Rui Costa diz que Lula escolheu Miriam Belchior para assumir a Casa Civil em abril
Ministro deve permanecer no posto até o último dia de março, garantindo que a transição ocorra sem sobressaltos administrativos
Wuiga Rubini/GOVBA
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou, nesta quinta-feira (29), que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o comando do ministério assim que ele deixar o cargo para disputar as eleições de 2026. Segundo o ministro, a decisão já foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Rui Costa deve permanecer no posto até o último dia de março, garantindo que a transição ocorra sem sobressaltos administrativos no início de abril.
A escolha de Miriam Belchior é vista como uma solução de continuidade para os projetos estratégicos do governo, como o Novo PAC. O ministro reforçou que a prioridade de Lula é promover nomes que já compõem as atuais equipes ministeriais.
“Ela já foi ministra do Planejamento, é uma pessoa excepcional, trabalha muito, é uma técnica competente. Não vai ter nenhuma descontinuidade, a equipe é a mesma”, declarou Rui Costa em entrevista à Rádio 95 FM de Jequié.
‘Chapa puro-sangue’ e o imbróglio na Bahia
A saída de Rui Costa da Casa Civil marca o seu retorno oficial ao cenário político baiano para a composição de uma chapa majoritária do PT ao Senado, ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA). Este desenho, contudo, consolida o que vem sendo chamado de “chapa puro-sangue”, o que gera um impasse direto com o PSD. O movimento isola o atual senador Angelo Coronel (PSD), que pleiteava a reeleição com o apoio do grupo governista liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O imbróglio envolve a resistência do PSD em abrir mão de sua cadeira no Senado em favor de uma chapa composta exclusivamente por petistas. A decisão de Rui Costa de se lançar ao Legislativo federal, com as bênçãos de Lula, impõe um desafio à unidade da base aliada na Bahia, uma vez que o PSD é um dos principais pilares de sustentação política no estado e detém o controle de centenas de prefeituras.
Reforma ministerial em larga escala
A movimentação na Casa Civil é apenas uma peça de uma reforma ministerial recorde. A estimativa é que 23 dos 38 ministros deixem o governo até abril para concorrer a cargos eletivos. Além de Rui Costa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também sinalizou que deve deixar a pasta em fevereiro. Embora Haddad tenha evitado cravar o nome de seu secretário-executivo, Dario Durigan, como sucessor, o modelo de substituição técnica deve ser o padrão adotado pelo Planalto.
Lula tem defendido que a manutenção das equipes é fundamental para evitar o risco de descontinuidade em projetos essenciais a seis meses das eleições. “O presidente quer manter as equipes porque não faz sentido fazer mudança geral agora”, explicou Rui Costa.
Entre outros nomes que devem deixar o primeiro escalão estão Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente).
Estratégia para o Senado e palanques regionais
A estratégia do PT em nacionalizar as candidaturas de seus principais ministros visa fortalecer a bancada no Senado e garantir palanques regionais robustos para a reeleição de Lula. Na Bahia, a avaliação é que a dupla Jaques Wagner e Rui Costa possui capital político suficiente para vencer o pleito, mesmo sob o risco de uma fratura com o PSD de Angelo Coronel e Otto Alencar (PSD).
Para Rui Costa, o foco nos próximos dois meses será concluir as entregas prioritárias da Casa Civil antes de se dedicar integralmente à campanha em solo baiano. A ascensão de Miriam Belchior ao cargo de ministra garante que a interlocução com governadores e prefeitos, bem como a gestão dos investimentos federais, permaneça sob o controle de uma técnica de total confiança do Palácio do Planalto e do próprio ministro que se despede.
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