Vixe! Jerônimo aponta critérios para chapa de 2026, defende Seponte e evita anunciar titular da pasta. Os arrependidos da PEC e o final feliz no Senado
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Chapa que não desagregue
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tentou minimizar, nesta quarta-feira (24), a queda de braço existente em seu grupo político, com vistas à montagem da chapa majoritária de 2026. Em entrevista ao Grupo Lomes de Comunicação, ele falou sobre o movimento do ministro Rui Costa em disputar o Senado, numa chapa puro sangue do PT, o que ameaça a aliança com o PSD no estado. “Vamos ter uma chapa competitiva, porque nós vamos eleger o presidente Lula. Queremos uma chapa competitiva para o Senado, para a Câmara, Assembleia e para o governo do estado. Então é um critério, é um princípio, ter uma chapa competitiva. Qual o segundo? Uma chapa que não desagregue o time. Sempre tem um puxa e estica e nós vamos sentar, temos conversado com o Lídice, com Otto, com os partidos e nós vamos conseguir, na hora certa, chegar a um consenso”.

Crédito: Feijão Almeida/GOVBA
Sem caciques
Sem citar nomes, o governador aproveitou para alfinetar seu principal adversário, o ex-prefeito ACM Neto, do União Brasil. Na entrevista, ele disse que na hora certa iria chamar os aliados e dizer: “Olha, a chapa vai ser essa. Não vai ser de cima para baixo, como alguns fizeram no passado. Nós não trabalhamos com cacique. A gente senta. É por isso que tem esse puxa-estica, porque a gente senta numa mesa democrática, aqui não tem dono. Nós temos lideranças nos partidos. Temos um governador que vai sentar, chamar e encontrar uma saída para terminarmos mais fortes, elegendo o presidente Lula e uma bancada forte na Bahia”.

Crédito: Divulgação
Defesa da ponte
E por falar no governador, ele saiu na defesa da Secretaria da Ponte, a Seponte. Nesta quarta, o governo encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia o projeto de lei que prevê a criação da pasta, que terá a função de acompanhar a implantação do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica, através de uma Parceria Público-Privada (PPP). “Não estou chamando de Seponte porque não é só a ponte. A obra é um conjunto de ações e mais, nós estamos constituindo um processo de PPP. Porque, depois da ponte pronta, vai ter a gestão dos pedágios. E é por isso que estou com muita fé de que o consórcio vai antecipar os prazos, que está para 2031, já que, enquanto ela não entregar, não terá receita”, ou seja, não poderá cobrar pedágio.

Crédito: Feijão Almeida/GOVBA
Comando da Seponte
Jerônimo comemorou ainda o fato de o presidente Lula ter incluído a ponte como prioridade no orçamento geral da União e aproveitou para desconversar sobre o nome que vai assumir a
pasta. “Não posso falar agora de secretário nem secretária”, disse ele, evitando responder se a nova secretaria será comandada pelo PDT ou outro partido aliado. Há quem diga que Andréia Mendonça, irmã do deputado Félix Mendonça Júnior, possa ser indicada para o cargo. Antes de o PDT romper com o prefeito Bruno Reis e passar a apoiar o governador do PT, Andréia era a titular da Secretaria Municipal do Mar.

Crédito: Ilustração/GOVBA
Promessas não cumpridas
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, publicou essa semana um vídeo em suas redes sociais afirmando que, prestes a completar três anos no cargo, o governador Jerônimo Rodrigues acumula promessas não cumpridas e resultados abaixo do esperado. Entre os exemplos, ele citou a Policlínica em Barra, a duplicação da Orla Sul de Ilhéus e o Canal do Sertão Baiano, além de obras como a duplicação da Avenida Presidente Vargas em Vitória da Conquista, e a nova rodoviária de Teixeira de Freitas, todas anunciadas pelo governador, mas sem conclusão. Neto também apontou a não execução de grandes obras hídricas, como as barragens de Itapecirica e Morrinhos, e destacou que a Ponte Salvador–Itaparica, prometida há quase 20 anos pelo PT, “virou piada pronta”, sem nenhuma estaca batida.

Crédito: Instagram / @acmnetooficial
Saiu na defesa
Coube ao secretário da Casa Civil da Bahia, Afonso Florence, partir para a defesa do governo. De acordo com ele, são “infundadas e distorcidas” as declarações do ex-prefeito de Salvador a respeito de obras, como a estrada que liga Abaíra ao distrito de Catolés, na Chapada Diamantina. De acordo com Florence, Neto errou até mesmo na informação básica sobre a extensão da obra: “Não são 30 quilômetros, como ele disse. O projeto prevê a pavimentação de 20 km de estrada, dos quais 35% já estão concluídos”, disse ele, ao reforçar que, entre 2023 e 2025, o Governo da Bahia já concluiu ou está tocando mais de 6.800 km de obras em rodovias, por meio de programas como o Bahia em Movimento, somando um investimento de R$ 6,5 bilhões.

Crédito: Divulgação
Justificando o injustificável
É incrível como tem deputado que insiste em criar justificativas para a aprovação da PEC da Blindagem ou a PEC da Bandidagem, como tem sido chamada da proposta aprovada na última semana pela Câmara dos Deputados, que amplia o foro privilegiado, restringe processos criminais contra parlamentares e acrescenta voto secreto às decisões. No último final de semana, milhares de pessoas foram às ruas das maiores cidades do país, em repudio à proposta, que foi derrubada nesta quarta no Senado. Um dos 22 deputados baianos que votou favoravelmente à matéria tentou justificar o injustificável, ao afirmar que a PEC devolvia à medida o caráter previsto na Constituição de 1988.

Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Retrocesso na Câmara
O problema estava justamente aí. Para se oferecer uma denúncia, havia a necessidade de submeter à Mesa Diretora e, consequentemente, ao plenário da Câmara. O que se fazia lá atrás? Quando ofereciam a denúncia, a mesa engavetava, deixando o caso suspenso. Foram mais de 250 na mesma situação. “Com essa nova PEC, a gente deu um prazo de 90 dias para a Mesa Diretora, através do plenário se manifestar, ou seja tem que botar pra votar”, disse o parlamentar, ao minimizar o mecanismo do voto secreto, o que configuraria um retrocesso sem igual no Brasil.
Autorização prévia
Com a PEC da Blindagem, haveria o restabelecimento da exigência de autorização prévia da Casa Legislativa para que parlamentares pudessem ser processados criminalmente. Até 2001, essa era a disciplina vigente na Constituição: a abertura de ação penal contra membros do Congresso dependia de autorização da respectiva Casa. Com a promulgação da Emenda Constitucional 35/2001, contudo, o § 3º do art. 53 passou a dispor que, recebida a denúncia contra senador ou deputado por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, a qual poderá, por iniciativa de partido nela representado e mediante decisão da maioria de seus membros, sustar o andamento da ação até o julgamento final. Assim, o texto constitucional deixou de exigir autorização prévia para o início da persecução penal.
Pegou muito mal
Agora, pegou muito mal o “arrependimento” de deputados federais que votaram favoravelmente à PEC da Bandidagem e depois usaram as redes sociais para se desculpar perante à população. Na Bahia, dos 22 deputados, dois voltaram atrás: Mário Negromonte Júnior (PP) e Gabriel Nunes (PSD). O texto foi aprovado pela Câmara em dois turnos: 353 a 134 votos no primeiro, e 344 a 133 no segundo. A repercussão foi tamanha que o próprio governador Jerônimo criticou a postura dos aliados e disse que eles seriam cobrados pela população pelo voto. “No dia da votação, muda-se o texto sem os deputados saberem, isso com acordo com os partidos e fomos pegos de surpresa. A PEC da Prerrogativa virou a PEC da Blindagem e depois a PEC da Bandidagem”, minimizou Mario Júnior, diante das críticas de oportunismo pela mudança.

Crédito: Equipe M!
Desceu do muro
Outro político que desceu do muro e se posicionou contrário à PEC foi o senador Ângelo Coronel, do PSD. O filho dele, o deputado Diego Coronel, votou favoravelmente à proposta na Câmara. “Recebi o texto que foi aprovado na Câmara, olhei e vi que essa PEC precisa ser arquivada. Essa PEC não vem à tendência expectativa do povo brasileiro. Então, seguindo a tendência do nosso partido, do nosso presidente Otto Alencar, que já tinha se posicionado, eu quero aqui dizer que também votarei pelo arquivamento dessa matéria”, disse.

Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado
Na contramão
Uma pesquisa divulgada essa semana pelo Ipespe ajuda a explicar o que levou a população às ruas no último final de semana e pressionou os senadores para sepultar a medida. “Há muito não se via um rechaço tão contundente da opinião pública a uma inciativa da Câmara Federal, que se colocou na contramão do sentimento da sociedade”, como disse o cientista político Antonio Lavareda, diretor do instituto, referindo-se ao resultado que identificou 72% contra a proposta e apenas 22% a favor.

Crédito: Divulgação
Termômetro das ruas
Segundo a pesquisa, o sentimento contrário à PEC englobava 81% dos eleitores de centro e 51% dos que se dizem de direita e 93% dos de esquerda. Quando o corte é o voto em Lula ou em Bolsonaro ficou assim: 52% dos bolsonaristas e 87% dos lulistas rejeitam a PEC. Sinal de que ou os bolsonaristas esquecem essa tese ou podem perder votos para outros candidatos à direita de Lula.

Crédito: @celiasantosfotos via Instagram/@danielamercury
Nas mãos dos senadores
Após a aprovação feita pela Câmara dos Deputados, todas as atenções se voltaram para o Senado, que enterrou definitivamente a PEC. Os deputados estavam sendo acusados, até mesmo por congressistas do Centrão, de ter se exposto “sozinhos e à toa” ao aprovar o texto, sem um alinhamento prévio com a outra Casa. Como antecipou nos últimos dias o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD), a comissão sepultou a PEC, impedindo que chegasse ao plenário, numa derrota simbólica para o bolsonarismo no Congresso Nacional.

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado
Homenagem na Câmara
O desembargador eleitoral, Ricardo Borges Maracajá, receberá na próxima sexta-feira (26), às 9h, a medalha Thomé de Souza, no Plenário da Câmara Municipal de Salvador. A iniciativa foi proposta pelo vereador Duda Sanches pelos relevantes serviços prestados por Maracajá à corte eleitoral, à advocacia e à administração pública.

Crédito: Divulgação
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