Lula minimiza apoio empresarial e diz que maioria do setor ‘nunca votou’ nele

Presidente afirma tratar empresários com respeito, mas garante que nunca se preocupou com votos do setor


Redação
Estadão Conteúdo e Redação 13/08/2025 14:42 • Política
Lula minimiza apoio empresarial e diz que maioria do setor ‘nunca votou’ nele - Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta última terça-feira (12), que nunca se preocupou com o comportamento eleitoral do empresariado brasileiro, destacando que a maior parte desse setor “nunca votou” nele. Em entrevista à Bandnews, o petista reforçou que, apesar de não realizar comícios direcionados a empresários, sempre tratou o segmento com respeito, reconhecendo sua relevância para a economia nacional.

Empresariado e comércio exterior

Lula comentou sobre o que considera um “complexo de vira-lata” presente em parte da elite brasileira, que, segundo ele, se percebe como inferior em relação a outros países. O presidente destacou, porém, os avanços do Brasil no comércio exterior e o papel estratégico do agronegócio na economia global.

“(Presidente dos EUA) Trump tem que ter uma preocupação com o agronegócio brasileiro, porque estamos ocupando o mercado da China que era deles. Somos grande produtores de algodão, milho, soja e etanol”, afirmou Lula.

Ele ressaltou que o país não se recusa a negociar, especialmente sobre o etanol, mas defendeu a transparência nas informações prestadas ao público, lembrando que 73% das exportações norte-americanas possuem tarifa zero. Além disso, o presidente criticou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados, acusando-os de “crime de traição à Pátria” e afirmando que serão julgados no Brasil.

“Trump precisa de assessoria que mostre conhecimento sobre o Brasil, se montar assessoria com filho do Bolsonaro sempre terão informações erradas ou enviesadas” disse o presidente.

Propostas de produção e preservação ambiental

Lula também comentou sobre negociações envolvendo minerais críticos, destacando que qualquer produção de recursos estratégicos deve ocorrer em território brasileiro. O presidente reafirmou seu compromisso com a preservação ambiental, defendendo a criação de uma tarifa paga por países ricos para proteger florestas e mantendo a meta de desmatamento zero até 2030.

Ele pretende levar essas propostas à próxima Conferência do Clima (COP30).

Moeda comum nos Brics e multilateralismo

Em outra declaração, Lula afirmou que o Brasil pode levar ao grupo dos Brics a discussão sobre a criação de uma moeda comum para o comércio internacional. O presidente ressaltou que a iniciativa visa reduzir a dependência do dólar, citando um acordo de 2004 com a Argentina, que permitiu transações em reais e pesos.

“É importante lembrar que, em 2004, fiz um acordo com a Argentina para que pudéssemos comercializar em reais e em pesos. Não podemos ficar dependentes do dólar. É plenamente possível. Demora porque as pessoas estão acostumadas. Mudanças têm resistência”, explicou.

Lula ainda apontou que os Estados Unidos demonstram “ciúme” da relação do Brasil com os Brics e ironizou críticas de governadores brasileiros sobre sua postura internacional.

O presidente reiterou seu compromisso com a autodeterminação dos povos, a soberania nacional e o multilateralismo, destacando experiências positivas em relações bilaterais com líderes de diferentes espectros políticos, como George W. Bush e Emmanuel Macron, e defendendo a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional.

Lula anuncia linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas

O presidente Lula anunciou que assinará nesta quarta-feira (13) uma medida provisória criando uma linha de crédito de R$ 30 bilhões destinada a empresas brasileiras impactadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos. Segundo Lula, o valor integra um plano de contingência do governo e representa apenas o início das ações de apoio ao setor produtivo.

A iniciativa tem como objetivo principalmente auxiliar pequenas empresas exportadoras de produtos como tilápia, frutas, mel e máquinas, oferecendo ferramentas para disputar mercados internacionais e minimizar os efeitos das taxas norte-americanas. Além disso, o governo estuda medidas de reciprocidade e prepara estratégias para apresentar nesta quarta-feira, com detalhes definidos pelo Ministério da Fazenda, conduzido por Fernando Haddad.

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