Plebiscito por direitos chega a Salvador: luta contra escala 6×1 e por taxação de fortunas começa sábado
Mobilização nacional propõe plebiscito popular com foco na redução de carga horária, justiça fiscal e melhores condições de trabalho
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A capital baiana foi escolhida como um dos pontos de partida da mobilização nacional organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que irão promover no próximo sábado (24), na Praça da Piedade, o lançamento do Plebiscito Popular por Direitos. O ato, marcado para 10h, contará com membros do PT Bahia, partidos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais e tem o objetivo de escutar a população sobre temas considerados urgentes no contexto trabalhista e fiscal brasileiro.
De acordo com Lucinha do MST, secretária Nacional de Movimentos Populares do PT-BA, o plebiscito é uma iniciativa de consulta simbólica que busca estimular o debate público em torno de propostas como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala 6×1 – regime que exige seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso – e a taxação de grandes fortunas
“O plebiscito será um instrumento importante para dialogar com a classe trabalhadora em todos os níveis. Aborda temas que fazem parte do cotidiano, como o excesso de jornada e a injustiça tributária”.
Propostas envolvem jornada mais justa, fim da escala 6×1 e justiça tributária
A consulta popular organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo também defende a isenção de Imposto de Renda para trabalhadores com rendimentos de até R$ 5 mil mensais, contrapondo-se ao modelo atual, considerado injusto por sobrecarregar as camadas mais pobres da população. Já a proposta de taxação recai sobre pessoas com rendimentos superiores a R$ 50 mil por mês, buscando maior equilíbrio no sistema tributário nacional.
Embora não tenha validade legal, o plebiscito é usado como instrumento de mobilização e conscientização, funcionando como forma de pressionar o Congresso Nacional a debater temas que afetam diretamente o cotidiano da classe trabalhadora. De acordo com os organizadores, votações simbólicas e debates públicos serão realizados em escolas, comunidades, sindicatos e locais de trabalho ao longo do ano.
O ato em Salvador marca o início de uma campanha nacional articulada por partidos como PT e PCdoB, além de movimentos como o MST, centrais sindicais e coletivos populares. A proposta é unir forças em defesa de uma pauta comum que envolve melhores condições de trabalho e maior justiça econômica.
“O PT, um partido que sempre esteve e estará ao lado dos trabalhadores, vai para as ruas e para as redes defender uma jornada digna de trabalho aos brasileiros. Não é justo que os brasileiros estejam sobrecarregad0s por cargas excessivas, que lhes extenuam e que lhes roubam o direito de ter uma vida digna”, disse Rafaella Rios, secretária de Movimentos Populares do PT Bahia
Modelo 6×1 é alvo de críticas por impacto na saúde e no convívio social
A escala 6×1, que obriga o trabalhador a atuar seis dias seguidos com apenas um de descanso, é apontada pelos organizadores como uma das principais causas de adoecimento físico e mental entre os profissionais brasileiros. Segundo Gustavo Mascarenhas, da Frente Povo Sem Medo, essa rotina excessiva compromete o bem-estar dos trabalhadores, limita o tempo disponível para a vida familiar e prejudica o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
“O fim da escala 6×1 é, hoje, uma das pautas mais urgentes do país. O plebiscito é uma forma de garantir participação direta da população nas decisões que afetam sua vida”, disse Mascarenhas.
Além disso, a proposta de redução da jornada semanal, sem perda salarial, é apresentada como alternativa viável para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida. A campanha argumenta que experiências internacionais demonstram que jornadas mais curtas podem gerar ganhos em saúde, engajamento e eficiência no ambiente de trabalho.
Participação popular é estratégia para fortalecer demandas sociais
A consulta popular também tem como objetivo ampliar a participação direta da sociedade em temas normalmente restritos ao debate institucional. A expectativa é que o plebiscito funcione como ferramenta de escuta ativa da população, criando um canal de diálogo entre movimentos sociais e trabalhadores de diferentes setores.
Ao levar os temas para espaços públicos e cotidianos, a mobilização pretende construir uma base social mais informada e engajada, capaz de influenciar a agenda política nacional.
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