Sequestro, tiroteios e caos: prefeito de Salvador expõe falhas do governo estadual
Bruno Reis responsabiliza governador Jerônimo Rodrigues pela escalada da violência na capital baiana e em todo Estado
Equipe M!
A crise na segurança pública da Bahia voltou a ser alvo de críticas por parte do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Em entrevista para o Portal M!, na manhã desta terça-feira (18), o gestor municipal responsabilizou o governo do Estado pelo aumento da violência e citou casos recentes, como o sequestro do presidente estadual do PV, Ivanilson Gomes, e um tiroteio na Avenida Paralela, que deixou dois feridos.
Segundo Bruno Reis, a cidade tem enfrentado um crescimento alarmante da criminalidade e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não tem conseguido conter a situação. A declaração foi dada durante o anúncio da programação do aniversário de Salvador, que completa 476 anos no próximo dia 29, realizado no Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves, no centro da capital baiana.
“A gente viu a Paralela se transformar em um palco de guerra. Infelizmente, um estudante foi baleado. Estamos todos em oração, rezando por sua recuperação. No mesmo dia, houve o sequestro de um dirigente partidário. Infelizmente, essa é a realidade da segurança pública da Bahia”, disse o prefeito ao Portal M!.
Sequestro de presidente do PV expõe insegurança na capital
O presidente estadual do Partido Verde (PV), Ivanilson Gomes, foi sequestrado na última sexta-feira (14) dentro da sede do partido, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Após passar cerca de 34 horas em cativeiro, ele foi libertado no sábado (15) e, desde então, a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) intensificou as investigações, resultando na prisão de quatro suspeitos.
Entre eles, Gabriel Luis, secretário estadual da Juventude do PV, que confessou envolvimento no crime, alegando ter cedido à pressão de traficantes do bairro Nordeste de Amaralina, onde mora. Outros três suspeitos foram presos nesta segunda-feira (17), um na Ilha de Itaparica e dois no bairro da Ribeira, em Salvador.
De acordo com Bruno Reis, o Governo do Estado é incapaz de melhorar a realidade da segurança na Bahia.
“Está claro, mais do que comprovado, que essa turma que está aí não tem condições de mudar essa realidade”, disse Bruno ao Portal M!.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os detidos foram levados para uma unidade especializada da Polícia Civil, onde passaram por exames e seguem sob custódia. As autoridades não descartam a participação de mais envolvidos e continuam as investigações para identificar outros possíveis criminosos.
Tiroteio na Avenida Paralela deixa feridos e causa pânico
A violência se espalhou por Salvador também na sexta-feira (14), quando uma perseguição policial terminou em um intenso tiroteio na Avenida Luís Viana Filho, conhecida como Paralela. O confronto começou no bairro Trobogy, onde policiais identificaram um veículo com placa clonada e iniciaram a abordagem. Dois suspeitos tentaram fugir, dando início à perseguição.
Para o prefeito de Salvador, a gestão estadual demonstra incapacidade de oferecer respostas efetivas no combate à criminalidade.
“O que a gente vê a cada dia é o aumento do descontrole, a incapacidade do governo de dar as respostas que a sociedade espera no combate ao crime e à marginalidade”, bradou Bruno Reis ao Portal M!.
Durante a troca de tiros, um dos criminosos foi baleado, assim como uma mulher que estava na garupa de uma motocicleta por aplicativo e passava pelo local. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Roberto Santos.
O tiroteio gerou caos no trânsito da Paralela, especialmente no sentido Iguatemi, causando congestionamentos e assustando motoristas e pedestres. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver a tensão no local e os impactos da ação policial na mobilidade da cidade. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos.
Guarda Municipal não substitui papel do Estado
Ao abordar o papel da Guarda Civil Municipal (GCM) no enfrentamento da violência, Bruno Reis destacou que a instituição tem suas atribuições bem definidas e não pode ser responsabilizada por problemas que competem ao governo estadual. Segundo ele, a atuação da Guarda Municipal não substitui o papel do Estado na segurança pública.
“A Guarda não tem nada a ver com tráfico de drogas, brigas de facções ou sequestros. Esse não é o papel da Guarda. Ela vem aumentando suas atribuições, cumprindo até funções que caberiam ao Estado, mas que não são realizadas. No entanto, atua sempre dentro de suas competências e atribuições”, explicou o prefeito ao Portal M!.
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