Oncologista Rodrigo Guedes explica comportamentos de risco e faz alerta sobre como você pode prevenir câncer colorretal
Segundo coordenador da Oncologia da Rede D’Or, Rodrigo Guedes, doença é 3° tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil

O câncer colorretal, terceiro tipo mais comum entre homens e mulheres no Brasil, pode ser prevenido com a adoção de hábitos saudáveis. Essa foi a principal mensagem do evento realizado no Shopping Barra, em Salvador, promovido pela Oncologia D’Or em parceria com a Rádio Mix Salvador (104.3 FM). A ação fez parte da campanha “Em Março Somos Todos Azul-Marinho”, que busca conscientizar sobre a importância da prevenção e do rastreamento da doença.
Durante a programação, o coordenador da Oncologia da Rede D’Or, médico Rodrigo Guedes, conversou com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, e enfatizou os principais fatores de risco e as medidas preventivas.
“Em março, celebramos o Mês Azul-Marinho, dedicado à conscientização sobre o câncer colorretal. Para você ter uma noção, 45 mil pessoas serão diagnosticadas com esse tipo de câncer em 2025. O impacto é grande, mas o mais importante é ressaltar que o estilo de vida influencia diretamente no desenvolvimento da doença”, destacou o médico.
Fatores de risco para o câncer colorretal
De acordo com Rodrigo Guedes, alguns hábitos aumentam consideravelmente as chances de desenvolver o câncer colorretal. Segundo ele, “a alimentação é um fator essencial” e “uma dieta rica em embutidos, enlatados, ultraprocessados e pobre em fibras, legumes e vegetais eleva o risco da doença”. O médico também chama atenção que “sedentarismo e a obesidade também são fatores que contribuem para o surgimento do câncer colorretal”.
“Além disso, tabagismo e consumo excessivo de álcool aumentam ainda mais as chances de desenvolver a doença”, alertou.
A prevenção, segundo o especialista, está diretamente ligada ao combate a esses fatores de risco. “Precisamos adotar uma alimentação equilibrada, rica em fibras, vegetais e legumes, praticar atividades físicas regularmente e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Pequenas mudanças no dia-a-dia fazem toda a diferença”, explicou.
Papel do rastreamento na prevenção
Além de evitar comportamentos de risco, o rastreamento é essencial para detectar a doença em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de cura. “O rastreamento consiste em exames realizados antes mesmo dos sintomas aparecerem, com o objetivo de detectar lesões precoces. A colonoscopia é um exame fundamental e recomendado pelas sociedades médicas em todo o mundo. Ele deve ser feito a partir dos 45 anos até os 70 anos para identificar tumores antes mesmo de apresentarem sintomas”, explicou Rodrigo Guedes.
Segundo ele, o exame pode fazer toda a diferença na vida de um paciente. “O corpo fala. Quando identificamos um tumor precocemente, as chances de cura são muito maiores. Por isso, é essencial que todos que estão dentro da faixa etária recomendada realizem o exame”, enfatizou o médico.
Sinais de alerta: quando procurar um médico?
Embora o rastreamento seja indicado para pessoas acima de 45 anos, é essencial que qualquer pessoa, independentemente da idade, fique atenta aos sinais que o corpo dá. “Você precisa se conhecer. Qualquer anormalidade nos hábitos intestinais deve ser avaliada por um médico. Entre os sinais de alerta estão dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada, alteração do hábito intestinal, como diarreia ou constipação frequente, e presença de sangue nas fezes”, detalhou o oncologista.
O médico fez um alerta específico aos jovens, que muitas vezes não estão na faixa etária recomendada para exames preventivos. “Se você tem menos de 45 anos e percebe algum desses sintomas, é fundamental buscar um médico. Muitas vezes, as pessoas associam sangramentos retais à hemorroida e deixam de investigar. Mas só um médico pode dar esse diagnóstico”.
“Se houver qualquer alteração incomum, procure ajuda imediatamente”, reforçou.
Importância da conscientização
O evento promovido pela Oncologia D’Or e pela Rádio Mix Salvador foi mais um passo na direção de ampliar o conhecimento da população sobre o câncer colorretal. Além das palestras e rodas de conversa, a ação contou com videocasts exclusivos apresentados pela jornalista Dandara Barreto, trazendo informações essenciais para a prevenção e o tratamento precoce da doença.
Confira entrevista completa:
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