Oposição vai à Justiça contra nomeação de Wolney Queiroz para Previdência e pede afastamento imediato
Senadora Damares Alves e deputado Sóstenes Cavalcante contestam nomeação e apontam omissão em fraudes no INSS
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A nomeação de Wolney Queiroz para o comando do Ministério da Previdência Social gerou reação imediata da oposição ao governo federal. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) deu entrada, no último sábado (3), com uma ação popular na Vara Federal do Distrito Federal com o objetivo de anular o ato de nomeação assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (2).
No mesmo dia, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de afastamento cautelar do novo ministro, além da abertura de investigação para apurar sua conduta enquanto ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta.
Segundo os parlamentares, Queiroz teria sido omisso diante de denúncias sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que, na avaliação da oposição, fere os princípios constitucionais da moralidade administrativa.
A nomeação ocorre após a demissão de Carlos Lupi, que deixou o cargo em meio à crise provocada pela descoberta de descontos indevidos aplicados a milhões de beneficiários da Previdência.
Parlamentares pressionam por abertura de CPMI
Mesmo após a saída de Lupi, parlamentares mantêm a pressão por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso dos descontos indevidos no INSS. A iniciativa visa esclarecer a atuação da pasta durante os últimos anos e investigar os responsáveis pelas irregularidades identificadas.
Quem é Wolney Queiroz, novo ministro da Previdência Social
A escolha de Wolney Queiroz representa a permanência do PDT no comando da Previdência Social, uma medida estratégica do governo para manter o apoio da legenda no Congresso Nacional. A indicação foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União e comunicada pelo Palácio do Planalto.
Até então, Queiroz atuava como secretário-executivo do ministério e já era apontado como principal nome para ocupar a chefia da pasta. Sua nomeação foi articulada pelo próprio Carlos Lupi no início do atual mandato.
O novo ministro é natural de Caruaru (PE) e possui uma longa carreira política. Foi eleito deputado federal pelo PDT por seis mandatos consecutivos, entre 1995 e 2023. Durante o governo anterior, liderou a oposição a Jair Bolsonaro na Câmara, representando o campo de centro-esquerda. Em 2022, não conseguiu se reeleger, mas manteve posição de destaque na legenda.
Crise no INSS e saída de Lupi impactam transição na Previdência
A nomeação de Queiroz ocorre no contexto de uma crise institucional provocada pelas revelações da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 23 de abril. A investigação aponta que entidades conveniadas ao INSS realizaram descontos indevidos em folha de pagamento de aposentados e pensionistas, gerando prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Diante do desgaste político, Carlos Lupi pediu demissão ao presidente Lula. A decisão foi anunciada por meio de nota nas redes sociais. Segundo Lupi, sua saída teve o objetivo de preservar a pasta e o governo:
“Entrego a função ao presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade. Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS”, declarou Lupi. “Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula”, afirmou.
Com a saída de Lupi e a nomeação de Queiroz, o governo busca evitar novos desgastes, manter a continuidade dos projetos estratégicos da pasta e reforçar o controle sobre fraudes em parcerias com entidades privadas. A troca de comando também sinaliza disposição para ajustes internos sem romper o alinhamento político com o PDT, sigla da base aliada.
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