Vixe! O fogo amigo do MST. Deputados vão atrás de votos, de olho em 2026. Aliados disparam contra Brito e Jusmari. A agenda da oposição na Assembleia e Geddel sai na defesa do governo
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Atrás de votos
Faltando menos de 15 dias para o retorno dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Bahia, o que se vê na casa são corredores e gabinetes vazios. Isso porque os parlamentares aproveitaram o recesso do meio do ano para voltar as atenções para suas bases no interior. Pelo que se comenta no parlamento baiano, os deputados estão preocupados em fortalecer as relações com lideranças e eleitores. Como disse um deles na última semana, “ninguém tem voto. Ou você já teve ou você terá, mas ninguém tem voto garantido hoje. Tem que ir atrás e mantê-los”. E, pelo visto, essa é uma preocupação generalizada, que vai do governo à oposição. A impressão que se tem é que eles querem saber a real situação de cada um para não depender do ambiente confuso da eleição majoritária.

Crédito: Divulgação/AL-BA
Cenário indefinido
Falando da Assembleia, alguns deputados não vão tentar a reeleição. Alan Sanches, Manoel Rocha e Vítor Bonfim, por exemplo, são alguns dos nomes que vão tentar vaga para a Câmara Federal. No PCdoB, há a expectativa de que a deputada Olívia Santana tente vaga em Brasília, no espaço hoje ocupado pelo federal Daniel Almeida, que estaria articulando sua ida para o Tribunal de Contas dos Municípios. Caso a nomeação se confirme, Olívia deve tentar a vaga na cota do PCdoB. Isso, caso o PSD não decida atravessar os comunistas e ficar com as próximas vaga do TCM, inviabilizando os planos do partido. Até porque, na conta da sigla, os deputados Otto Filho e Adolfo Menezes estariam pleiteando também uma vaga na corte de contas. Ou seja, cenário incerto no tribunal e na política.

Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Interesse eleitoral
Não anda nada bem a situação dos secretários Sérgio Brito e Jusmari Oliveira, ambos do PSD, com os deputados da base governista. A informação é que há uma repulsa muito grande no grupo à forma como os dois secretários, que são deputados licenciados, estão conduzindo os trabalhos no governo Jerônimo. A informação vinda dos próprios deputados é que eles “estão atuando sem escrúpulos, atropelando todo mundo, na tentativa de cooptar prefeitos e lideranças da capital e do interior”.

Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Chateação na base
Teve colega de bancada tão chateado nos últimos dias que estava lembrando que tanto Sérgio Brito como Jusmari estavam na berlinda e quase foram trocados pelo governador Jerônimo Rodrigues na última reforma do secretariado. “Foram mantidos através da decisão do senador Otto Alencar, que resolveu bancar a permanência dos aliados”, como vociferou ontem um integrante da base, ao afirmar que os secretários “estão pedindo pedágio” e cobrando “uns votinhos” na negociação com prefeitos para a liberação de obras na Bahia.

Crédito: AscomALBA/Agência-ALBA
Pedidos ignorados
Um dos exemplos citados pelos deputados governistas foi o do deputado estadual Luciano Simões Filho, que já criticou o apetite voraz de Sérgio Brito em suas redes sociais. Recentemente, ele chegou a tornar público que havia enviado mais de seis ofícios para a Secretaria de Infraestrutura, pedindo a pavimentação de uma estrada no acesso à Conceição do Coité, e não teve a demanda atendida. Ele alegou que não recebeu qualquer resposta do titular da Seinfra, nem dos ofícios enviados nem dos pedidos de audiência na secretaria.

Crédito: Equipe M!
Agenda da oposição
Não está clara ainda a estratégia que a bancada de oposição vai adotar nesse segundo semestre na Assembleia Legislativa. Além de pautas mais amplas, como a questão da segurança pública, os empréstimos bilionários e a fila da central de regulação, é esperado que os deputados oposicionistas comecem a dar voz e vez a problemas locais, na tentativa de desgastar o governo e mostrar “a onda de insatisfação” da população com o PT na Bahia. A expectativa também é que o ex-prefeito ACM Neto, provável candidato da oposição ao governo do estado, dê o tom aos aliados políticos, abrindo espaço para as insatisfações vindas de todo o interior.

Crédito: Divulgação
O soldado Geddel
O ex-ministro Geddel Vieira Lima resolveu sair na defesa da segurança pública e da gestão penitenciária da Bahia. Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o ex-ministro rebateu as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e relembrou episódios de violência ocorridos nas gestões do ex-governador Antônio Carlos Magalhães. Entre os casos, o emedebista lembrou da superlotação em presídios e fuga de detentos. Hoje, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) é administrada pelo MDB, partido do ex-ministro. Entre os escândalos mais recentes está a fuga de detentos e um suposto triângulo amoroso em Eunápolis, entre uma ex-diretora, um detento e um ex-deputado federal do partido.

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
Permanência questionada
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto resolveu subir o tom contra o governo Jerônimo Rodrigues, após a divulgação de imagens que mostram regalias dentro da Penitenciária Lemos Brito, em Salvador. Neto questionou a permanência no cargo do secretário estadual de Administração Penitenciária, José Carlos Souto de Castro Filho. A nomeação dele é atribuída ao MDB, partido de Geddel e Lúcio Vieira Lima. “Por que num Estado onde a gente vê constantemente fuga de presos, como já aconteceu em Feira de Santana, Teixeira de Freitas e Eunápolis, o governador até hoje mantém o secretário?”, questionou o ex-prefeito, apontando falhas na gestão e cobrando medidas mais rigorosas de segurança.

Crédito: Amanda Ercília/GOVBA
“Linguagem de bandido”
A deputada federal Lídice da Mata, do PSB, teceu ditas críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que publicou em suas redes sociais um vídeo em tom de ameaça ao Estado brasileiro. O episódio ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o ex-presidente Jair Bolsonaro de visitar embaixadas no país e determina o uso de tornozeleira eletrônica. A Corte também vetou qualquer comunicação entre Bolsonaro e seu filho, Eduardo, que permanece nos Estados Unidos.

Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Interesses pessoais
De forma enfática, Lídice repudiou as ameaças de Eduardo Bolsonaro, classificando-as como uma “linguagem de bandido”. “Agora você ouvir de lá de fora, numa linguagem de bandido, porque quando uma pessoa dá prazo ao outro para resolver, quem faz é sequestrador, é bandido, a gente sabe. Vai dar prazo para o país responder a ele? É pegar o seu interesse de defender seu pai e colocar isso contra a nação”, disparou. A deputada, que coordena a bancada baiana no Congresso, ainda condenou o que chamou de “conluio” entre pai e filho para prejudicar o Brasil. Lídice também reagiu à fala de Eduardo em que ele sugere desejar o caos no Brasil como forma de retaliação. Para a deputada baiana, as declarações de Eduardo Bolsonaro deixam claros que o ex-presidente coloca interesses pessoais acima da soberania nacional.

Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Creches na pauta
O ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, voltou a criticar essa semana a falta de creches em Salvador. Durante discurso na segunda, Rui apontou que na Liberdade, bairro onde nasceu, não há creches do município. De acordo com ele, há um descaso da Prefeitura com a educação básica na capital, diferente do que acontece em cidades menores na Bahia. “Eu não fico alegre porque Salvador é uma das cidades do Nordeste que tem a menor oferta de creche para as crianças. E lá na comunidade onde eu nasci, vivi, até hoje não tem uma creche do município”, disse, ao afirmar que durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff foram oferecidas 120 creches para a Prefeitura, sendo que nenhuma foi oficialmente solicitada.

Crédito: Feijão Almeida/GOVBA
Alan rebate ministro
Coube ao deputado estadual Alan Sanches rebater ontem as declarações do ministro Rui Costa, afirmando que a Prefeitura de Salvador não havia solicitado nenhuma creche ao governo Lula. De acordo com Alan, a prefeitura inscreveu 10 creches no PAC 2, mas ainda não teve resposta. “Salvador enviou em março deste ano as propostas para a construção de dez unidades de creche e pré-escola de Educação Infantil, com custo de R$3,5 milhões cada, totalizando R$35 milhões, mas até agora a Prefeitura não teve resposta”. De acordo com ele, “é lamentável ver um ministro de Estado usar um evento institucional para fazer demagogia política, especialmente sobre um tema tão sensível como a educação infantil”, disparou.

Créditos: Divulgação/AL-BA
Fogo amigo
Na manhã da última terça, 250 famílias organizadas pelo MST na Bahia ocuparam a sede da Codevasf, no município de Juazeiro. Outras 200 famílias ocuparam a sede do Incra do médio São Francisco. A ocupação, segundo deputados do próprio PT, denuncia o descumprimento de acordo feito entre o Ministério de Desenvolvimento Agrário e a Codevasf para o assentamento de mil famílias no perímetro irrigado Nilo Coelho. “O acordo foi firmado desde 2008. Depois de todos esses anos, na retomada do governo Lula, foi prometido pelo Incra que as famílias seriam assentadas em uma área devoluta de 15 mil hectares. Absolutamente nada andou. O socorro veio do Governo da Bahia, que alojou as famílias em uma área pequena, mas o MDA e o INCRA Nacional não operaram nada”, disse José Mota, da direção estadual do MST Bahia.

Crédito: Divulgação
Promessa vazia
Segundo o dirigente do movimento sem terra da Bahia, a Codevasf se comprometeu com a logística de deslocamento das famílias e com projetos hídricos para a produção agrícola. “A Companhia cumpriu esse acordo em parte. Mas se o MDA não honrar suas promessas, as familias efetivamente ficam desamparadas. Já vamos pro último ano de governo Lula e MDA tá mais preocupado em emitir nota que em resolver o problema real das famílias. A equipe atual se demonstra ineficiente”, disparou o integrante do MST, ao informar que 350 pessoas do movimento também ocuparam a Ceplac em Itabela, no Extremo Sul.

Créditos: Divulgação/Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
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