O lar que virou família: conheça a Casa de Repouso Meu Aconchego e sua trajetória inspiradora
Instituição nasceu em Sussuarana e hoje está em Brotas, mantendo parcerias e apoio comunitário
Equipe M!
Em uma casa simples, onde o som das conversas se mistura ao riso dos idosos e ao cuidado atento de profissionais, nasceu uma história de afeto que já dura quatro anos. A Casa de Repouso Meu Aconchego, fundada em agosto de 2021 em Salvador, é fruto da dedicação da técnica de enfermagem Nea Ferreira, que transformou sua vocação em missão de vida. O espaço, que hoje abriga 34 moradores, consolidou-se como referência de acolhimento e cuidado humanizado, mostrando que é possível unir profissionalismo e amor em um mesmo endereço.
“Eu só vivo para eles. Hoje até minha família, quando eu não vou, vem para aqui”, declarou Nea Ferreira durante a conversa, resumindo em poucas palavras a entrega que move seu trabalho.
De cuidadora a fundadora de uma instituição
A jornada de Nea no universo do cuidado começou muito antes da criação da instituição. Ao longo dos anos, atuou como cuidadora em hospitais, ambulâncias e outras unidades de saúde. Foi nesse período que viveu uma experiência marcante: acolheu em sua própria casa uma pessoa idosa sem família, experiência que plantou a semente do que viria a ser seu projeto de vida.
A ideia de criar uma casa de repouso nasceu desse desejo de oferecer um espaço seguro e afetuoso para quem não tinha a quem recorrer. Sem recursos financeiros ou grandes apoios institucionais, Nea decidiu alugar um imóvel simples em Sussuarana, que antes havia funcionado como escola. O espaço estava longe do ideal, mas foi suficiente para dar forma ao sonho. Com a ajuda da mãe, da filha e de alguns profissionais que acreditaram na proposta, surgiu a primeira fase da Casa de Repouso Meu Aconchego.
“Não tínhamos idosos, mas tínhamos profissionais na casa. E aí chegou um, e todos os profissionais e esse um na casa, daí foi me motivando pra evoluir mais ainda”, relembra Nea.

Crédito: Equipe M!
Evolução e mudanças de endereço
Aos poucos, o Meu Aconchego foi se tornando conhecido em Salvador. A dedicação da equipe e o tratamento humanizado chamaram atenção de famílias em busca de um lugar confiável para seus parentes. O imóvel em Sussuarana, entretanto, revelou-se pequeno e pouco atrativo para alguns. Foi então que a instituição mudou-se para Nazaré, onde permaneceu por alguns anos até se estabelecer, de forma definitiva, no bairro de Brotas — endereço atual.
Nesse percurso, a casa recebeu apoios fundamentais. A Casa do Caminho, por exemplo, contribuiu com cestas básicas e consultas médicas para idosos em situação mais vulnerável. Essas parcerias ajudaram a consolidar a credibilidade da instituição e ampliaram sua rede de confiança junto à comunidade.
Reconhecimento e superação de desafios
O crescimento não veio sem desafios. Em certo momento, a instituição foi alvo de denúncias relacionadas à organização. O episódio poderia ter abalado o projeto, mas acabou servindo de virada.
“Nós abrimos a instituição no dever de cuidar, mas a gente tinha um déficit de organização. Essa denúncia veio com Dra. Ana Rita, que é promotora de justiça, e ela deu oportunidade que a gente participasse de workshops. Lá conhecemos várias coisas onde a instituição precisava caminhar”, contou Nea.
A partir daí, a Casa de Repouso Meu Aconchego passou a adotar protocolos técnicos mais rígidos, alinhando sua atuação às exigências legais e reforçando a qualidade dos serviços oferecidos.

Crédito: Equipe M!
Rotina de cuidado e integração familiar
Hoje, os 34 idosos que vivem no Meu Aconchego contam com acompanhamento diário de psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, técnicos de enfermagem e cuidadores. A presença de grupos religiosos também contribui para criar momentos de espiritualidade, convivência e alegria.
Mas, para Nea, o envolvimento das famílias é essencial. “Os momentos de festa a família tem que estar na residência também, nas terças, quintas, sábado e domingo fazendo a interação com eles”, explica.
Esse contato frequente é estimulado como forma de preservar vínculos afetivos e combater o isolamento. Nos fins de semana, por exemplo, é comum que alguns idosos passem o dia com os familiares, retornando no fim da tarde — prática que reforça a integração entre vida comunitária e familiar.
Um espaço de acolhimento e continuidade
Com quatro anos de trajetória, a Casa de Repouso Meu Aconchego já pode ser considerada uma referência em Salvador. Mais do que um espaço de cuidados, é um ambiente que valoriza a dignidade, a saúde e a convivência. Para Nea, cada etapa vencida é prova de que a persistência e a fé em sua missão foram fundamentais para transformar um início simples em um projeto duradouro e respeitado.
Manter essa estrutura, no entanto, exige esforço contínuo. São desafios diários que envolvem desde a gestão administrativa até o acompanhamento individualizado de cada residente. Ainda assim, o retorno vem em forma de sorrisos, gratidão e confiança de famílias que reconhecem na instituição um porto seguro para seus idosos.

Crédito: Equipe M!
Como apoiar a Casa de Repouso Meu Aconchego
O Meu Aconchego mantém-se com a ajuda de parceiros, doações e contribuições dos próprios idosos, através do benefício do INSS. Quem deseja colaborar pode fazê-lo de diferentes formas — seja com apoio financeiro, doação de materiais ou mesmo oferecendo tempo e afeto aos residentes.
Doe – Casa de Repouso Meu Aconchego
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