Rosemberg rebate aliado de ACM Neto e defende força política de Lula na Bahia: ‘Sobrenome não costuma vencer as eleições’
Líder do governo na AL-BA critica análise de aliado de ACM Neto e defende volume de investimentos federais e estaduais
Divulgação
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do governo Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), rebateu, nesta quarta-feira (7), a avaliação do ex-prefeito de Xique-Xique, Reinaldo Braga Filho, um dos coordenadores da campanha do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) em 2022, sobre uma suposta perda de força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.
A manifestação ocorre após a publicação de um artigo no jornal Correio, em que Reinaldinho diz acreditar na vitória de ACM Neto em 2026 e questiona o desempenho do presidente. Para Rosemberg, a leitura apresentada ignora o histórico eleitoral baiano e o peso das políticas públicas implementadas nos últimos anos.
O parlamentar sustenta que o cenário aponta para a manutenção e até ampliação do apoio ao presidente Lula no estado nas eleições de 2026, contrariando a tese de enfraquecimento defendida por aliados do grupo oposicionista.
“É mais provável que parte dos 27,88% dos eleitores da Bahia que votou em Bolsonaro em 2022, vote para Lula continuar, do que parte dos 72% dos eleitores do presidente Lula troque por Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Na Bahia, apenas um sobrenome, ou uma marca, não costuma vencer as eleições. O eleitor baiano é muito mais exigente em suas escolhas”, sinalizou o petista.
Rosemberg contesta tese de perda de força eleitoral de Lula
Na avaliação do líder governista, a análise divulgada por Reinaldo Braga Filho desconsidera dados concretos das últimas eleições e o comportamento histórico do eleitorado baiano. Rosemberg afirmou que o resultado expressivo obtido por Lula em 2022 reflete uma relação consolidada entre o presidente e a população do estado, construída ao longo de diferentes mandatos e reforçada por políticas públicas de alcance social e econômico.
O deputado ressaltou ainda que a Bahia não costuma responder apenas a estratégias baseadas em nomes de família ou em marcas políticas nacionais. Segundo ele, o eleitor local tende a avaliar resultados práticos e a presença do governo federal e estadual em áreas estratégicas, o que fortalece a posição do atual presidente para o próximo pleito.
Investimentos federais e estaduais são citados como fator decisivo
Rosemberg também associou a força eleitoral de Lula ao volume de investimentos em andamento na Bahia, tanto por meio do governo federal quanto da gestão estadual. Para o parlamentar, os aportes em infraestrutura, saúde, educação e saneamento ajudam a explicar a manutenção do apoio popular ao projeto político do PT.
“Só o Novo PAC Seleções injetará R$ 3 bilhões na Bahia para financiamento de quase 300 obras de construção, ampliação e modernização de unidades de saúde, educação e saneamento”, destacou Rosemberg.
Ainda segundo o parlamentar, em Salvador e Região Metropolitana, serão executados projetos importantes de mobilidade em parceria com o governo Lula, a exemplo do VLT do Subúrbio. “Além de obras estruturantes de macrodrenagem que somam quase meio bilhão de investimentos federais na capital baiana, no Subúrbio Ferroviário e na Cidade Baixa, regiões que tiveram pouca atenção do atual grupo que administra a capital do estado”, criticou.
Segundo ele, esses investimentos reforçam a presença do governo federal em regiões historicamente carentes de atenção do poder público, o que tende a se refletir no comportamento do eleitorado em 2026.
Histórico das urnas na Bahia reforça argumento do deputado
Nas eleições presidenciais de 2022, Lula venceu em 415 dos 417 municípios baianos, alcançando 6.097.815 votos válidos em todo o estado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 2.357.028 votos, resultado que consolidou a Bahia como um dos principais redutos eleitorais do petista no país.
Em termos percentuais, Lula registrou 72,12% dos votos válidos na Bahia, índice superado apenas pelo Piauí, que chegou a 76,84%, apesar de ter uma população significativamente menor. Para Rosemberg, esses números demonstram que o estado mantém uma relação política consistente com o presidente e que mudanças bruscas de preferência não costumam ocorrer sem fatos concretos que justifiquem essa virada.
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