EUA podem levantar sanções à Venezuela já na próxima semana, diz secretário do Tesouro

Medida visa facilitar vendas de petróleo e reengajar instituições financeiras internacionais


Redação
Estadão Conteúdo e Redação 11/01/2026 18:40 • Internacional
EUA podem levantar sanções à Venezuela já na próxima semana, diz secretário do Tesouro - Reprodução/Instagram @scott_bessent25
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Os Estados Unidos avaliam ampliar a retirada de sanções econômicas impostas à Venezuela, com possibilidade de anúncio já na próxima semana, segundo afirmou neste último sábado (10) o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. De acordo com o ministro, o objetivo central da iniciativa é facilitar a venda de petróleo venezuelano no mercado internacional.

As declarações foram feitas em meio ao novo cenário político envolvendo o país sul-americano, após a operação militar realizada no último dia 3 deste mês, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua retirada do território venezuelano. Desde então, o governo dos Estados Unidos informou que passaria a controlar o comércio do petróleo da Venezuela, principal fonte de receitas do país.

Sanções financeiras dificultam negociações e novos investimentos

Entre as sanções atualmente em vigor, os Estados Unidos proíbem bancos internacionais e outros credores de negociar com o governo venezuelano sem autorização americana. Essa restrição tem impacto direto sobre a capacidade do país de acessar o sistema financeiro global e de atrair novos investimentos.

A Venezuela enfrenta uma dívida estimada em US$ 150 bilhões com credores internacionais, fator que, somado às sanções, dificulta a retomada de projetos no setor energético e em outras áreas da economia. Segundo autoridades americanas, a possível flexibilização das medidas busca criar condições para reorganizar esse cenário financeiro.

Tesouro estuda liberação de ativos congelados no FMI

Entre as possibilidades analisadas pelo governo americano está a liberação de cerca de US$ 5 bilhões em ativos monetários da Venezuela, atualmente congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI) sob a forma de Direitos Especiais de Saque (DES).

De acordo com Scott Bessent, os recursos poderiam ser direcionados para a reconstrução do país, em um contexto de reorganização econômica e institucional. O secretário também afirmou que o Tesouro avalia mudanças para permitir a repatriação das receitas das vendas de petróleo, que atualmente estão retidas principalmente em navios.

Reuniões com FMI e Banco Mundial estão previstas

Bessent informou ainda que pretende se reunir com representantes do FMI e do Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais e financeiras com a Venezuela. O objetivo das conversas é analisar mecanismos para reintegrar o país ao sistema financeiro internacional, dentro das novas diretrizes em estudo pelo governo americano.

Segundo o secretário, há expectativa de que empresas menores e companhias privadas se movimentem rapidamente para retornar ao setor de petróleo venezuelano, caso as restrições sejam reduzidas.

Autoridades reforçam controle sobre exportações de petróleo

Antes das declarações do secretário do Tesouro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a Venezuela não pode transportar seu petróleo sem a permissão das autoridades americanas. Segundo ele, os Estados Unidos são responsáveis por controlar o tráfego de petroleiros que saem do país.

Rubio destacou que não é possível, neste momento, indicar uma data específica para a retomada plena das exportações de petróleo venezuelano, sinalizando que o processo de flexibilização das sanções deverá ocorrer de forma gradual.

Trump defende investimentos bilionários no setor petrolífero

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se posicionou sobre o tema nos últimos dias. De acordo com informações divulgadas, Trump defende que grandes companhias do setor petrolífero invistam até US$ 100 bilhões na Venezuela, como parte de uma estratégia para ampliar a influência americana na região.

Na última sexta-feira (9), Trump se reuniu na Casa Branca com representantes dessas empresas para tratar do assunto. No entanto, há resistência de parte das companhias em relação ao volume de investimentos proposto, principalmente diante das incertezas políticas e financeiras que ainda cercam o país.

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