G20 Brasil: ministros da Agricultura reafirmam compromisso com sustentabilidade e combate à fome
Declaração ressalta que agricultura sustentável é crucial para segurança alimentar e ambiental
Líderes agrícolas das 20 maiores economias do mundo assinaram, na última sexta-feira (13), um compromisso para promover a agropecuária sustentável, combater a fome e enfrentar as mudanças climáticas. A declaração foi assinada pelos ministros de agricultura, desenvolvimento agrário, agricultura familiar, pesca e aquicultura dos países do G20, no encerramento do grupo de trabalho da Agricultura do G20 Brasil.
O documento ressalta que “a agricultura sustentável e resiliente é crucial para a segurança alimentar e nutrição global, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, promovendo a revitalização rural e fornecendo meios de subsistência para milhões de pessoas em toda a agricultura e sistemas alimentares, e para conservar os ecossistemas naturais vitais que sustentam a vida”. O compromisso é dividido em quatro prioridades: “sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos”; “a contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional”; “o reconhecimento do papel essencial da agricultura familiar, camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais para sistemas alimentares sustentáveis, saudáveis e inclusivos”; e “a promoção da integração sustentável da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.”
“Como membros do G20, estamos comprometidos em tornar a agricultura e os sistemas alimentares mais sustentáveis por meio da cooperação técnica, compartilhando melhores práticas e promovendo inovações que abordem os desafios globais de segurança alimentar e nutrição e desenvolvimento sustentável”, dizem os ministros.
A maior parte do documento é dedicada às preocupações com a segurança alimentar, nutricional e saudável da população mundial. Os ministros saudaram a proposta do Brasil de estabelecer uma “aliança global contra a fome e a pobreza”, destacando que “84% dos pobres do mundo residem em áreas rurais”.
Eles aguardam com expectativa o lançamento da Aliança na Cúpula dos Líderes do G20 em novembro. “Para apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza ao mesmo tempo em que reduzimos as desigualdades ao ampliar a implementação de políticas públicas por meio de parcerias globais para o desenvolvimento sustentável”, diz trecho.
A declaração também menciona a necessidade de “fortalecer políticas públicas para uma agricultura e sistemas alimentares resilientes e sustentáveis”, enfatizando que “a agricultura e os sistemas alimentares sustentam a segurança alimentar e a nutrição globais, o desenvolvimento e a revitalização rural, a gestão e o uso sustentáveis dos recursos naturais e sua conservação para as gerações futuras”. Os ministros vinculam a segurança alimentar à preservação e restauração da biodiversidade e das florestas.
O desmatamento foi outro tema abordado, com os líderes do G20 destacando a necessidade de “travar e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030”. Eles recomendaram políticas e programas que “aumentem a renda, reduzam as emissões de gases de efeito estufa e fortaleçam a resiliência, a produção e a produtividade, os meios de subsistência, a nutrição, a eficiência hídrica e a saúde humana, animal, vegetal e ambiental, ao mesmo tempo em que reduzem a perda e o desperdício de alimentos e a perda e a degradação dos ecossistemas, levando em consideração as circunstâncias nacionais”.
Sobre o clima, a declaração do G20 agro defende “modelos agrícolas sustentáveis adaptados às realidades e características locais, que contribuem para a resiliência climática, a conservação da biodiversidade” e para mitigar os efeitos adversos das mudanças climáticas. Os ministros apoiaram a inovação, a integração tecnológica e o compartilhamento de ciência e abordagens sustentáveis, e “enencorajaram esforços” para melhorar a produção e uso mais eficiente de fertilizantes.
O documento também prevê políticas específicas para agricultores familiares, povos indígenas, mulheres e jovens para o desenvolvimento sustentável da agricultura e dos sistemas alimentares. Em relação à pesca, os ministros destacaram a “necessidade urgente de prevenir, deter e eliminar a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, que representa uma ameaça significativa à sustentabilidade dos recursos pesqueiros em todo o mundo.”
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