Sessão do STF expõe isolamento de Fux, enquanto Cármen Lúcia e Dino mandam recados sutis
Fux, na véspera, apresentou voto de mais de 12 horas absolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Antonio Augusto/STF
Após o ministro Luiz Fux, votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na última quarta-feira (10), os colegas da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aproveitaram a sessão desta quinta-feira (11) para reagir. Fux, que na véspera apresentou voto de mais de 12 horas, permaneceu em silêncio durante grande parte do tempo, observando documentos e evitando interações diretas com os demais ministros.
Durante a sessão, o ministro manteve postura séria, com o olhar voltado para baixo e mãos ocupadas com papéis. A postura evidenciou o isolamento de Fux no colegiado, enquanto os demais ministros adotaram postura corporal mais leve e mantiveram atenção às intervenções da ministra Cármen Lúcia.
Às 15h42, Fux chegou a deixar o plenário por cinco minutos, enquanto a decana apresentava argumentos sobre a tentativa de golpe de Estado e a constituição de organização criminosa.
Troca de recados e clima descontraído
Após retornar, Fux tentou iniciar conversa com o ministro Dino, mas a interação se limitou a gestos e expressões corporais, demonstrando discordância. O único momento em que o ministro demonstrou atenção mais intensa ocorreu quando Alexandre de Moraes pediu a palavra para reforçar o argumento de Cármen sobre a liderança de Bolsonaro na organização criminosa. Durante a exibição de vídeos que ilustravam o golpismo, Fux observou o telão, voltando logo em seguida a manipular documentos na própria baia.
A expectativa de advogados e pessoas com trânsito no STF era de que os demais ministros rebateriam o voto de Fux, já que ele havia vetado discussões colegiadas no dia anterior. No entanto, o próprio silêncio exigido pelo ministro fez com que ele permanecesse calado enquanto os colegas discutiam o processo e trocavam piadas entre si.
Logo no início da sessão, Cármen e Dino provocaram risos da plateia com uma interação que incluía recados indiretos a Fux. Dino explicou adotar a estratégia do “banco de horas” em seus votos, votando rápido para ter direito a apartes, enquanto Cármen questionou de forma bem-humorada sobre a utilização do tempo.
Moraes exibe vídeo de ataques de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes apresentou vídeo do comício de 7 de setembro de 2021, em que Jair Bolsonaro criticava ministros do STF, incluindo Moraes e Fux. Bolsonaro citou indiretamente Fux, que presidia a Corte na ocasião.
“Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder (Fux) enquadra o seu (Alexandre de Moraes), ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos, porque nós valorizamos, reconhecemos e sabemos o valor de cada poder da República”, disse Bolsonaro no vídeo apresentado.
Moraes também rebateu pontos do voto de Fux, destacando a presença de armamento na tentativa de golpe. Segundo ele, a ação envolvia planejamento detalhado e violência grave, citando a operação Punhal Verde Amarelo e a Copa 2022 como exemplos de preparação.
“A organização criminosa era fortemente armada, e já foi reconhecido aqui, já há maioria desse sentido, da condenação de dois réus, o colaborador Mauro Cid e o general Braga Netto. Os autos demonstram a grave violência, a utilização de armas para a violência e grave ameaça”, afirmou Moraes.
O ministro reforçou que os acontecimentos não podem ser minimizados. “É muito importante deixarmos muito claro, principalmente para a sociedade, que não foi um domingo no parque, não foi um passeio na Disney. Foi uma tentativa de golpe de Estado, não foi combustão espontânea”.
Ele acrescentou que os responsáveis não eram apenas manifestantes descoordenados. “Não foram baderneiros descoordenados que, ao som do flautista, fizeram fila e destruíram a sede dos três poderes. É uma organização criminosa”.
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