Flávio Bolsonaro admite que há nomes ‘viáveis’ para candidatura alternativa a Jair Bolsonaro em 2026
Em defesa ao seu pai, Flávio alegou que a acusação da PGR não tem provas, e criticou o órgão por apresentar uma denúncia ‘precária’ e ‘incoerente’
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (20), que há possibilidade de outras figuras da direita liderarem a candidatura à Presidência nas eleições de 2026, em substituição a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-chefe do Executivo está inelegível devido a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o considera inapto para disputar cargos públicos até 2030.
Em entrevista ao jornal O Globo, Flávio revelou que presidentes de partidos estão sondando tanto ele, quanto a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), como possíveis alternativas. Nomes de governadores também têm sido discutidos, entre eles o Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.
Jair Bolsonaro é inelegível, mas ainda busca registrar sua candidatura
Apesar da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, o ex-presidente continua manifestando a intenção de registrar sua candidatura nas eleições de 2026. Flávio, no entanto, sugeriu que, caso seja necessário, Bolsonaro poderia apoiar outro candidato viável, seguindo exemplo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, quando, apesar de estar preso, teve sua candidatura registrada e foi substituído por Fernando Haddad no último momento devido a restrições legais.
Denúncia contra Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado
Além de sua inelegibilidade, Jair Bolsonaro enfrenta acusações mais graves. O ex-presidente foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 18 de fevereiro de 2025, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, como organização criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público. A denúncia aponta que Bolsonaro, junto com outras 33 pessoas, tentou abolir o Estado democrático de direito. Em defesa ao seu pai, Flávio Bolsonaro alegou que a acusação é sem provas, criticando a PGR por apresentar uma denúncia “precária” e “incoerente”.
Detalhes da denúncia da PGR
A PGR acusa Bolsonaro de liderar uma organização criminosa que tinha como objetivo subverter a ordem democrática. Entre os crimes imputados ao ex-presidente estão a tentativa de golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, e a violência contra autoridades. Um dos pontos centrais da acusação é uma reunião realizada em dezembro de 2022, onde Bolsonaro, acompanhado de autoridades militares, teria discutido formas de manter o poder. A Polícia Federal (PF) investiga ainda planos como o atentado denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que envolvia ataques a figuras políticas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Relembrando a denúncia da PGR: Golpe de Estado liderado por Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, detalhou em sua denúncia a tentativa de golpe de Estado que teve Bolsonaro como líder. O plano envolvia atentados e tentativas de mobilizar setores militares para apoiar a oposição à ordem democrática. A denúncia também inclui um plano para ataques com substâncias químicas contra figuras políticas, que foi desmantelado pela Operação Contragolpe. Este esquema visa desestabilizar as instituições brasileiras, conforme apontado pela PGR.
O impacto da denúncia para o futuro de Bolsonaro
O caso ainda será analisado pela Primeira Turma do STF, que decidirá se há elementos suficientes para a abertura de uma ação penal. Caso isso aconteça, Bolsonaro e os demais envolvidos enfrentarão um processo judicial com consequências políticas e jurídicas significativas.
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