Ídolos eternizados: São Silvestre inaugura novos nomes no Hall da Fama às vésperas da edição centenária
Mais tradicional corrida de rua do Brasil acontece nesta quarta-feira (31) e reunirá 55 mil corredores de 48 países em São Paulo
Paulo Pinto/Agência Brasil
A Corrida Internacional de São Silvestre deu mais um passo simbólico na preservação de sua memória ao eternizar atletas históricos no Hall da Fama da prova, iniciativa criada justamente no ano em que a competição completa 100 anos de existência. Em cerimônia realizada nesta última segunda-feira (29), na Expo São Silvestre, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, foram incorporadas ao acervo oficial placas com as marcas dos pés da portuguesa Rosa Mota e dos brasileiros Marilson Gomes dos Santos e Carmen de Oliveira.
A homenagem reconhece trajetórias que marcaram profundamente a história da corrida e ajudaram a consolidar a São Silvestre como uma referência mundial do atletismo de rua. As novas placas passam a integrar o espaço ao lado da de Paul Tergat, maior vencedor da prova no masculino, com cinco títulos, e responsável por inaugurar o Hall da Fama no início de 2025. As informações são da Agência Brasil.
Rosa Mota: domínio absoluto e protagonismo feminino
Entre os nomes eternizados, Rosa Mota ocupa posição central na história da São Silvestre. A atleta portuguesa é a maior vencedora da prova, com seis títulos consecutivos entre 1981 e 1986, um feito inédito até hoje. Sua presença simboliza não apenas a excelência esportiva, mas também o fortalecimento da participação feminina em uma competição que passou a incluir mulheres apenas em 1975.
“Fico muito orgulhosa por fazer parte desta história. Espero que muitos de vocês também façam. O primeiro ano que vim à São Silvestre, gostei tanto, tanto, fui tão acarinhada. Todas as São Silvestres que participei foram à noite. Era uma festa muito grande na rua. Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”, disse Rosa, durante o evento.
A trajetória de Rosa Mota está diretamente ligada à consolidação da São Silvestre como evento internacional e ao crescimento do público nas ruas de São Paulo. Sua regularidade, desempenho técnico e identificação com o ambiente festivo da prova ajudaram a transformar a corrida em um espetáculo esportivo e cultural.
Carmen de Oliveira: pioneirismo brasileiro em cenário internacional
Outro nome eternizado foi o de Carmen de Oliveira, atleta que entrou para a história ao se tornar a primeira brasileira campeã da São Silvestre após a abertura definitiva para atletas estrangeiros. Sua conquista representou um marco simbólico em um período de forte domínio internacional e reforçou a capacidade competitiva do atletismo feminino nacional.
“Estou aqui curtindo esses mimos que você pode ter de uma prova desse nível. [Hoje são] mais de 55 mil pessoas correndo. Estou aqui revendo amigos, sonhando com uma performance cada vez melhor. Então, para mim, hoje isso aqui é um prêmio”, disse Carmen.
Carmen também simboliza a valorização da carreira esportiva feminina no Brasil, abrindo caminho para novas gerações e consolidando a presença de atletas brasileiras entre as protagonistas da prova.
Marilson Gomes dos Santos: o maior brasileiro da era moderna
No masculino, o Hall da Fama passa a contar com as marcas de Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro mais vitorioso da São Silvestre desde sua internacionalização, com três títulos (2003, 2005 e 2010). Sua trajetória se confunde com a retomada do protagonismo nacional em uma competição historicamente dominada por atletas africanos.
“É a maior prova que a gente tem no país, a mais popular, a prova que todo mundo assiste, a prova que todo mundo ouve falar. Todo mundo que diz que está correndo e que está começando quer correr [a São Silvestre]. Então é muito gratificante ter feito parte da história da São Silvestre”, disse Marilson.
Marilson tornou-se um dos principais ídolos do atletismo brasileiro contemporâneo, sendo referência tanto pelo desempenho esportivo quanto pela influência no crescimento das corridas de rua no país.
Hall da Fama preserva memória centenária
Criado no ano do centenário, o Hall da Fama da São Silvestre tem como objetivo preservar a história da prova e valorizar atletas que ajudaram a construir seu legado. As placas com impressões dos pés funcionam como símbolos permanentes de conquistas que atravessam gerações e mantêm viva a identidade da corrida.
A iniciativa dialoga diretamente com o momento histórico vivido pela São Silvestre, que chega à sua 100ª edição em 31 de dezembro, reafirmando sua importância esportiva, cultural e simbólica.
São Silvestre 2025 reúne 55 mil corredores em sua 100ª edição
A Corrida Internacional de São Silvestre 2025 será realizada, na manhã desta quarta-feira (31), em São Paulo, e marca a 100ª edição da prova. O evento reunirá 55 mil corredores inscritos, entre atletas profissionais e amadores, com participantes de 48 países.
O percurso tradicional de 15 quilômetros terá largada e chegada na Avenida Paulista, passando por regiões centrais da capital paulista. Considerada uma das corridas de rua mais conhecidas do mundo, a São Silvestre encerra anualmente o calendário esportivo nacional e mantém formato com largadas organizadas por categorias, incluindo atletas de elite, pessoas com deficiência e público geral.
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