Flávio Bolsonaro minimiza associação com Trump e diz que ligação pode não ajudar candidatura em 2026
Senador reafirmou que não pretende retirar sua pré-candidatura e garantiu que haverá um Bolsonaro nas urnas em 2026
Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a associação direta de sua imagem política ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode não ser positiva para uma eventual candidatura à Presidência da República em 2026. A declaração foi feita, nesta última segunda-feira (15), durante entrevista ao canal LeoDias TV, no YouTube, em meio ao desgaste recente da imagem do líder norte-americano junto à militância bolsonarista.
“Nem sei se é bom ter Trump colado com a minha imagem”, disse Flávio, ao comentar o cenário político internacional e os reflexos no debate eleitoral brasileiro.
A fala ocorre após a decisão do governo americano de retirar o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, medida que provocou forte reação entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Retirada de sanções gerou frustração na base bolsonarista
Na última sexta-feira (12), Donald Trump determinou a retirada das sanções impostas a Alexandre de Moraes, que haviam sido anunciadas em 30 de julho, no contexto de pressões internacionais relacionadas ao julgamento de Jair Bolsonaro por suposta liderança de organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Além do ministro, também foram retirados da lista a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e o Instituto Lex, empresa administrada por ela com participação dos filhos do casal.
A decisão foi recebida com forte frustração por setores da direita brasileira, que vinham creditando ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) um papel central na articulação internacional contra o magistrado. Eduardo, que se encontra nos Estados Unidos, vinha se apresentando como responsável por dialogar com a Casa Branca e impulsionar medidas de pressão contra autoridades brasileiras.
Flávio nega interferência de Eduardo Bolsonaro
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro negou que a retirada das sanções represente um enfraquecimento político da família Bolsonaro ou que tenha relação direta com sua pré-candidatura presidencial. Segundo ele, atribuir as decisões de Trump à atuação de Eduardo Bolsonaro é uma leitura equivocada.
“As sanções não foram manipulação do Eduardo. Os interesses do Trump sempre foram as empresas e cidadãos americanos que, na visão dele, foram perseguidos pelo Moraes. Achar que o Eduardo manipula o Trump não dá. Não tem nada a ver com a minha candidatura”, afirmou o senador.
Flávio reforçou que a política externa americana responde a interesses próprios e não a articulações individuais de parlamentares brasileiros. Para ele, a tentativa de associar sua imagem à de Trump pode ser mais prejudicial do que vantajosa no atual contexto.
Críticas a Trump se espalham entre bolsonaristas
A retirada das sanções desencadeou uma onda de críticas a Donald Trump nas redes sociais, inclusive entre parlamentares e militantes historicamente alinhados ao ex-presidente americano. Termos como “decepção”, “traição” e “abandono” passaram a circular com frequência.
Entre os comentários, internautas afirmaram que Trump teria “abandonado o nosso presidente”, “se rendido ao tirano do Brasil” e “desmoralizado os patriotas”. Houve ainda quem classificasse o episódio como um “game over” para o Brasil e uma humilhação política para o bolsonarismo.
Eduardo Bolsonaro fala em “janela perdida”
Após a retirada das sanções, Eduardo Bolsonaro publicou uma nota em tom de lamento nas redes sociais. Em postagem no X (antigo Twitter), afirmou que “Deus tenha misericórdia do povo brasileiro” e que o país teria perdido uma “janela de oportunidade” para enfrentar problemas estruturais.
No mesmo dia, Alexandre de Moraes agradeceu publicamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo empenho do Palácio do Planalto nas articulações diplomáticas que resultaram na retirada das punições.
Flávio confirma candidatura e promete perfil mais moderado
Apesar do cenário turbulento, Flávio reafirmou que não pretende retirar sua candidatura e garantiu que haverá um Bolsonaro nas urnas em 2026. O senador disse, no entanto, que sua eventual candidatura terá um perfil diferente do apresentado pelo pai durante o governo entre 2019 e 2022.
“As pessoas vão ver um Bolsonaro mais centrado. Sempre cobraram que o Bolsonaro falasse menos. Eu não quero dizer que sou uma versão melhorada, mas sou de um perfil mais de diálogo, de conversar, inclusive com a esquerda”, declarou.
Segundo Flávio, a comunicação foi o principal ponto fraco da gestão Jair Bolsonaro, e ele pretende adotar uma postura mais moderada e institucional.
Disputa na direita e escolha de vice
O senador evitou indicar qual nome apoiaria caso não seja o escolhido da direita para disputar o Palácio do Planalto. Entre os possíveis presidenciáveis do campo conservador estão os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG).
“O único nome colocado é o meu. Tem que perguntar a eles se me apoiariam. O problema bom é que temos vários nomes fortes unidos contra o PT”, afirmou.
Flávio também revelou preferência por uma mulher como candidata a vice. Em sua avaliação, isso pode ajudar a ampliar seu diálogo com o eleitorado feminino, segmento em que o bolsonarismo teve maior dificuldade nas eleições de 2022, assim como no Nordeste e entre os eleitores de menor renda.
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