Geraldo Jr reaparece e diz que derrota também é de Lula e Jerônimo em Salvador
Vice-governador disse não lamentar pelo resultado negativo e parabenizou ex-aliado Bruno Reis pela reeleição
Divulgação
O vice-governador Geraldo Jr (MDB) voltou a aparecer publicamente, nesta terça-feira (15), depois de sumir no último dia 6, em decorrência do fracasso das eleições municipais de 2024, ao ficar apenas com o terceiro lugar, atrás do prefeito reeleito Bruno Reis (União Brasil) e do professor Kleber Rosa (PSOL). A última aparição do emedebista foi ao votar, pela manhã, no Colégio São Paulo, no bairro do Itaigara. Após o resultado da eleição, ele cancelou a coletiva marcada no seu comitê de campanha e apenas divulgou uma nota reconhecendo a derrota.
Geraldo Jr computou somente 10,33% dos votos e abriu margem para uma vitória histórica ainda no 1º turno de seu ex-aliado Bruno Reis, que somou 78,67% dos votos. Em sua primeira entrevista nesta manhã, o emedebista afirmou que a derrota também é do PT, do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues em Salvador. Segundo o vice-governador da Bahia, a população soteropolitana não entendeu o recado de que “Jerônimo e Lula foram 15 em Salvador”, mas a perda na disputa não é motivo de lamentação e sim de aprendizado. Além disso, mesmo diante das críticas que fez à atual gestão municipal durante a sua campanha, ele parabenizou o prefeito pela sua reeleição.
“Aprendemos isso, as vitórias nós comemoramos e as derrotas nós não choramos por elas e nem ficamos lamentando. As pessoas me perguntam ‘a esquerda não esteve com você como esteve com Jerônimo Rodrigues em 2022?’ Eu não vou ficar aqui fazendo nenhum patrulhamento acerca disso, nem vou fazer nenhuma medição se parte da esquerda caminhou comigo ou com Kleber Rosa. O que nós temos a certeza é que está consolidado um processo de extrema-direita em Salvador. Quero, inclusive, parabenizar o prefeito Bruno Reis, desejar boa sorte a ele e que as críticas que fiz da política, ele as absorva e me tenha à disposição para trocar ideias”, afirmou em entrevista à Rádio Metrópole.
Para Geraldo Jr, o resultado trágico das eleições não dizem respeito apenas sobre o seu nome, já que a derrota não é só dele, e sim da aliança política liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O emedebista acatou a sugestão do atual presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), que é seu amigo próximo e teve três conversas por telefone após a eleição, ao reafirmar que o resultado negativo teria sido de todo o grupo político.
“A derrota é de Geraldinho, do MDB e da aliança. Lançamos um candidato a prefeito em Juazeiro, fui à convenção, e havia 700 pessoas. A vitória em Juazeiro é do MDB ou da aliança? É da aliança política. Assim como os 32 prefeitos que elegemos, sob a liderança do MDB. A cada um cabe a sua consciência e a sua responsabilidade”, acrescentou.
Apesar de ter ficado com o terceiro lugar na disputa eleitoral da capital baiana, Geraldo não fugiu da responsabilidade da derrota, citou o “aprendizado” da eleição e disse que o resultado negativo não pode voltar a se repetir. Questionado sobre esta repercussão para as eleições estaduais de 2026, o vice-governador frisou que esta é uma decisão de Jerônimo, que já afirmou que não vai “antecipar as coisas”, e da direção de seu partido.
“Nós fomos derrotados na eleição e eu perdi. O grupo político perdeu a eleição, a aliança política em [torno do] meu nome perdeu a eleição. O que nós precisamos fazer? Pegar lições desta derrota para não errarmos mais. Vai ficar aí o aprendizado para as próximas eleições, não só para mim, mas para um grupo político que tomou uma decisão. Eu estou no compromisso com o governador Jerônimo Rodrigues para 2026. É uma decisão que recai ao governador e à direção do meu partido”, destacou o emedebista.
Questionado sobre as recorrentes críticas que a sua campanha sofreu, principalmente na estratégia de robotizar o seu discurso e nacionalizar as disputas eleitorais, Geraldo Jr disse que esta foi a decisão do grupo político. “Não sou eu que decide, é o líder político do processo que é o governador Jerônimo Rodrigues em consonância com a aliança. Eu fui para as ruas e dei o melhor de mim. Eu fui a todos os debates pelos veículos de comunicação, eu não me furtei de discutir a cidade. Talvez as pessoas não tenham entendido a mensagem de que o 13 era 15 em Salvador”, lamentou.
Rodrigo Fernandes
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