Empresário condenado por matar a mulher é preso em condomínio de luxo na Bahia
Condenado pelo homicídio de Fernanda Orfali, Sérgio Nahas foi localizado em condomínio de luxo em Praia do Forte
Divulgação
O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, condenado pelo assassinato da esposa Fernanda Orfali, ocorrido em maio de 2002, foi preso no último sábado (17), em um condomínio de luxo na Bahia. A captura ocorreu quase 24 anos após o crime, depois da confirmação definitiva da condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento imediato da pena.
O homicídio aconteceu no apartamento onde o casal morava, no bairro de Higienópolis, região central de São Paulo. Fernanda Orfali tinha 28 anos quando foi atingida por um disparo no peito, após pedir a separação. Desde então, o caso atravessou diferentes instâncias do Judiciário, com sucessivos recursos apresentados pela defesa, mantendo o empresário em liberdade por mais de duas décadas.
A defesa de Sérgio Nahas se manifestou por meio da advogada Adriana Machado Abreu. Segundo ela, o empresário é uma “pessoa íntegra, idosa, com questões graves de saúde e que não tinha interesse em ficar foragido”.
Crime ocorreu após pedido de separação
De acordo com as investigações, o assassinato ocorreu após Fernanda Orfali confrontar o marido por questões pessoais e comportamentais. A apuração apontou que ela questionava o uso abusivo de cocaína por parte de Nahas e um relacionamento amoroso que ele mantinha com uma travesti. Após a discussão, Fernanda foi baleada no peito dentro do apartamento do casal.
Durante todo o processo, provas periciais reunidas pela acusação indicaram a autoria do disparo por parte do empresário. O Ministério Público sustentou a tese de homicídio, enquanto a defesa alegou que Fernanda sofria de depressão severa e teria cometido suicídio. A família Orfali sempre rejeitou essa versão, afirmando que Fernanda nunca realizou tratamento psiquiátrico.
Julgamento ocorreu 16 anos depois do assassinato
Apesar do crime ter ocorrido em 2002, o julgamento de Sérgio Nahas só aconteceu 16 anos depois, em razão da tramitação prolongada do processo. Ele foi condenado em júri popular por homicídio simples, sem qualificadoras, recebendo inicialmente a pena de sete anos de prisão em regime semiaberto.
O Ministério Público recorreu da decisão, e a pena foi elevada para oito anos e dois meses de prisão. À época do crime, ainda não estavam em vigor a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, nem a Lei do Feminicídio, criada apenas em 2015, o que influenciou o enquadramento jurídico da condenação.
STF confirmou pena e determinou prisão imediata
Mesmo após a condenação, Nahas permaneceu em liberdade enquanto apresentava recursos às instâncias superiores. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, que confirmou a pena e determinou o cumprimento imediato da prisão, inicialmente em regime fechado. A defesa ainda apresentou embargos, prolongando a execução da sentença até o trânsito em julgado.
Em junho de 2025, o juiz da 1ª Vara do Júri de São Paulo, Roberto Zanichelli Cintra, expediu o mandado de prisão contra o empresário e determinou sua inclusão na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para permitir a captura caso ele estivesse fora do Brasil. Havia, inclusive, o receio de que Nahas estivesse no exterior, já que pertence a uma família de alto poder aquisitivo, de origem sírio-libanesa.
Prisão ocorreu em Praia do Forte
No último sábado (17), Sérgio Nahas circulava livremente pelas ruas de Praia do Forte, local onde havia passado a lua de mel com Fernanda seis meses antes do crime. Ele foi identificado por meio de câmeras de videomonitoramento e reconhecimento facial, que confirmaram a existência de um mandado de prisão em aberto.
O empresário foi localizado no condomínio Kawai, situado na Praia dos Artistas, no centro da localidade. Durante a abordagem policial, não houve resistência. Com ele, os agentes encontraram 17 pinos de cocaína, três aparelhos celulares, um carro modelo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo.
A advogada Adriana Machado Abreu informou que Nahas mora na Bahia desde o ano passado e afirmou não ter conseguido contato com o cliente após a prisão. Por esse motivo, preferiu não comentar a apreensão da droga mencionada pela polícia.
Família aponta uso de recursos para atrasar processo
Para o advogado da família Orfali, Davi Gebara, o longo tempo de tramitação do caso está diretamente ligado à condição financeira do empresário. Segundo ele, o alto poder aquisitivo permitiu a apresentação sucessiva de recursos ao longo dos anos.
“Observamos um padrão de atraso processual, com apresentação sucessiva de recursos e embargos”, afirmou.
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