos políticos no Brasil. Ano após ano, foi percebendo-se que atuar na Câmara Federal passou a ser um instrumento valioso para movimentar milhões país afora, sobretudo devido ao poderio conferido pela liberação de emendas ao orçamento da União. Usando como referência o ano de 2024, cada parlamentar teve direito a indicar cerca de R$ 37 milhões em emendas individuais, fora as emendas de bancadas e as de comissões. Virou um verdadeiro balcão de negócios, movimentando R$52 bilhões só no último ano.
Injeção de recursos
De olho nas emendas, vantagens e benefícios, os deputados, inclusive os baianos, passaram a usar a destinação das verbas públicas para fortalecer suas atuações parlamentares e injetar recursos em suas bases, um trampolim indispensável para muitos fazerem negócios, despejando milhões nos cofres de prefeituras nos mais distintos redutos eleitorais. Por isso, quem tá dentro quer continuar e quem tá fora quer entrar. Só na Bahia são 39 federais. A maioria com chances reais de reeleição. E, correndo por fora, outros tantos tentando se viabilizar.

Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Reeleição garantida
Numa conversa com um veterano da política na última semana, foi possível traçar um panorama de quem pode continuar e quem tem chances de entrar. Olhando a lista dos parlamentares baianos, os deputados Otto Alencar Filho (PSD), Elmar Nascimento (UB), Diego Coronel (PSD), Antônio Brito (PSD), Neto Carletto (Avante), Cláudio Cajado (PP), Mário Negromonte Júnior (PP), Léo Prates (PDT), Paulo Azi (UB), Ricardo Maia (MDB), Jorge Solla (PT), Zé Neto (PT), Daniel Almeida (PCdoB) e Alice Portugal (PCdoB) são alguns dos nomes considerados reeleitos, antes mesmo da eleição.

Crédito: Divulgação
A força do PL
A deputada federal Roberta Roma é apontada como favorita para a reeleição, sobretudo por estar trabalhando com seu marido, João Roma, na montagem do PL, Partido Liberal, que quer eleger quatro deputados, mas pode ficar em apenas três. Os deputados Adolfo Viana (PSDB), Márcio Marinho (Republicanos) e Rogéria Santos (Republicanos) são apontados como reeleitos no próximo pleito. Já os deputados Dal e Leur Lomanto ainda são uma incógnita.

Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A dúvida de Florence
Deputado licenciado, o secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence (PT), pode se reeleger, caso mantenha-se na disputa. A dúvida é se ele abrirá mão de tentar a reeleição ou se será indicado para uma vaga no Tribunal de Contas pelo governador Jerônimo Rodrigues. Caso essa articulação avance, em seu lugar, seu filho, Túlio Florence, pode disputar uma vaga de deputado estadual, numa composição com o deputado Robinson Almeida, que iria para federal, deixando na Assembleia Legislativa o espaço aberto para o filho do correligionário.

Crédito: Equipe M!
Reeleição garantida
Voltando para o banco de apostas para a reeleição, o esperado é que o deputado licenciado e hoje secretário Sérgio Brito (PSD) se reeleja. Dados como certos na disputa estão ainda os deputados Waldenor Pereira (PT), Lídice da Mata, Bacelar (PV) e Paulo Magalhães, que deverão passar da casa dos 100 mil votos.

Crédito: Divulgação
A força de Caetano
Pelo que se fala nos bastidores, o deputado Alex Santana (Republicanos) não deve tentar a reeleição. A dúvida é quem a igreja irá colocar para substituí-lo. Ligada à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a deputada Rogéria Santos é apontada também como favorita para permanecer em Brasília. O mesmo acontece com a deputada Ivoneide de Caetano, esposa do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano. Quem também é aposta para continuar na Câmara Federal é o deputado Valmir Assunção (PT), uma das principais lideranças do MST.

Reprodução/Compartilha Bahia
Dúvida no PP
O deputado federal José Rocha (UB) deverá desistir da disputa e lançar o seu filho, Manuel Rocha, que trocará o mandato de deputado estadual pelo de federal. Pelo PP, o secretário de governo do prefeito Bruno Reis, Cacá Leão, ainda é uma incógnita. Ele deve disputar no lugar do pai, o deputado João Leão, que está tendo um mandato mais acanhado. Outro que ainda é dúvida é o deputado Capitão Alden, do PL. Os deputados Sargento Isidório (Avante) e Félix Mendonça Júnior (PDT) também são apontados como dúvidas para a reeleição. Ambos teriam perdido fôlego para se manterem na Câmara Federal.

Crédito: Divulgação
Banco de apostas
No banco de apostas para ser eleito no próximo ano estão o deputado estadual Alan Sanches, do União Brasil, e Carlos Muniz Filho, primogênito do presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB). Outro deputado estadual que é apontado como favorito para vencer um mandato e mudar para Brasília é Victor Bonfim, filho do conselheiro Tribunal de Contas, João Bonfim. Outros novatos apontados como eleitos antes mesmo da disputa são o chefe de gabinete do senador Jaques Wagner, Lucas Reis, do PT, e o presidente da Cerb, Jayme Vieira Lima, do MDB.

Crédito: Divulgação/ALBA
A dúvida sobre Rui
A dúvida é se o ministro da Casa Civil, Rui Costa, terá espaço na chapa majoritária como candidato ao Senado ou se será levado a disputar uma vaga na Câmara Federal. Caso Rui vá para a proporcional, ele poderá ajudar a eleger uma ampla bancada pela Federação PT, PCdoB e PV. Pelo PCdoB, a expectativa é que a deputada estadual Olívia Santana tente uma vaga em Brasília. O problema é que o seu partido talvez não tenha fôlego suficiente para eleger três parlamentares. Até porque, há quem diga que o valor mínimo para conseguir eleger um deputado federal no próximo ano seja de R$10 milhões. É muita informação!

Crédito: Agência Brasil
Homenagem em São Paulo
O ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, fez a palestra de abertura do 7º Fórum Paulista de Desenvolvimento (FOPA), realizado na última segunda-feira (3), em São Paulo. Durante o evento, que será finalizado hoje, o ex-PGR foi homenageado com a entrega de uma honraria pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). Estiveram presentes senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, além de empresários do setor do agronegócio e industrial paulista.

Crédito: Agência Brasil
Apoio à Jerônimo
Mais um prefeito do União Brasil declarou recentemente apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Até então aliado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, Agamenon Coelho confirmou publicamente a adesão, durante visita do governador ao município de Araçás. Em seu discurso, Agamenon afirmou que a parceria entre o governo municipal e estadual estava concretizada. Segundo disse, o momento foi “histórico para a cidade”, mesmo diante de pressões políticas contrárias.

Crédito: Reprodução/ Baixo sul em Alta
Bandas A e B
Com a adesão do prefeito de Araçás, Jerônimo passou a contar com o apoio dos dois principais grupos políticos locais, o que tem acontecido em muitas cidades da Bahia. Segundo cálculos extraoficiais, cerca de 350 prefeitos já declararam apoio à reeleição do governador. Ao elogiar a união local, Jeronimo enfatizou que o exemplo de Araçás mostrava como a política poderia ser guiada pelo compromisso com o bem comum e o desenvolvimento da população. Resta saber como a junção das bandas A e B se comportará na eleição de 2026 e também de 2028. A conferir.

Amanda Ercília/GOVBA
Sobra política, falta gestão
Apesar da comemoração pela força política do governador, creditada à eficiência do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, há fragilidades na gestão que preocupam setores do próprio governo. O temor é que a falta de um gerentão para tocar a máquina pública possa comprometer os prazos e a entrega de obras e ações até o período da eleição, o que pode gerar impactos diretos sobre a disputa que se avizinha.

Crédito: Gov/BA
Federação ameaçada
O que se comenta em Brasília é que o ministro Rui Costa estaria trabalhando intensamente para desfazer a federação entre o PP e o UB. A informação é que o governo federal estaria buscando se vingar do ex-prefeito ACM Neto, por ele ter pressionado o UB a romper com o Palácio do Planalto. Rui estaria trabalhando pesado para cooptar progressistas, como o deputado Cláudio Cajado. Como ainda não foi homologada pelo TSE, a federação pode ser desfeita a qualquer momento. Há quem diga que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também estaria trabalhando para desfazer o acordo que uniu os dois partidos, já que só o fim da Federação poderá garantir sua candidatura ao Palácio do Planalto. É muita informação!

Crédito: Facebook/Ronaldo Caiado
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