Alimentação, piscinas e viagens: os principais perigos para pets no fim de ano
Veterinárias alertam para alimentos tóxicos, riscos em piscinas e cuidados essenciais durante viagens
Reprodução/Petz
As ceias de fim de ano, o período de férias escolares e as mudanças na rotina das famílias também impactam diretamente os animais de estimação. Mesas fartas, alimentos inadequados, casas de praia, piscinas e a mudança de ambiente aumentam os riscos de intoxicações, acidentes domésticos e afogamentos, especialmente entre cães e gatos.
Médicos-veterinários ouvidos pelo Portal M! alertam que a prevenção começa com informação, supervisão constantee escolhas conscientes, sobretudo em um período em que os atendimentos veterinários por ingestão indevida de alimentos e acidentes domésticos tendem a crescer.
Ceias fartas escondem alimentos tóxicos para pets
Especialista em nutrição animal, a médica-veterinária Paula Rocha explica que o risco não está apenas na quantidade de comida oferecida aos pets, mas sobretudo no tipo de alimento e nos temperos utilizados nas ceias.
“As ceias de fim de ano costumam ser muito fartas. Temos carnes como suíno, peru e bacalhau, além de muitos condimentos. Esses temperos não são indicados para cães e gatos”, alertou a especialista, proprietária do PetDupark na Pituba.
Segundo Paula, alguns itens comuns à mesa são altamente tóxicos para os animais. Entre eles estão:
- uvas e uvas-passas;
- frutas cristalizadas;
- chocolate;
- carambola;
- alimentos muito gordurosos ou doces;
- ossos, que podem causar engasgos e perfurações no estômago e intestino.
“Esses alimentos podem provocar desde intoxicações leves até quadros graves, dependendo da quantidade ingerida e da sensibilidade do animal”, explicou.
A médica-veterinária Juliana Marback, especialista em clínica geral e dermatologia, reforça o alerta. “Praticamente todos os alimentos típicos das ceias exigem cautela. Os ossos são especialmente perigosos, pois podem causar lesões no trato gastrointestinal”, pontuou.
Sintomas de intoxicação exigem ação imediata
Os sinais mais comuns de intoxicação alimentar incluem salivação excessiva, vômito, diarreia, prostração e alterações no comportamento. Para Paula Rocha, a recomendação é clara: não esperar o quadro se agravar.
“A partir do momento em que houve ingestão de um alimento inadequado, o ideal é levar o animal ao atendimento veterinário. O protocolo vai depender do que ele comeu e da quantidade ingerida”, explicou ao Portal M!.
Juliana Marback acrescenta que, quando os sintomas são persistentes, a busca por atendimento deve ser imediata. “Quanto mais cedo o animal for avaliado, maiores são as chances de evitar complicações”, destaca.
Piscinas representam risco real em casas de praia
Durante as férias, muitas famílias levam seus pets para casas de praia ou de veraneio, onde o risco de acidentes aumenta, especialmente em locais com piscina. Juliana Marback orienta que o animal só deve circular nessas áreas sob supervisão direta do tutor.
“Na ausência de alguém para acompanhar, o ideal é manter a piscina coberta ou cercada”, afirma.
Paula Rocha chama atenção para um erro comum entre tutores: acreditar que o fato de o animal saber nadar elimina o risco. “O pet pode se cansar e não conseguir sair da piscina. Já tivemos casos de óbito com esse histórico”, relata.
Por isso, o uso de colete salva-vidas é fortemente recomendado. “Ele se torna um item fundamental para evitar afogamentos”, completa Juliana.
Boias de proteção e barreiras físicas também ajudam a reduzir riscos, especialmente em ambientes desconhecidos.
Viagens e mudanças de ambiente exigem cuidado extra
Além dos riscos físicos, a mudança de ambiente pode gerar estresse, sobretudo em gatos. “O gato é muito sensível, não gosta de barulho nem de mudanças. A recomendação é tentar montar um ambiente o mais próximo possível do habitual, sem grandes modificações”, explica Paula Rocha.
Manter objetos familiares, como caminhas, brinquedos e arranhadores, ajuda a reduzir a ansiedade e facilita a adaptação durante as viagens.
Identificação do pet é indispensável
Independentemente de viajar ou não, a identificação do pet é considerada obrigatória neste período. Paula Rocha destaca que plaquinhas com nome do animal e telefone do tutor são essenciais para contato imediato em caso de fuga ou qualquer outra ocorrência. Sempre que possível, a microchipagem também é indicada como medida complementar de segurança.
Rayllanna Lima
Rayllanna Lima é jornalista e especialista em Marketing e Growth, movida pelo desejo de transformar dados em narrativas que informam, conectam e inspiram. Autora do livro Renascer, reúne experiências em veículos de comunicação, agências e empresas dos setores de energia e pesquisa de mercado, com foco em integrar pessoas, marcas e propósito.
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