Lula critica Bolsonaro por defender anistia e diz que ex-presidente busca perdão em vez de provar inocência
Durante visita ao vietnã, lula afirmou que anistia não é prioridade no congresso e criticou bolsonaro, que ironizou as acusações
Ricardo Stuckert / PR
Durante visita oficial ao Vietnã, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por defender que os envolvidos nos atos de 8 de janeiro recebam anistia. Lula argumentou ainda que Bolsonaro, agora réu em um processo que o acusa de tentativa de golpe, junto com seus aliados, busca perdão político em vez de tentar provar sua inocência judicialmente.
“Ele não está querendo nem se defender porque sabe, no subconsciente dele, que fez todas as bobagens de que está sendo acusado”, afirmou Lula.
A declaração ocorre no contexto do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou réus Bolsonaro e sete de seus aliados por tentativa de golpe de Estado. A defesa do ex-presidente argumenta que ele não assinou nenhuma minuta de teor golpista e nega envolvimento direto nos atos antidemocráticos.
Lula afirma que anistia não é prioridade para o Congresso Nacional
Ainda durante declarações no país asiático, Lula ressaltou que a anistia não é uma prioridade para o Congresso Nacional e que não discutiu o tema com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.
“Eu acho que anistia não é o tema principal neste instante. Tem muita coisa importante no Congresso Nacional que pretendo discutir. E é isso que, quando eu voltar para o Brasil, vou conversar com o Hugo e com o Alcolumbre. Tenho certeza de que a anistia não é um tema principal para ninguém, a não ser para quem está se culpabilizando”, afirmou.
O STF recebeu a denúncia contra Bolsonaro e seus aliados em 26 de março, tornando-os réus na Justiça. Entre os acusados estão figuras de alto escalão do governo Bolsonaro, como o general Walter Braga Netto, o general Augusto Heleno e o deputado Alexandre Ramagem. Até maio, a Corte avaliará a abertura de ações penais contra outros 26 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Bolsonaro reage e ironiza acusações
Em resposta às declarações de Lula, Bolsonaro utilizou suas redes sociais para criticar as investigações e ironizar as acusações contra ele. “Só um imbecil ou um canalha compra esse papo de plano de assassinato”, escreveu o ex-presidente na plataforma X (antigo Twitter).
A declaração de Bolsonaro veio após Lula afirmar, em entrevista no Japão, ocorrida na última quinta-feira (27), que o ex-mandatário teria conspirado para um atentado contra ele, seu vice, Geraldo Alckmin, e o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. “É visível por todas as provas que ele tentou contribuir para meu assassinato”, disse Lula.
Bolsonaro também citou o atentado que sofreu durante a campanha de 2018, em Juiz de Fora (MG), e tentou desqualificar as acusações atuais. “A única pessoa que tentaram matar fui eu”, declarou.
O impacto da discussão sobre anistia no Congresso
Enquanto Lula descarta a possibilidade de anistia, Bolsonaro tem se articulado em favor de um projeto de lei que visa perdoar os presos pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro. Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, há 191 votos a favor da anistia na Câmara dos Deputados. Entre os 421 parlamentares que responderam ao levantamento, 126 se declararam contrários à proposta, enquanto 104 optaram por não se manifestar.
Alguns deputados defendem penas mais brandas para os envolvidos, mas rejeitam a extensão do perdão a Bolsonaro. Esse cenário reforça a polarização política em torno do ex-presidente e pode dificultar sua situação judicial.
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