Vixe! Políticos pressionados por agiotas. Aliados apontam cenário favorável para Jerônimo. ACM Neto aposta em reviravolta e prega mudança. E a disputa pelo DC
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Equipe M!
Pressão dos agiotas
Tem político, com e sem mandato, sem dormir à noite por conta da pressão de agiotas para o pagamento de dívidas de campanha. Tem ex-vereador e deputado sendo pressionados para pagar os valores relacionados às últimas disputas eleitorais. Informações que chegam dão conta que um ex-parlamentar quase infartou. Outro tentou suicídio. Um terceiro chegou a ser sequestrado e depois libertado para providenciar o pagamento da dívida. A situação tá complicada para muitos atores da política, tanto na capital quanto no interior.
Cenários pré-eleição
Faltando pouco menos de um ano para a eleição, o cenário se desenha hoje de forma mais favorável para o governador Jerônimo Rodrigues (PT) que para o seu principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), conforme dizem aliados do PT na Bahia. Óbvio que eleição ganha é eleição com urna aberta e, até o dia 4 de outubro de 2026, muita coisa vai acontecer. Ao analisar o cenário atual durante conversas com o deputados de governo e oposição, percebemos, no entanto, o esforço da gestão estadual para minimizar os problemas que atingem o governo petista e embalar o sonho da reeleição. É muita informação!

Governador acessível
Mantendo as condições atuais de temperatura e pressão, os deputados da base apostam na vitória do petista ante seu adversário. Na Assembleia Legislativa, muitos falam que os quase 20 anos do PT no governo não têm gerado tantos desgastes para o atual governador. Teve parlamentar afirmando que, assim como era com Rui Costa, na gestão atual não é percebida a famosa “fadiga” ou “cansaço de material, pelo longo período do partido à frente da gestão estadual. Muitos dizem até que Jerônimo tem conseguido imprimir um ritmo intenso de trabalho, já tendo rodado mais de 340 municípios, tendo sua forma acessível no relacionamento interpessoal como um ponto positivo. “Aliado a isso, o governador tem uma articulação política eficiente, que avança sobre os prefeitos da oposição, o fortalece e mimimiza os problemas da sua gestão”, explicou um experiente parlamentar ao Portal M!.

Crédito: Amanda Ercília/GOVBA
Falta uma marca
Como aspecto negativo, fala-se que falta uma marca para o governador e seu governo. Dizem que há muitas promessas de obras e projetos a serem colocados em prática até a próxima eleição e que, até lá, serão construídos mecanismos para conectar o governador com a população. Aliado à falta de uma marca, muitos deputados também criticam a ausência de um gerentão do governo, que melhore a prestação dos serviços à população. Há quem diga que “tem muita coisa pra ser mostrada ainda” e que haverá o fortalecimento das campanhas de divulgação, permitindo que a sociedade perceba os avanços. Isso pode acontecer, caso as estratégias realmente sejam colocadas em prática até o próximo ano.

Crédito: Gleisy Canedo/Equipe M!
Debandada de prefeitos
Já do lado do ex-prefeito ACM Neto, o cenário parece não ser tão positivo assim, sobretudo devido à debandada política de muitos de seus aliados. Pelas contas extraoficiais da articulação política do PT, são mais de 340 prefeitos apoiando o governador e seu grupo. No entanto, Neto e seus aliados insistem em dizer que prefeito ajuda, mas não resolve a eleição. “Quando o povo quer mudança, não há prefeito que segure”, como enfatizou ontem um parlamentar, ao lembrar das vaias disparadas contra o governador, no município de Mucugê.

Crédito: Divulgação
Pequenas cidades
Além da debandada de prefeitos, ACM Neto conta com apoio de poucos partidos aliados. Sem penetração nas pequenas e médias cidades, ele se vê obrigado a reforçar as mudanças pela pelas cidades pólos do estado. “Neto tem encontrado dificuldade para construir agendas no interior”, admitiu um deputado ligado ao União Brasil. No entanto, o mesmo parlamentar destacou que o cenário nacional vai influenciar “sobremaneira” a disputa eleitoral na Bahia. “É importante a gente ter a consciência que não tem eleição ganha de véspera. São quase 20 anos de governo do PT, que acumula índices negativos em vários setores e mostra o cansaço do partido no Estado”, completou.

Foto: Divulgação
Dança das cadeiras
Deputados da Bahia já começaram a se movimentar nos bastidores para a eleição de 2026. A deputada estadual Fabíola Mansur, por exemplo, deve deixar o PSB até março, quando começa a janela partidária, período permitido pela legislação eleitoral para trocas de partidos. Apesar da boa relação que mantém com a cúpula do PSB, a chegada dos deputados do PP à sigla ameaça a sua reeleição para o parlamento baiano. Um dos possíveis destinos é o Avante, do ex-deputado Ronaldo Carletto. Outra opção é o PSD, do senador Otto Alencar. Fabíola tem a presidente da Assembleia, Ivana Bastos, como madrinha para essa mudança.

Crédito: Vanner Casaes
Guerra de narrativas
Se tem uma coisa que o governo do PT e seus aliados tem conseguido é vencer a guerra de narrativas contra seu principal adversário no estado, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e seu grupo politico. Desde a campanha passada, o postulante do União Brasil tem perdido as batalhas de comunicação travadas com os adversários. Foi assim na campanha de 2022, quando o PT desgastou Neto no episódio da autodefinição da cor parda, usada pelo então candidato no processo eleitoral. Foi tanto desgaste que a esquerda deitou e rolou sobre o “negão da Graça”. Agora, a história se repete, mas com enredo diferente entre os dois grupos políticos.
Obrigados a recuar
De um lado, petistas e aliados têm ganhado as redes e o noticiário com a narrativa de que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento para investigar o custeio de cursos de pós-graduação pagos pela Prefeitura de Salvador, destinados à vice-prefeita Ana Paula Matos e à secretária municipal da Fazenda, Giovana Victer. A primeira não chegou a ter o doutorado junto à Fundação Dom Cabral, orçado em R$ 203 mil, vetado. Já a outra, a titular da Sefaz, que tinha seu doutorado avaliado em mais de R$ 183 mil, teve a autorização da especialização barrada pela Justiça baiana.

Crédito: Divulgação
Sem licitação
Na outra extremidade desse ringue, eis que o staff da oposição, leia-se, de pessoas ligadas a ACM Neto e Bruno Reis, tentam tornar público que o governo da Bahia destinou mais de R$1 milhão para custear cursos de mestrado para servidores estaduais, incluindo nomes que ocupam cargos comissionados, sem vínculo efetivo com o Estado. O investimento sem licitação garante 15 vagas em uma turma de mestrado na Fundação Getúlio Vargas (FGV). No entanto, apesar da divulgação, o staff da oposição tem perdido a guerra de narrativas com os players do governo Jerônimo. Certamente, estão precisando ajustar a estratégia de comunicação e a reação aos ataques dos adversários, sob o risco de terem mais desgastes, quando não deveriam.

Crédito: Flickr
Especializações frustradas
Basta lembrar que dados do Portal da Transparência mostraram que, mesmo antes do inicio das aulas do mestrado, dia 8 de outubro, os servidores do Estado tinham sido beneficiados com R$ 382,3 mil, já pagos à FGV em 14 parcelas, sendo a maior delas (R$ 83,8 mil) quitada em 8 de julho. E, apesar disso, o desgaste para os atores do governo ficou muito distante do sofrido pelas secretárias do prefeito Bruno Reis, que foram obrigadas a suspender as especializações que seriam custeadas pelo erário público.

Crédito: Equipe M!
A disputa pelo DC
O ex-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, assumiu na última semana o comando do DC (Democracia Cristã) na Bahia. Ele ascendeu ao posto através da articulação direta do prefeito de Salvador, Bruno Reis, que tenta manter a sigla na base de apoio da oposição, já que Bruno e seu antecessor, ACM Neto, caminham para perder o apoio do PRD no estado, que será comandado pelo deputado Marcinho Oliveira, que namora abertamente com o PT.

Divulgação/Prefeitura de Feira de Santana
Queda de braço
O problema é que há conflitos internos no DC, sobre quem ficará efetivamente com a direção do partido. Bruno teria conseguido a indicação de Colbert, após articulação com o presidente nacional da sigla, João Caldas, que é pai do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas. O detalhe é que ambos mantém relação direta também com o presidente Lula e o PT.

Crédito: Reprodução/ Facebook
Troca de favores
Segundo informação obtida pela Coluna Vixe!, apesar de Colbert ter sido anunciado como novo dirigente do DC na Bahia, há um movimento da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, para demovê-lo do comando da sigla. Isso porque, João Caldas teve que se movimentar bastante para conseguir emplacar a irmã, Marluce Caldas, como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que pode ameaça dos planos de Colbert, Neto e Bruno. A conferir.
Prefeitura em dificuldades
A situação financeira da prefeitura de Salvador parece estar bem complicada ainda. Segundo vereadores da própria base do prefeito Bruno Reis, o paradeiro na cidade é geral. As obras não acontecem. Até mesmo insumos estão faltando para a finalização de intervenções, que estão praticamente prontas, mas não são concluídas. “Depois da negar banheiros químicos para os vereadores, agora estamos sabendo que está faltando ferro para terminar alambrados, quadras e campos”, como disse ontem o vereador Alex Alemão, aliado do Palácio Thomé de Souza.

Crédito: Dircom/CMS
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