Bolsonaro diz que muda o Brasil se eleger 50% da Câmara e do Senado em 2026

Declaração ocorreu durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu apoiadores, parlamentares, ex-ministros e governadores


redação
Estadão Conteúdo e redação 29/06/2025 17:01 • Política
Bolsonaro diz que muda o Brasil se eleger 50% da Câmara e do Senado em 2026 - FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste domingo (29), que pode “mudar o destino do Brasil” caso seus aliados conquistem 50% da Câmara dos Deputados e do Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu apoiadores, parlamentares, ex-ministros e governadores sob o lema “Justiça Já”.

“Se vocês me derem 50% da Câmara e do Senado, nós elegemos os presidentes das Casas, comandamos comissões, indicamos diretores de agências reguladoras e do Banco Central. Eu mudo o destino do Brasil”, disse Bolsonaro. Apesar de estar inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente negou ter ambição pelo poder: “Nem eu preciso ser presidente de novo. Com Valdemar Costa Neto me mantendo como presidente de honra do PL, mudamos o Brasil por vocês”, afirmou.

Durante o discurso, Bolsonaro também disse não temer ser preso ou morto. “Logicamente, não quero ser preso nem morto”, afirmou. Ele reiterou que, mesmo fora das urnas, tem influência política e pediu foco na eleição de aliados para o Congresso.

Críticas ao STF e pedido de anistia

O evento foi marcado por fortes críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes. O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do ato, chamou Moraes de “ditador” e o acusou de prender pessoas “inocentes” por opinião, em referência aos detidos após os ataques de 8 de janeiro de 2023. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também atacou a Corte, exibindo falas de ministros sobre regulação das redes sociais e afirmando que há censura no país.

Bolsonaro defendeu a anistia aos presos e investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. “A anistia é um remédio previsto na Constituição. Quem quebrou algo, que pague, mas muitos estão presos injustamente”, disse. Ele negou ter havido tentativa de golpe e alegou ausência de armas, apoio institucional e envolvimento das Forças Armadas.

Elogios a aliados e menções a vacinas

O ex-presidente elogiou ex-ministros de seu governo, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo e possível presidenciável em 2026. Também destacou o papel do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em sua campanha de 2018, chamando-o de “o cérebro” da vitória.

Sobre a pandemia, Bolsonaro afirmou ter comprado 600 mil doses de vacina contra a covid-19, mas voltou a dizer que não se vacinou “por liberdade”.

Críticas ao TSE e a Lula

Bolsonaro voltou a contestar o resultado da eleição de 2022, acusando o Tribunal Superior Eleitoral de influenciar o processo. “A mão pesada do TSE fez a balança pender”, disse. Ele também atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticando sua libertação judicial: “Tiraram o Lula da cadeia para colocá-lo na Presidência”.

Sobre a transição de governo, disse que foi feita de forma pacífica, mas defendeu sua ausência na cerimônia de posse. “Jamais eu passaria a faixa para um ladrão”, concluiu.

Ação penal contra Bolsonaro entra na fase final com prazo para alegações finais

A ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), avançou para a etapa final. Na sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, encerrou a fase de instrução e determinou a abertura do prazo para a apresentação das alegações finais das partes envolvidas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) será a primeira a se manifestar, com prazo de 15 dias para protocolar sua posição. Em seguida, será a vez da defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no caso. Depois disso, os advogados dos demais réus terão igual período para apresentar suas manifestações finais.

O processo pode ser julgado ainda durante o recesso do Judiciário, entre o fim de agosto e o início de setembro, segundo fontes próximas ao STF. A razão para a continuidade do trâmite é a prisão preventiva do general da reserva Walter Braga Netto, que impede a paralisação do caso. De acordo com a legislação, ações penais com réus presos não podem ser suspensas, mesmo durante o recesso.

Concluída a etapa de alegações finais, o ministro Alexandre de Moraes elaborará seu voto. Caberá, então, ao ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, agendar a data do julgamento.

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