Haddad reforça isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil e promete continuar ‘fazendo justiça social’
Ministro frisou que, caso o projeto avance, apenas 140 mil contribuintes passarão a pagar mais Imposto de Renda
Ricardo Stuckert / PR
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou, nesta segunda-feira (30), o apoio à aprovação do projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês. Conforme o ministro, se o projeto for aprovado ainda em 2025, mais de 10 milhões de brasileiros deixarão de pagar imposto.
“E outros cinco milhões que ganham até R$ 7 mil por mês que pagarão menos imposto do que pagam hoje. Teremos 25 milhões de famílias pagando nada ou menos do imposto de renda”.
Haddad informou ainda que, caso o projeto avance, apenas 140 mil contribuintes passarão a pagar mais IR. Segundo ele, estas pessoas ganham acima de R$ 1 milhão por ano. As declarações foram feitas durante o lançamento do Plano Safra 2025/26 da agricultura familiar, em Brasília.
Isenção até dois salários mínimos entra em vigor em 2025
O ministro comentou também a proposta já aprovada na Câmara dos Deputados, que altera a tabela mensal do IR para garantir isenção a quem ganha até dois salários mínimos, hoje equivalente a R$ 3.036. “São 10 milhões de brasileiros que já deixaram de pagar imposto de renda”, afirmou. Haddad aproveitou para criticar a ausência de atualização da tabela durante a gestão anterior.
Ele defendeu o combate às distorções do sistema tributário. “Vamos continuar fechando brecha para o andar de cima passar a pegar imposto. Vamos fechar todos os jabutis criados do ordenamento jurídico. Isso não é aumento de imposto”, disse ele, que seguiu. “Vamos continuar fazendo justiça social. Podem gritar”.
Durante a cerimônia, Haddad destacou indicadores econômicos do atual governo. “O senhor (Lula) tem a menor taxa de desemprego da história, com PIB em alta, dólar em queda e inflação em queda. A renda cresce, felizmente, acima da inflação de alimentos. Essa é a economia que o senhor está criando para o País”, afirmou.
Haddad encerrou o discurso reforçando o papel do setor agropecuário na política econômica do governo. “O campo é um dos setores que mais recebe estímulo do governo federal e com novos recordes batidos hoje com o maior Plano Safra da história”, declarou.
“Vamos acabar pela segunda vez com a fome neste País durante seu mandato. O Plano Safra permite continuidade da produção de alimentos”.
Plano Safra da Agricultura Familiar bate recorde
O governo federal lançou, nesta segunda-feira (30), no Palácio do Planalto, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26 com crédito de R$ 78,2 bilhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os valores estarão disponíveis de 1º de julho até junho de 2026.
O volume representa alta de 2,89% em relação à safra anterior e, segundo o Planalto, é o maior já registrado. “Além do valor recorde, conseguimos manter taxas de juros acessíveis, especialmente para a produção de alimentos essenciais, mesmo em um cenário econômico desafiador, garantindo que o agricultor familiar tenha condições justas de financiamento”, declarou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.
Somadas todas as políticas públicas voltadas à agricultura familiar, o total de recursos chega a R$ 89 bilhões, ante R$ 85,7 bilhões na temporada passada. Os valores incluem compras públicas (R$ 3,7 bilhões), seguro agrícola (R$ 5,7 bilhões pelo Proagro Mais), assistência técnica (R$ 240 milhões), garantia-safra (R$ 1,1 bilhão) e a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (R$ 42,2 milhões).
As taxas de juros variam entre 0,5% e 8% ao ano, conforme o tipo de financiamento e o perfil do produtor. Na atual safra, o intervalo vai de 0,5% a 6% ao ano. O aumento nas taxas foi de até dois pontos percentuais, como já havia sido antecipado pelo sistema Broadcast.
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