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Tripulantes são diagnosticados com malária no porto de Santos

Os dois pacientes estavam em navios que haviam chegado ao Brasil após passar pelo continente africano

Na última semana, dois tripulantes foram internados com malária após atracarem no porto de Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), os dois pacientes estavam em navios com bandeira das Ilhas Marshall, que haviam chegado ao Brasil após passar pelo continente africano.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi determinada a desinsetização das duas embarcações onde os pacientes foram identificados e a testagem dos demais tripulantes. Os tripulantes infectados seguem internados com acompanhamento de infectologista.

Considerada como um problema grave nos países tropicais e sub-tropicais, a malária é uma das doenças com maior impacto na morbidade e mortalidade da população localizada nesta zona. De acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), somente em 2021 foram registrados 247 milhões de casos da doença em todo o mundo. Destes casos, cerca de 619 mil resultaram em morte.

O que é a Malária?

A malária é uma doença infecciosa, causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito prego (Anopheles). É uma doença que tem cura, porém, pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Os sintomas incluem mal-estar, calafrios, seguidos de suor intenso e prostração. No caso de infecção do tipo falciparum, pode ocorrer anemia grave podendo resultar em morte.

No Brasil, a maioria dos casos de malária concentram-se na região Amazônica, com 99% dos casos e, de acordo com o Ministério da Saúde,  mais de 80% dos casos registrados fora dessa região são importados dos estados pertencentes à área endêmica e outros países amazônicos ou do continente africano.

Malária na Bahia

Um estudo publicado pelo The Brazilian Journal of Infectious Diseases mostra que, entre 2017 e 2022, foram 301 casos de malária registrados na Bahia, sendo 2018 o ano com a maior quantidade de casos registrados.

Ainda segundo o estudo, a maior prevalência da doença no estado durante o período avaliado foi nas regiões Sul e Leste, com 92 casos cada, seguido do Extremo Sul do estado, com 85 registros, que somados resultam em 89,37% do número total da doença no estado.

A pesquisa também identificou que a faixa etária mais atingida na Bahia foi entre 20 e 39 anos, com 140 casos, seguido de 40 a 59 com 80 casos. De todos os registros,  71,09% do total de pacientes notificados nesse período é do sexo masculino.

A última morte por malária registrada pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) foi em maio deste ano, em Salvador, em um paciente que estava internado no Hospital Couto Maia. De acordo com o órgão, o caso foi considerado importado pois a pessoa não morava no estado.

Anteriormente, as duas mortes pela doença no estado aconteceram seis anos antes do último registro, em 2018, na cidade de Wenceslau Guimarães, quando o município passava por um surto de malária.

Outro caso conhecido foi o do cantor Tony Salles, que contraiu a doença em 2017, após cumprir agenda de shows na cidade de Malabo, na Guiné Equatorial. O cantor ficou internado durante 14 dias, no Hospital Aliança, na capital baiana, recebendo o tratamento da enfermidade juntamente com acompanhamento de infectologista.

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Foto: Reprodução/Unicamp