Rogério Ceni completa 2 anos no Bahia com títulos, recordes e busca por novos feitos
Treinador soma longevidade rara no futebol brasileiro, supera crises e recoloca o Tricolor entre os protagonistas nacionais
Divulgação/ECBahia
O técnico Rogério Ceni chegou, nesta terça-feira (9), à marca de 2 anos no comando do Bahia. Em um período marcado por altos e baixos, o treinador consolidou sua passagem com conquistas históricas, longevidade incomum no futebol brasileiro e metas que ainda podem ampliar seu legado no Esquadrão de Aço.
À frente do clube desde setembro de 2023, Ceni foi contratado em meio a um cenário de instabilidade, quando o Tricolor lutava contra o rebaixamento. Dois anos depois, transformou o ambiente com títulos, classificações inéditas e a confiança da diretoria. Com 140 jogos, 75 vitórias, 28 empates e 37 derrotas, o técnico tem aproveitamento de 60,24% e já figura entre os nomes mais relevantes da história do Bahia.
Longevidade rara no comando tricolor
Entre os treinadores em atividade na Série A, apenas Abel Ferreira, do Palmeiras, está há mais tempo no cargo do que Rogério Ceni. No Bahia, ele é o técnico mais longevo do século XXI e o segundo com mais jogos no Brasileirão, atrás apenas de Evaristo de Macedo. A continuidade permitiu ao treinador atravessar períodos de forte contestação, sem perder o respaldo da diretoria do Grupo City, que apostou na manutenção do projeto mesmo em momentos de crise.
A permanência de Ceni resultou em uma guinada de desempenho. Sob seu comando, o Bahia voltou à Copa Libertadores após 35 anos e protagonizou campanhas consistentes no Campeonato Brasileiro. Em 2025, coroou o trabalho com a conquista do 51º Campeonato Baiano e do pentacampeonato da Copa do Nordeste, feitos que afastaram a cobrança por títulos que ainda pairava sobre o treinador.
De crises à retomada de confiança
A trajetória de Rogério Ceni no Bahia não foi linear. Sua estreia, com goleada sobre o Coritiba, trouxe esperança, mas o time só confirmou a permanência na elite na última rodada do Brasileirão de 2023. No ano seguinte, a chegada de reforços de peso como Everton Ribeiro e Caio Alexandre trouxe expectativa de voos maiores. Contudo, derrotas no Ba-Vi e a queda de rendimento no segundo turno provocaram protestos e pedidos por sua saída.
Mesmo sob pressão, o treinador manteve-se no cargo e alcançou vaga histórica na Libertadores. Em 2025, após reforços e ajustes táticos, liderou um time mais competitivo, que se redimiu em campo com títulos regionais e estabilidade no Brasileirão, apesar de tropeços dolorosos, como a goleada sofrida para o Mirassol.
Conquistas e novos desafios
O título estadual e o pentacampeonato nordestino foram marcos importantes para Ceni, que passou a figurar entre os treinadores mais vitoriosos do clube. A classificação para as fases decisivas da Copa do Brasil, em 2025, trouxe ainda mais confiança para o projeto.
Agora, o técnico mira um objetivo ainda maior: conquistar um título nacional com o Bahia. Em entrevistas recentes, destacou que esse é seu maior sonho no comando do Tricolor e que a continuidade do trabalho aumenta as chances de realizar esse feito.
Legado em construção
Dois anos após sua chegada, Rogério Ceni se consolida como símbolo de estabilidade e ambição no Bahia. Entre críticas e consagrações, transformou desconfiança em resultados e abriu caminho para uma nova era do clube. A trajetória do treinador no Esquadrão é marcada por resiliência e o próximo passo pode ser justamente aquele que ainda falta para eternizar seu nome: levantar um troféu nacional com as cores azul, vermelha e branca.
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