Vixe! Aleluia quer provar que ‘a Bahia não é de esquerda’. As candidaturas da oposição e a força da máquina. Jerônimo terá R$ 120 bi do PAC e mais de R$ 23 bi para investir
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A Bahia não é de esquerda
O ex-deputado federal José Carlos Aleluia, recém filiado ao Partido Novo, reafirmou, nesta última terça-feira (26), sua pré-candidatura ao governo baiano para as eleições de 2026. Fora da política partidária desde que perdeu a última, Aleluia tem criticado duramente a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmado que sua principal motivação é “provar que a Bahia não é de esquerda”, apresentando-se como alternativa ao grupo que governa o Estado há quase 20 anos.

Crédito: Kayo Magalhaes/Agência Câmara
Volta ao jogo
Deputado federal por seis mandatos, Aleluia contou que havia se afastado da política, mas decidiu retomar a carreira por acreditar que o Estado atravessa uma fase de retrocessos: “Eu estava com a chuteira pendurada, mas resolvi voltar porque o time que eu defendo, que é a Bahia, está perdendo muito. Voltei para mostrar que a Bahia, sobretudo o interior, não é de esquerda”. E emendou: “É claro que há prefeitos e lideranças que apoiam o governo estadual, mas muitos fazem isso por governismo, para tentar ajudar suas cidades. Acredito que é possível construir uma alternativa real ao Partido dos Trabalhadores”.

Crédito: Ananda Borges Pimentel/Câmara dos Deputados
A Bahia na pauta
Essa semana, inclusive, Aleluia teve uma longa conversa com o ex-ministro e ex-deputado federal Antonio Imbassahy, do PSDB. “Nós estamos muito preocupados. Entendemos que a Bahia não se resolve sozinha, a Bahia seguramente será afinada com o Brasil e é importante que se tenha em mente isso”, disse o ex-deputado, ao afirmar que estão trabalhando pela convergência, que passa necessariamente pela união de forças da centro-direita no cenário nacional. “Nosso único objetivo é não deixar que o período do PT na Bahia passe de 20 anos. Então, eu vou provar que nem a capital nem o interior do estado são de esquerda”.
Duas candidaturas?
Aleluia diz que o cenário de 2026 está em aberto. A oposição no Estado pode ter apenas uma ou até duas candidaturas na Bahia, mas que qualquer cenário só será traçado após a confirmação das candidaturas nacionais. “É importante ter em mente que a eleição nacional é relevante para o Brasil e relevante também para a Bahia. Então, nós temos que trabalhar nas duas vertentes”, disse ele, ao enfatizar que a junção de forças dos partidos de centro e direita nacionalmente fortalece e induz a uma unidade aqui no Estado. A conferir.

Crédito: Valter Pontes
A chapa montada
Há quem diga, inclusive, que a candidatura de Aleluia ao governo baiano seja pra marcar território e, lá na frente, ocupar uma das vagas ao Senado pela Bahia, na provável chapa de ACM Neto ao governo. Dentro dessa composição, outro nome citado para a segunda vaga ao Senado é o de Imbassahy. “Confirmando esse prognóstico, poderíamos ter ainda a deputada federal Roberta Roma na vaga de vice, fortalecendo a presença da mulher nas decisões do estado”, disse um quadro do União Brasil, ao destacar que esse cenário colocaria o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), na disputa por um mandato de deputado federal, em Brasília.
Desgaste de Lula
Para Aleluia, o Brasil enfrenta uma crise institucional sem precedentes, que impacta diretamente na vida dos cidadãos. “Temos um presidente ultrapassado, que não tem mais condições de governar. O Judiciário saiu da sua ‘caixa’, o Congresso está enfraquecido e o Executivo ainda pior. O Brasil anda de lado, mas a Bahia desce a ladeira”, disse Aleluia, ao falar que vê sinais de desgaste do governo atual. “O ciclo da esquerda no país está perto do fim”, reforçou ele, ao tecer duras críticas ao, até então intocável, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Roma aceita conversar
Já o presidente do PL na Bahia, João Roma, reafirmou sua pré-candidatura ao governo, mas disse acreditar que existe uma torcida cada vez maior por sua aliança com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) nas eleições do próximo ano. “Essa aliança passa também pelo cenário nacional, mas é como Roberta (Roma) falou: ‘mais importante do que discutir nomes é discutir o futuro da Bahia’ porque precisamos mudar esse período de 20 anos do PT, que, infelizmente, não foi e não está sendo bom para os baianos”.

Crédito: Valter Pontes/PMS
Máquina turbinada
Engana-se quem pensa que a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues é um problema difícil de se resolver. Conforme publicamos na última semana, o núcleo duro do governo vê os desgastes do grupo como “fáceis” de serem resolvidos. “Basta lembrar que a máquina administrativa bem usada tem o poder de reverter o cenário de desgaste atual e embalar a candidatura do governador à reeleição”, como enfatizou um deputado governista. Em dois anos e oito meses, foram 19 pedidos de empréstimos aprovados na Assembleia Legislativa, totalizando R$ 23 bilhões até agora.

Crédito: Amanda Ercília/GOVBA
Obras do PAC
Além dos recursos advindos dos empréstimos, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) terá R$ 120 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), reservados pelo presidente Lula, para investir até 2026. Recentemente o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), José Trindade, revelou que, dentro desses recursos, há cerca de R$ 600 milhões para serem investidos em Salvador, só em obras de macrodrenagem. “São investimentos em infraestruturas, em escolas, em creches, investimentos que ajudam o setor privado também a estar levando desenvolvimento para cada canto do nosso Estado”.

Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Máquina azeitada
O mais impressionante, segundo informação de duas pessoas que transitam com desenvoltura pela governadoria, é que existe a expectativa real para execução dessas obras em todo Estado. “A Bahia pode se tornar um verdadeiro canteiro de obras no próximo ano. Se você juntar o recurso dos empréstimos, mais o dinheiro do PAC, você terá quase R$ 150 bilhões para investir. Ou seja, terá condição de reverter qualquer desgastes provocado pelo tempo, mostrando que o governador e o PT conseguem continuar trabalhando para entregar soluções para os problemas dos baianos”, como disse um secretário, que pediu para não se identificar.

Crédito: Portal M!
Na espreita
Agora, caso os recursos não apareçam e as obras não saiam do papel, o governador pode pagar um preço alto pelo não cumprimento das promessas aos prefeitos e lideranças no interior. Zé Cocá (PP), de Jequié, Zé Ronaldo (UB), de Feira de Santana, Hildécio Meireles (UB), de Cairu, são apenas alguns exemplos de prefeitos que podem marchar com o PT ou continuar na oposição. Vai depender justamente da capacidade de entrega e execução do petista e sua equipe.

Crédito: Instagram @zecocaoficial
As obras de Jerônimo
E mais, se no começo do governo as obras entregues pelo governador Jerônimo eram colocadas na conta do antecessor Rui Costa, a expectativa é que as próximas ações sejam creditadas à sua própria gestão. Explico: a carteira de projetos da gestão passada já foi praticamente toda executada. “Os projetos e entregas que irão acontecer terão uma marca e o carimbo do atual governador”, disse um secretário, ao citar como exemplo obras nos municípios, como a nova ligação entre Mata de São João e Praia do Forte.

Crédito: Instagram @ptbahia
À espera por Tarcísio
Cresce cada vez mais a expectativa pela confirmação, ou não, da candidatura à presidência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Na Bahia, a eventual confirmação da candidatura dele enche de ânimo os integrantes da oposição no Estado. Essa semana, inclusive, o governador de São Paulo teve sua pré-candidatura praticamente lançada por integrantes do seu partido, o Republicanos. Ele, por sua vez, teceu dura as críticas ao governo Lula e fez um discurso de projeção nacional. A menos de uma semana do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou a pauta defendida pelos conservadores e fez uma cena claro ao mercado.

Crédito: Pablo Jacob/GOVSP
Cheque em branco
Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza, do PCdoB, negou que seja contra qualquer pedido de empréstimo da prefeitura, referindo-se às duas mensagens que tramitam na Casa, somando mais de R$1 bilhão. No entanto, ela disse que questionava o fato de tomar um empréstimo para pagar outro empréstimo, “isso é um cheque em branco”. Os PLs 338 e 339, segundo ela, “não falam que o empréstimo é para construir um hospital, porque se fosse estava justificado”. “Mas o que o prefeito está pedindo é um cheque em branco para alimentar o orçamento, para não cair na situação de déficit fiscal”, completou a vereadora que se esqueceu que o mesmo aconteceu com seu aliado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que acabou de aprovar um projeto de Lei na Assembleia Legislativa da Bahia justamente para renegociação de dívidas anteriores no valor de R$ 4,5 bilhões.

Crédito: Antonio Queirós/CMS
Laços refeitos
O presidente do PL na Bahia, João Roma, disse que a coincidência de agendas com o ex-prefeito ACM Neto, neste fim de semana, contribuiu para a superação do distanciamento pessoal e político que ocorreu nos últimos 2 anos. “Neste final de semana, participamos em Conquista do primeiro evento juntos. Isso mostra uma sinergia, uma convergência. E depois a deputada Roberta participou de um evento social com ACM Neto e sua esposa. A deputada fez até uma publicação nas redes sociais que me deixou muito feliz porque sela uma superação desse momento de campanha”, afirmou Roma em entrevista para a Rádio Cardeal FM.
Crédito: Instagram @robertaroma.ba
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