Em confraternização com ministros, Lula sinaliza alterações no primeiro escalão do governo
Reestruturação é vista como uma resposta às pressões de aliados no Congresso
Ricardo Stuckert / Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende realizar mudanças no primeiro escalão do governo. A declaração foi feita durante um almoço com ministros no Palácio da Alvorada na sexta-feira (20). A reestruturação é vista como uma resposta às pressões de aliados no Congresso, com expectativas de ajustes após as eleições para a presidência da Câmara e do Senado, em 2025. Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central, participou do evento.
Segundo informações do jornal Estado de São Paulo, a indicação de Galípolo está alinhada com a formação de alianças visando a eleição presidencial de 2026. A estratégia busca garantir apoio político em um cenário onde algumas bases eleitorais de aliados podem apresentar resistência à continuidade do grupo político de Lula.
No encontro, o presidente destacou que vai desacelerar sua rotina devido às recomendações médicas após recentes procedimentos cirúrgicos. “Por amor a mim e à Janja”, afirmou Lula, que deverá evitar compromissos extenuantes nos próximos 45 dias.
Reunião ministerial dá lugar a confraternização
Lula optou por substituir a tradicional reunião ministerial de fim de ano por um encontro mais breve e descontraído com os auxiliares. A confraternização durou cerca de duas horas, marcando um contraste com os compromissos habituais, que costumam ser longos e intensos.
Durante o evento, apenas duas pessoas discursaram: a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, que deu as boas-vindas, e o próprio presidente. Lula compartilhou detalhes sobre sua recuperação e refletiu sobre momentos marcantes de sua trajetória, como o câncer de garganta e o recente incidente no avião presidencial, quando precisou sobrevoar o México por horas antes de um pouso seguro.
Usando um chapéu para cobrir a área das cirurgias, o presidente enfatizou o desempenho do governo ao longo do ano, destacando avanços e ações realizadas.
Comunicação e pacote fiscal ganham destaque
O encontro teve menos tom político do que o habitual, mas Lula pediu aos ministros que continuem mobilizados e intensifiquem a divulgação das ações governamentais. O publicitário Sidônio Palmeira, responsável pela campanha de Lula em 2022, é apontado como possível nome para liderar a pasta de comunicação do Executivo.
O presidente também comemorou a aprovação do pacote fiscal pelo Congresso, destacando o esforço dos ministros para garantir as votações enquanto ele estava internado. Lula citou a cobrança do mercado financeiro por cortes de despesas como um dos fatores que têm influenciado a alta do dólar nas últimas semanas. Ao encerrar, desejou boas festas aos presentes e afirmou que retomará sua rotina de trabalho no início de janeiro.
Lula reforça medidas fiscais
O presidente divulgou um vídeo ao lado do futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em uma tentativa de dialogar com o mercado financeiro.
No pronunciamento, Lula destacou a importância da estabilidade econômica e do combate à inflação como prioridades do governo para preservar o poder de compra das famílias brasileiras.
O presidente também ressaltou o compromisso com o pacote fiscal em tramitação no Congresso, afirmando que o governo está “mais convicto do que nunca” sobre a relevância de proteger a nova regra fiscal.
Reação do mercado financeiro ao pacote fiscal
O vídeo foi publicado em um momento de oscilação no mercado, com o dólar em alta nas últimas semanas. Após a divulgação, houve uma leve redução na cotação da moeda, embora o valor tenha se mantido acima das expectativas, encerrando o dia em R$ 6,07.
O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, apresentou alta de 0,75%, atingindo 122.102 pontos. No entanto, a aprovação do pacote fiscal pelo Congresso com alterações em 19 trechos preocupa o mercado, segundo Luiz Felipe Bazzo, CEO da Transfer Bank.
Alta do dólar mantém preocupação
Apesar das medidas anunciadas e do esforço para transmitir confiança ao mercado, o impacto foi limitado. A manutenção do dólar acima de R$ 6 reforça o desafio do governo em lidar com a desidratação do pacote fiscal durante a tramitação no Legislativo.
Lula sinalizou que o governo continuará monitorando a situação e adotará novas medidas, caso necessário, para assegurar a estabilidade econômica e proteger os salários.
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