Wagner surpreende e lança nome do MST para comandar PT na Bahia após derrota interna
Líder do governo Lula no Senado anunciou apoio ao militante Tássio Brito para presidência estadual do partido, prometendo ‘mergulhar’ na campanha
Reprodução/Instagram @tassiobrito
Após manter uma posição de neutralidade pública na disputa interna pelo comando do PT baiano, o senador Jaques Wagner (PT) decidiu assumir novamente o protagonismo na sucessão estadual da legenda. Durante um almoço com lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) neste último sábado (26), em Salvador, o líder do governo Lula no Senado anunciou o apoio ao militante Tássio Brito para a presidência estadual do partido, prometendo “mergulhar” na campanha.
Tássio, que tem origem no MST, foi apresentado como o nome que Wagner defenderá pessoalmente no processo eleitoral interno, previsto para ocorrer em julho. “Me perguntaram se eu teria coragem de apoiar um nome do MST para presidente do PT. Se eu tive um secretário do MST, como é que não posso ter um presidente?”, declarou o senador, referindo-se ao deputado federal Valmir Assunção (PT), liderança histórica do movimento e ex-secretário estadual no seu governo.
Reunião da CNB
O anúncio foi feito no mesmo dia em que a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior dentro do PT baiano, realizava uma plenária decisiva na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). No encontro, que reuniu mais de 600 filiados, a CNB derrotou o plano do atual presidente estadual, Éden Valadares, de tentar costurar um consenso para a sucessão. A corrente aprovou, por unanimidade, a decisão de lançar candidatura própria, sepultando as chances de Éden emplacar um sucessor de seu interesse.
Essa derrota acentuou o enfraquecimento político do atual dirigente petista, que desde a desistência de disputar a reeleição vinha tentando evitar que a CNB formalizasse uma candidatura independente, o que lhe permitiria alguma margem de negociação com outras correntes. Sem apoio suficiente, Éden acabou deixando a reunião antes mesmo do encerramento, interpretado por muitos como uma evidência de seu isolamento dentro do partido.
Para petistas, o movimento de Wagner neste domingo indica que ele decidiu intervir diretamente ao perceber que Éden perdeu as condições de liderar o processo. A leitura é que o senador busca manter o controle sobre o PT da Bahia, algo considerado crucial para garantir a unidade interna e sustentar o governo de Jerônimo Rodrigues (PT), eleito em 2022 com seu apoio.
Reunião com Jerônimo Rodrigues
Além de anunciar o nome de Tássio Brito, Wagner informou que ainda neste domingo teria uma reunião com o governador para apresentar a escolha e buscar o seu endosso. Apesar disso, nos bastidores, circula a informação de que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também estaria se movimentando discretamente para apoiar outro nome: o ex-presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação.
O encontro do MST contou ainda com a presença de figuras importantes do partido, como os deputados federais Valmir Assunção e Jorge Solla, o ex-ministro Edinho Silva — que disputa a presidência nacional do PT — e lideranças ligadas ao ex-deputado Nelson Pelegrino. Durante o evento, a ex-deputada Lucinha do MST chegou a se referir a Wagner como “o dono da porra toda”, arrancando uma careta de reprovação do senador, mas sintetizando a percepção de seu peso político na legenda.
Militante agradece apoio
Pouco depois do anúncio, Tássio Brito publicou uma foto ao lado de Wagner, agradecendo discretamente pelo apoio. Nos próximos dias, a movimentação interna deve se intensificar, uma vez que a CNB também pretende apresentar seu candidato até o dia 8 de julho. O pleito promete ser acirrado, com reflexos diretos na condução do partido nos próximos anos e na preparação para as eleições municipais de 2026.
A definição sobre quem comandará o PT da Bahia deve envolver, além das disputas internas, uma avaliação cuidadosa sobre o perfil que melhor represente a unidade do partido diante de uma base cada vez mais heterogênea — e num cenário nacional em que a legenda busca consolidar apoio para o projeto de reeleição do presidente Lula.
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